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Monte Sinai

HAMAS Vence eleições... Como fica Israel?

 

 

Hamas vence eleição palestina com grande vantagem sobre o Fatah

Reuters
Globo Online
Agências Internacionais

RAMALLAH, Cisjordânia - Acostumado a usar a força para defender suas idéias, o Hamas conseguiu nesta quinta-feira uma vitória incontestável sem precisar derramar uma gota de sangue. O grupo radical islâmico, que pela primeira vez concorreu às eleições parlamentares nos territórios palestinos, derrotou com esmagadora vantagem o Fatah, partido do presidente Mahmoud Abbas.

O resultado deixa Abbas sob enorme pressão política. O primeiro efeito da vitória do Hamas foi a renúncia do primeiro-ministro palestino, Ahmed Qorei, e todo o seu gabinete. O pedido foi entregue ao presidente da Autoridade Nacional Palestina antes mesmo do resultado final ter sido divulgado. Mas Abbas anunciou que permanecerá no cargo.

O Hamas obteve 76 das 132 vagas no Parlamento, equivalente a 57,5% do total, quase o dobro das 43 que caberão ao Fatah (32,5%). As outras 13 cadeiras serão ocupadas por partidos menores. Caberá ao grupo extremista, que defende a destruição do Estado de Israel, montar o próximo governo.

EUA e Grã-Bretanha não querem negociar com Hamas

As pesquisas de boca-de-urna divulgadas após a eleição desta quarta-feira indicavam equilíbrio, até com ligeira vantagem do Fatah, mas já no início desta quinta, horas antes do anúncio oficial do resultado, o Hamas já se declarava vencedor. Imediatamente, simpatizantes do movimento saíram às ruas para celebrar a vitória.

A tomada de poder do Hamas, que defende a destruição de Israel, pode arrefecer as expectativas de se reiniciar as negociações de paz entre judeus e palestinos. (saiba mais sobre o conflito árabe-israelense) . Uma prova da tensão foi o conflito entre seguidores do Fatah e simpatizantes do Hamas na cidade de Ramallah na tarde desta quinta-feira. Houve disparos quando membros do Hamas tentavam pôr uma bandeira da organização no alto do prédio do Parlamento. Duas pessoas ficaram feridas.

Estados Unidos e Grã-Bretanha já declararam que não pretendem negociar com o Hamas , a não ser que o grupo radical abra mão da violência e das ameaças à soberania de Israel.

O líder do Hamas Mahmoud Zahar admitiu quarta-feira a possibilidade de formar uma coalizão com o Fatah, mas autoridades do partido do governo já revelaram nesta quinta que não desejam fazer qualquer tipo de aliança com o Hamas.

Também nesta quinta, o governo israelense pediu que a União Européia tenha uma postura firme contra o que chamou de 'terrorismo governamental' que pode se estabelecer na Palestina após a vitória do Hamas.

Mahmoud Zahar havia dito quarta-feira que aceitaria negociar futuramente com Israel, mas apenas se o Estado judeu aceitasse as condições impostas pelo Hamas, como a presença de um negociador neutro nas conversações.

Analistas avaliam o Hamas no poder

Danielle Reule, para o Globo Online

RIO - O Hamas conquistou nesta quinta-feira uma importante vitória. Concorrendo pela primeira vez às eleições parlamentares nos territórios palestinos, o grupo radical islâmico derrotou com vantagem esmagadora o Fatah, partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. E nem precisou usar as armas para isso.

Das 132 cadeiras no Parlamento, o Hamas obteve 76, equivalente a 57,5% do total, quase o dobro das 43 que caberão ao Fatah (32,5%). As outras 13 vagas serão ocupadas por partidos menores, independentes. Caberá ao grupo extremista, que defende a destruição do Estado de Israel, montar o próximo governo. Na próxima semana, líderes extremistas deverão se reunir com Abbas, com o objetivo de tentar estabelecer uma "parceria política".

Três analistas - um palestino, um judeu americano e um brasileiro - foram entrevistados pelo GLOBO ONLINE e descreveram suas visões do novo governo palestino. Para eles, ainda é cedo para saber que caminho o Hamas tomará agora que é a força política predominante entre os palestinos. Mas, certamente, as próximas semanas mostrarão a face com o Hamas vai se apresentar ao mundo a partir de agora: um grupo político que defende o terror estatal ou um partido que está aberto a outras facções na luta diplomática pela criação do Estado palestino. Se depende de Israel, as relações serão nulas ( Leia: Israel vai ignorar o próximo governo islâmico da Autoridade Palestina )

Williams da Silva Gonçalves - Professor de Relações Internacionais da UERJ:"O Hamas não tomou um edifício pela força. Ele obteve os votos nas urnas"

26/01/2006 - 21h57m
'Hamas não tomou um edifício pela força', diz professor da UERJ

Globo Online

RIO - Em entrevista ao GLOBO ONLINE, o professor de Relações Internacionais e Coordenador da Pós-Graduação de História das Relações Internacionais da UERJ, Williams da Silva Gonçalves, afirmou que, em primeiro lugar, é preciso entender a importância da conquista do Hamas no Parlamento Palestino. O grupo islâmico obteve uma vitória eleitoral expressiva, o que significa que ele tem o apoio de uma parcela também expressiva da população. Como partido, o Hamas, agora, tem legitimidade política.

- O Hamas tem a maioria dos palestinos confiando na sua capacidade de conduzir o povo para o seu destino, com uma nova nação. Mas o que fará com esse poder, ainda não está claro - disse.

Para o professor, existem dois caminhos que o grupo islâmico pode seguir estando no poder. O primeiro seria o de se sobrepor ao Fatah, impedindo que este realize qualquer acordo político, porque agora tem uma maneira legítima de fazer isso.

- Antes, o Hamas bloqueava os acordos com ações terroristas, com homens-bomba. Agora, o Hamas adquiriu um poder a mais - destacou.

Um segundo caminho, e, na opinião de Gonçalves, o mais lógico, seria o grupo extremista ter seus próprios termos e fazer acordos, situação que parece inevitável. E, para ele, é muito provável que o Hamas assuma a liderança nas negociações.

- Eles ainda não abriram isso, mas têm os próprios acordos. E acho que essa possibilidade é mais lógica, porque não faria sentido algum o grupo conquistar esse pedaço político e não seguir com isso - explicou.

Em relação à violência do grupo islâmico, que continua defendendo a destruição de Israel, o professor lembrou que também o Estado judeu faz o mesmo uso da violência, quando não há mais como negociar. Segundo ele, a força usada pelo governo isralense é muito mais brutal, a diferença é que é um Estado reconhecido, legítimo, que usa as forças armadas.

Por fim, o professor ressaltou que a comunidade internacional deve, no mínimo, respeitar a escolha feita pelo povo palestino.

- O Hamas não tomou um edifício pela força. Ele obteve votos nas urnas. E agora os palestinos ingressaram num novo espaço - completou.

Peter Medding - Professor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Hebraica, de Jerusalém:"O Hamas tem que decidir se quer continuar a ser um grupo terrorista ou um grupo político"

26/01/2006 - 21h43m
'O Hamas surpreendeu o Fatah', diz professor da Universidade Hebraica

Globo Online

RIO - Para o professor Peter Medding, do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Hebraica, de Jerusalém, ainda é muito cedo para se ter uma idéia clara do que será um governo palestino com o Hamas liderando o parlamento. Em entrevista ao GLOBO ONLINE, ele ressaltou que tudo é uma mudança muito grande na situação palestina.

- Está claro que o Hamas surpreendeu o Fatah. Mas, agora, temos que sentar e observar o que vai acontecer - disse.

Segundo Medding, há três grandes questões que o Hamas deve enfrentar no governo e tudo vai depender de como o grupo vai resolvê-las. A primeira é a relação com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

- Eles são a maioria agora e têm o controle do poder. Em qualquer situação normal de sistema parlamentarista, o presidente e o primeiro-ministro devem ser do mesmo partido. Não será o caso. Então, os partidos vão formar coalizões ou o Fatah será oposição. De qualquer modo, os membros do Hamas não foram convidados, eles ganharam os assentos no Parlamento - explicou.

A segunda questão a ser resolvida é a relação com Israel. De acordo com o professor, o Hamas não pode, simplesmente, fechar as portas e "fazer o que quiser".

- Muitas coisas dependem de cooperação. Para tirar prisioneiros de prisões israelenses, por exemplo, eles terão que conversar com o governo de Israel. Quando o assunto é segurança também. Eles precisam reconhecer o Estado de Israel, não podem manter essa postura de que vão destruí-lo - ponderou.

Ainda segundo Medding, só em algumas semanas o mundo terá uma idéia do rumo que o próprio Hamas pretende seguir, já que anunciou, há poucos dias, que não pretende abandonar a luta armada, mesmo estando no poder.

- Eles disseram que querem continuar com ações terroristas. Isso não ajuda a criar uma boa relação. O Hamas tem que decidir se quer continuar a ser um grupo terrorista ou um grupo político, pragmático ou ideológico. Isso é fundamental. Israel, Estados Unidos e Europa já anunciaram que não têm diálogo com terroristas - disse.

A terceira e última questão a ser enfrentada pelos extremistas no governo é de onde deve vir o apoio financeiro, se eles estarão aptos a controlá-lo, a manter a lei e a ordem e a satisfazer a população palestina.

- Você pode ser eleito, mas se não fizer o bem, na próxima eleição você está encrencado - concluiu.

 Bassem Eid - Diretor do Grupo Palestino de Monitoramento dos Direitos Humanos:"Hamas e Fatah são inimigos. Nunca veria os dois cooperando um com o outro"

26/01/2006 - 22h28m
Diretor de órgão humanitário diz que vitória de Hamas é 'terremoto político'

Globo Online

RIO - Em entrevista ao GLOBO ONLINE, o diretor do Grupo Palestino de Monitoramento dos Direitos Humanos, Bassem Eid, afirmou que um "terremoto político" atingiu os territórios palestinos.

- Acho que o próprio Hamas ficou chocado e surpreso de como eles conseguiram um número tão grande de votos - disse.

Para Eid, a crise interna do Fatah foi uma das razões para a vitória do grupo extremista nas eleições palestinas. As ameaças de Israel e da comunidade internacional também levaram o Hamas a conquistar o maior número de cadeiras no Parlamento.

- Mas o principal foi que, nos últimos anos, nós, palestinos, temos ouvido da Autoridade Nacional Palestina tantas promessas, inclusive de combate a corrupção, e nada aconteceu. Os palestinos ficaram cheios dessa situação - explicou.

Segundo o diretor do órgão, muitos cidadãos de "mente aberta", democráticos, votaram no Hamas porque acreditaram que o movimento é o único capaz de realizar mudanças. Entretanto, o povo palestino ainda não teria entendido que levar o Hamas ao poder "é um desastre". Para exemplificar, Eid citou uma história pessoal:

- Um amigo israelense que conheci há pouco, disse-me estar muito satisfeito com o resultado das eleições. Ele disse que vamos levar o Hamas e eles, israelenses, vão levar o Likud para um novo conflito sangrento e, daqui a uns cinco anos, estaremos mais aptos a nos comprometer e procurar uma solução para o Oriente Médio. E é isso mesmo.

Eid afirmou ainda ter certeza que, no próximo mês, os membros da segurança palestina vão lutar pelos seus salários.

- A ANP precisa, todo mês, de 40 milhões de dólares. Quem vai pagar por isso se de acordo com as leis da Europa ou dos Estados Unidos, eles não podem apoiar o Hamar? De onde vão tirar o dinheiro? - indagou.

Eid apontou o povo palestino como único culpado dessa situação. Para ele, a falta de estratégia da população é uma das razões para o "caos".

- Temos que entender que as pessoas estão insatisfeitas. Com certeza, a sociedade civil, os acadêmicos. Mas parece que nós (sociedade civil e acadêmicos) somos considerados a minoria dos palestinos. Pensei que fôssemos a maioria, mas eu acho que estava errado.

Para finalizar, Bassem Eid ressaltou que vai levar tempo até que a população palestina perceba o desastre que trouxe para si. Em algumas semanas, um novo cenário deve surgir, com a transferência de poder do Fatah para o Hamas. Para Eid, não há a menor possibilidade de ambos os movimentos trabalharem juntos.

- Eles são inimigos e você nunca trabalha com seu inimigo. Hamas e Fatah são dos maiores inimigos do Oriente Médio. Nunca veria os dois cooperando um com o outro - completou.

PERFIL: Hamas é o principal grupo islâmico palestino

 

Influência do Hamas cresceu durante a Intifada

O grupo militante Hamas, a principal organização islâmica militante palestina, parece ter traduzido a popularidade de sua luta em votos, vencendo as primeiras eleições parlamentares palestinas desde 1996, realizadas na quarta-feira.

Considerada uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Européia, o grupo é visto por seus correligionários como uma força legítima de luta defendendo os palestinos da brutal ocupação militar israelense.

O grupo, criado em 1987 no início da primeira Intifada, tem como objetivo, a curto prazo, expulsar as forças israelenses dos territórios ocupados através de ataques contra os soldados e os colonos judeus e - mais controversialmente - contra civis israelenses.

O Hamas insiste que a retirada israelense da Faixa de Gaza no ano passado foi uma vitória de sua política.

Longo prazo

O Hamas também tem o objetivo de, a longo prazo, estabelecer um Estado islâmico em toda a Palestina histórica, cuja maior parte permanece dentro das fronteiras de Israel desde sua criação, em 1948.

Desde a morte do líder palestino Yasser Arafat, o Hamas vem participando de eleições locais e conquistou várias cadeiras em áreas como Gaza, Qalqilya e Nablus.

A organização, formada por um braço político e outro militar, tem um número desconhecido de integrantes mas conta com dezenas de milhares de correligionários e simpatizantes.

O grupo se divide em duas principais esferas de operação: programas sociais, que incluem a construção de escolas, hospitais e instituições religiosas; e operações militantes lideradas pelas Brigadas Izzedine al-Qassam, um grupo clandestino.

O Hamas também tem um setor no exílio, no Catar.

Oposição

O grupo ganhou fama depois da primeira Intifada como o principal opositor palestino aos Acordos de Oslo - o processo de paz liderado pelo governo americano que previa a remoção gradual e parcial das tropas israelenses nos territórios ocupados, em troca de compromissos das autoridades palestinas de proteger a segurança de Israel.

Apesar das várias operações israelenses contra o Hamas, e também das tentativas de repressão da própria Autoridade Nacional Palestina, o Hamas descobriu que tem um efetivo poder de veto sobre o processo de paz, com os atentados suicidas.

Em fevereiro e março de 1996, o Hamas cometeu uma série de atentados suicidas, causando a morte de quase 60 israelenses, em retaliação contra o assassinato um de seus membros em dezembro de 1995.

Atribui-se a esses atentados a decisão de Israel de se retirar do processo de paz e a eleição do linha-dura Binyamin Netanyahu, um claro oponente dos acordos de Oslo.

Israel pagou caro pela oposição do Hamas ao processo de paz

Apoio crescente

Com o fim dos acordos de Oslo, e principalmente depois da fracassada tentativa de retomada do processo de paz no encontro de Camp David, em meados do ano 2000 e a segunda Intifada, iniciada meses depois, o Hamas ganhou força e influência enquanto Israel destruía sistematicamente a infraestrutura da secular Autoridade Palestina.

Nas cidades e campos de refugiados sitiados pelas tropas israelenses, o Hamas organizou clínicas e escolas para os palestinos, que se sentem totalmente decepcionados com a corrupta e ineficiente ANP.

O grupo também executou sumariamente colaboradores palestinos e adotou punições para "comportamento imoral".

Muitos palestinos concordam que as operações suicidas são a melhor maneira de se vingar de Israel e, apesar das inúmeras tentativas de unir as várias facções palestinas, o Hamas sempre se esquivou de assinar um cessar-fogo permanente enquanto Israel ocupar os territórios palestinos.

"A morte de civis tem que ser punida com a morte de civis", disse Mahmoud al-Zahhar, alto integrante do Hamas.

Hamas quer negociar doações com europeus

Ismail Haniya disse que sua preocupação é com os palestinos mais pobres

Ismail Haniya, um dos principais líderes do Hamas, fez um apelo à União Européia (UE) nesta segunda-feira para que não suspenda a remessa de recursos à Autoridade Palestina.

O apelo de Haniya coincide com reunião dos ministros de relações exteriores dos países da UE em Bruxelas para discutir a suspensão da ajuda depois da vitória do grupo militante nas eleições.

Haniya pediu conversasões sem condições entre o Hamas e os doadores internacionais, dizendo que nenhum dinheiro de ajuda seria usado para financiar ataques a Israel.

No domingo, a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, disse que a União Européia não vai financiar a Autoridade Palestina a menos que o Hamas abdique do uso de violência contra Israel.

A UE é o maior doador de recursos para a Autoridade Palestina, com cerca de US$ 606 milhões (cerca de R$ 1,34 bilhão).

'Chantagem'

"Essa Autoridade Palestina não pode receber dinheiro da União Européia", disse Merkel.

As declarações foram feitas logo após o encontro de Merkel com o premiê interino de Israel, Ehud Olmert, em Jerusalém.

O quarteto formado pelos EUA, União Européia, ONU (Organização das Nações Unidas) e Rússia, que vêm trabalhando no processo de paz no Oriente Médio, também deve se reunir em Londres nesta segunda-feira para discutir a inesperada vitória do grupo militante Hamas nas eleições parlamentares da última quarta-feira.

Os Estados Unidos já haviam declarado que poderiam cortar sua ajuda anual de US$ 400 milhões após a vitória popular do Hamas.

Tanto os EUA como a União Européia classificam o Hamas como um grupo terrorista.

A Autoridade Palestina sempre contou com ajuda financeira internacional, e outros doadores como o Japão e países árabes também estão revendo suas posições.

Asassinatos

Apesar de ser um dos maiores algozes de Israel, com atentados normalmente melhor planejados e executados do que os de outros grupos militantes, o Hamas já perdeu muitos de seus líderes em assassinatos cometidos por Israel.

O fundador do grupo, Sheikh Yassin, foi morto em um ataque de mísseis em março de 2004 e seu sucessor, Rantissi, foi assassinado menos de um mês depois.

Sheikh Yassin foi assassinado em ataque israelense

Khaled Meshaal, agora baseado na Síria e no Líbano, é o principal líder do grupo.

Por outro lado, o Hamas tem se mostrado disposto a, de tempos em tempos, suspender seus ataques em favor da diplomacia palestina, se julgar adequado.

"O principal objetivo da Intifada é a liberação da Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém, e nada mais. Não temos força para liberar toda a nossa terra" disse Rantissi à BBC em 2002.

"Em nossa religião, é proibido abrir mão de parte de nossa terra, portanto, não podemos reconhecer Israel de forma alguma. Mas podemos aceitar uma trégua com eles e viver lado a lado, deixando que essas questões sejam decididas pelas próximas gerações."

Enfrentando o eleitorado

A decisão de concorrer nas eleições palestinas foi importante para o Hamas.

Campanha eleitoral é "território novo" para líderes do Hamas

Os principais membros afirmam que isso reflete a importância do movimento e a necessidade de desempenhar um papel na decadente esfera política palestina afetada pela corrupção, ineficiência e perda de credibilidade.

Mas, grupos políticos como o Fatah afirmam que, na prática, a mudança significa que o Hamas aceita os acordos de Oslo e o reconhecimento do direito de Israel de existir - descrição rejeitada pelo Hamas.

Mas o braço armado do grupo permanece sendo o símbolo da "infraestrutura terrorista" que a Autoridade Palestina deve desbaratar segundo o acordo internacional conhecido como Mapa para a Paz.

Perguntas e respostas: Entenda a vitória do Hamas

Muitos palestinos consideram o Hamas um símbolo de integridade

O movimento de resistência Hamas parece ter conquistado uma surpreendente vitória nas eleições parlamentares palestinas. Entenda alguns dos aspectos mais relevantes deste resultado.

Por que uma vitória do Hamas seria uma surpresa tão grande?

Quase ninguém havia previsto que o Hamas conseguiria uma maioria clara no Parlamento Palestino.

Mesmo as pesquisas de boca-de-urna sugeriam que o Fatah, partido dominante da cena política palestina desde os anos 1960, estaria na frente em pontos percentuais.

A maioria dos observadores havia previsto um parlamento dividido, com os dois lados sendo obrigados a trabalhar em um governo de coalizão.

No entanto, os sinais de uma insatisfação popular profunda com o Fatah têm sido visíveis por anos. O partido tem sido acusado de corrupto, ineficiente e incompetente em relação a um acordo com Israel.

Levando em conta esses fatores, a vitória não seria uma surpresa tão grande assim.

Quais são as implicações de um governo do Hamas para os palestinos?

Muitos palestinos teriam votado no Hamas por causa da imagem de disciplina e integridade do partido, além de uma ideologia claramente anti-Israel.

Ainda é cedo para dizer como essas características vão se manifestar em um governo palestino liderado pelo Hamas.

A percepção do grupo pode ser alterada quando ele se deparar com as realidades de uma administração sob as duras circunstâncias da ocupação israelense e tensões do lado palestino.

Alguns palestinos argumentam que a participação do Hamas significa uma aceitação de Israel e de um acordo de paz envolvendo dois Estados, embora o Hamas negue isso.

A ideologia do movimento deve passar por um duro teste, da mesma forma que passou o Fatah quando Yasser Arafat estabeleceu a Autoridade Palestina, na década de 1990.

Muito vai depender do Hamas formar mesmo, como diz que deseja, uma coalizão com o Fatah, coisa que pode abrandar algumas de suas posições mais radicais.

Quais as implicações para Israel e para a Comunidade Internacional?

Israel diz que não negocia com os palestinos a menos que os grupos militantes sejam desarmados.

Agora, o maior grupo militante armado parece ter assumido o controle tanto da esfera política como da "resistência".

É provável que tenha prosseguimento a política unilateral criada por Ariel Sharon em Gaza e apoiada pelo premiê israelense em atividade, Ehud Olmert.

Ela prevê a saída dos territórios ocupados na Cisjordânia e um confinamento de Israel às fronteiras a serem desenhadas pelo próprio país tendo em vistas as necessidades militares.

Isso se o partido Kadima vencer as eleições marcadas para 28 e março.

A vitória do Hamas pode, entretanto, favorecer os argumentos do direitista Likud de que Israel deveria ter se oposto a participação do Hamas nas eleições.

Os EUA e a comunidade internacional também devem exigir garantias do Hamas antes de negociarem com o partido.

O Hamas mantém no momento um cessar-fogo, mas permanece comprometido com a luta armada, ataque a civis israelenses e a destruição de Israel.

Não se sabe o que deve acontecer com o generoso orçamento internacional que a Autoridade Palestina recebe em sua maior parte da União Européia que considera o Hamas uma instituição terrorista.

Quem deve se tornar o premiê do Hamas?

É irônico que a posição de primeiro-ministro palestino tenha sido criada em 2003 por pressão dos Estados Unidos para diminuir o poder do presidente Arafat.

Até agora, o cargo teve pouca importância. Isso deve mudar bastante com um primeiro-ministro do Hamas democraticamente eleito.

O Hamas é governado por um sistema complexo, arquitetado como uma resposta à política israelense de assassinar seus líderes em anos recentes.

Alguns de seus líderes vivem exilados na Síria e no Líbano.

Um dos favoritos é o líder politico de Gaza, Ismail Haniya, considerado um moderado.

Outra possibilidade é Mahmoud Zahar, também de Gaza. Um dos fundadores do Hamas, ele é considerado mais radical do que Haniya, mas acredita-se que ele tenha sido um dos responsáveis pela participação do grupo nas eleições.

 

ANÁLISE: Êxito do Hamas cria dilema para os EUA

Candidatos do Hamas

Hamas diz ser possível conciliar política e luta armada

Espalhar democracia no Oriente Médio é um dos ideais da política externa de George W. Bush. E com as eleições parlamentares da quarta-feira, os palestinos provaram que vivem em um dos sistemas políticos mais abertos e competitivos da região. A partir daí, as boas notícias começam a se complicar.

Basta ver qual foi uma das primeiras reações da Casa Branca à votação. O porta-voz do presidente Bush, Scott McClellan, disse que o pleito fora um evento histórico, mas ele reafirmou a hostilidade de Washington ao grupo radical islâmico Hamas, que se cristalizou como uma força eleitoral formidável.

Para os Estados Unidos, governos europeus e, obviamente, Israel, o Hamas é uma organização terrorista, e o ex-presidente Jimmy Carter, que chefiou uma equipe de observadores às eleições palestinas, antecipou a complicação. Ele lembrou que por lei o governo americano não pode negociar com um governo palestino que contenha o Hamas.

O dilema mais abrangente para Washington é como lidar com um grupo que tem legitimidade eleitoral e, ao mesmo tempo, promove atentados suicidas e prega a destruição de Israel?

Em um claro recado ao Hamas, o presidente Bush disse em entrevista publicada nesta quinta-feira ao Wall Street Journal que "nós não vamos tratar com vocês até que vocês renunciem ao seu desejo de destruir Israel".

Armas ou Legislativo

O Hamas também tem seu dilema. Não poderá para sempre tentar reconciliar o irreconciliável, como foi feito na quarta-feira por um dos seus principais líderes. Falando em Gaza, Ismail Haniya afirmou que "americanos e europeus dizem para o Hamas: armas ou Legislativo. Nós dizemos que não há contradição entre os dois".

Claro que há. Na visão mais otimista, o Hamas irá resolver a contradição e se tornar mais pragmático. Se americanos e europeus tiverem habilidade, vão guiar os radicais islâmicos para o caminho do Exército Republicano Irlandês (IRA), que ao longo do tempo rachou entre as facções política e militar, com a primeira pacientemente abafando a segunda. Mas para tal, o Hamas precisará reconhecer o direito de existência de Israel e dar passos efetivos para o seu desarmamento.

Na visão mais pessimista, o Hamas irá viver a contradição às últimas conseqüências: vai aproveitar os espaços institucionais na democracia palestina (como um contrapeso à ineficiência e corrupção do Fatah), mas também manter a luta armada contra Israel. Tal opção claro que é intolerável para americanos, europeus, israelenses e irá resultar no colapso do projeto político de Mahmoud Abbas. E aqui está mais um dilema: o caos palestino tampouco interessa ao governo Bush.

Na falta de opções, Abbas é o interlocutor dos americanos. Mas em Washington e em tantas outras capitais, ele é visto como incapaz de desarmar o Hamas, consumando a conversão da milícia islâmica em partido político que seja fiador de uma nascente democracia palestina.

No cenário mais pessimista, o avanço eleitoral do Hamas poderá dar mais vigor ao grupo para bloquear qualquer sério empenho de negociações de paz com Israel. É um preço quase que intolerável para a democracia. Na entrevista ao Wall Street Journal, o presidente Bush deixou claro que "não há alternativa" à democracia como força estabilizadora a longo prazo.


Você está espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.

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No entanto, se a dificuldade está nas doutrinas (de homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico: Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4.

...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também. João 14:3

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que Jesus está às portas!!!

Que Deus o abençoe.

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