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Para aqueles que estão vivos, nenhum tempo pode ser
tão solene quanto o "presente vivo", sejam quais forem suas
características; e essa solenidade é imensamente aumentada em uma época
de progressos sem paralelos na história mundial. Mas a questão que surge
é se esses nossos dias são muito mais decisivos em razão de serem
realmente os últimos tempos. A história do mundo está prestes a
terminar? Estão as areias do destino do mundo quase esgotadas e está a
destruição de todas as coisas perto de acontecer? Aqueles que são prudentes não permitirão que as
selvagens afirmações dos alarmistas, ou as extravagâncias de alguns que
estudam as profecias, os afastem de uma consulta imediata tão solene e
tão sensata. É somente o infiel que duvida que há um limite destinado
para o curso deste "presente mundo mau". Que Deus um dia aplicará Seu
poder para garantir o triunfo do bem, é em algum sentido, uma questão de
lógica. O mistério da revelação não é que Ele fará isso, mas que Ele
demora em fazer isso. Fazendo um julgamento pelos fatos públicos à nossa
volta, Ele é um espectador indiferente da luta desigual entre o bem e o
mal que acontece na Terra. "Depois voltei-me, e atentei
para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as
lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador, e a
força estava do lado dos seus opressores; mas eles não tinham
consolador." [Eclesiastes 4:1] E como pode ser assim, se de fato o Deus que governa
acima é Todo-Poderoso e bondoso? O vício e a impiedade, a violência e o
mal estão desmedidos por todos os lados, e mesmo assim os céus acima se
mantêm calados. O infiel apela para esse fato para provar que o Deus
cristão é apenas um mito. [1] O cristão encontra nisto uma prova adicional que o
Deus que ele adora é paciente e longânimo - "paciente por que é eterno",
longânimo por que é o Todo-Poderoso, porque a ira é o último recurso com
poder. Mas aproxima-se o dia em que "Virá o nosso Deus, e não se
calará; um fogo se irá consumindo diante dele, e haverá grande
tormenta ao redor dele." [Salmos 50:3] Essa não é uma questão de opinião, mas de fé. Quem
questiona isso não pode reivindicar o nome de cristão, pois é uma
verdade tão essencial do cristianismo quanto o registro da vida e da
morte do Filho de Deus. As antigas Escrituras estão repletas disso, e de
todos os autores do Novo Testamento não há nem um sequer que não fale
expressamente sobre isso. Esse foi o encargo da primeira palavra
profética registrada nas Escrituras; [Judas 14] e o livro de
encerramento do cânon sagrado, do primeiro até ao último capítulo,
confirma e amplifica o testemunho. Portanto, a única investigação que nos preocupa
relaciona-se com a natureza da crise e o tempo de seu cumprimento. A
chave para essa busca é a visão do profeta Daniel das setenta semanas.
Não que uma compreensão correta da profecia nos permitirá profetizar.
Não foi para esse propósito que ela foi dada. [2] Mas isso provará ser uma segurança suficiente contra
o erro no estudo. Notavelmente, isso nos poupará das tolices em que
falsos sistemas de cronologia profética inevitavelmente levam aqueles
que os seguem. Não é somente no nosso tempo que o fim do mundo foi
predito. Isso foi buscado muito mais confiantemente no início do sexto
século. Toda a Europa vibrava com essa preocupação nos dias do papa
Gregório, o Grande. E, ao fim do décimo século, o medo cresceu mais
entre o público em geral. "Pregava-se freqüentemente sobre isso, e a
multidão ouvia sem sequer respirar; o assunto que estava na cabeça e na
boca de todos" "Com essa impressão, multidões inumeráveis", diz Mosheim,
"tendo entregue suas propriedades aos monastérios ou igrejas, viajavam
até a Palestina, onde esperavam que Cristo descesse para o julgamento.
Outros prendiam-se por juramentos solenes a serem servos nas igrejas ou
aos sacerdotes, esperando receber uma sentença mais branda por serem
servos dos servos de Cristo. Em muitos lugares, os edifícios foram
deixados sem manutenção ou reformas, como se ele não fossem mais
necessários no futuro. E, nas ocasiões em que ocorreram eclipses do sol
ou da lua, as pessoas fugiam em busca de refúgio nas cavernas e nas
rochas." [3] Assim, em anos recentes, uma data após a outra foi
confiantemente nomeada para a crise suprema; mas o mundo ainda continua
aqui. O ano 581 foi um dos primeiros anos fixados para o evento, [4]
1881 está entre os últimos. Estas páginas não são destinadas a perpetuar
a tolice dessas predições, mas tentar de um modo humilde elucidar o
significado de uma profecia que deve nos livrar de todos esses erros
para resgatar o estudo do descrédito que caiu sobre ele. Nenhuma palavra deve ser necessária para reforçar a
importância do assunto, apesar da negligência proverbial do estudo das
Escrituras proféticas, por parte até mesmo daqueles que afirmam crer que
toda a Escritura é inspirada. Pondo a questão no nível mais baixo,
pode-se dizer que se um conhecimento do passado é importante, o
conhecimento do futuro precisa ser de valor muito maior ainda, em
ampliar a mente e elevá-la acima da pequenez produzida por uma
contemplação estreita e pouco esclarecida do presente. Se Deus
graciosamente concedeu Sua revelação aos homens, o estudo dela é
certamente adequado para despertar o interesse entusiasmado e orientar o
exercício de cada talento que possa ser utilizado para fazê-la produzir
frutos. E isso sugere outro terreno em que, em nossos dias
especialmente, o estudo profético reivindica uma peculiar proeminência;
isto é, o testemunho que dá ao caráter e à origem divina das Escrituras.
Embora a infidelidade tenha sido uma boca aberta nos tempos antigos, ela
teve seu próprio estandarte e seu próprio campo, e chocou as massas
humanas que, embora ignorantes do poder espiritual da religião,
agarravam-se mesmo assim com estúpida tenacidade aos seus dogmas. Mas o
aspecto especial da época presente - bem adequada para causar ansiedade
e alarme a todos os homens pensantes - é o crescimento do que pode ser
chamado ceticismo religioso, um cristianismo que nega a revelação - uma
forma de piedade que nega aquilo que é o poder da piedade. [2 Timóteo
3:5] A fé não é a atitude normal das mentes humanas em
relação às coisas divinas, de modo que o indivíduo diligente que tem
dúvidas, merece respeito e simpatia. Mas que julgamento será dado
àqueles que se comprazem em proclamar a si mesmos como duvidosos, ao
mesmo tempo em que afirmam serem ministros de uma religião em que a FÉ é
a característica essencial? Não existem poucos em nosso tempo cujas crenças na
Bíblia é tudo o mais profundo e sem hesitação só porque eles têm
compartilhado na revolta geral contra o sacerdócio e a supertição; e
tais homens dificilmente estão preparados para tomar partido na luta
entre o livre pensar e a servidão aos credos e aos clérigos. Mas no
conflito entre a fé e o ceticismo, as simpatias deles estão menos
divididas. Em um lado pode haver estreiteza, mas pelo menos há
honestidade; e nesse caso certamente o elemento moral deve ser
considerado antes que uma afirmação de vigor mental e independência
possa ser ouvida. Além disso, qualquer reivindicação do tipo precisa ser
examinada. O homem que afirma sua liberdade de receber e ensinar aquilo
que considera ser a verdade, por qualquer modo alcançada, e onde quer
que encontrada, não deve ser acusado levianamente de vaidade ou desejo
próprio. Os motivos dele podem ser rudes, corretos e dignos de louvor.
Mas se ele subscreve a um credo, deve ser cuidadoso ao assumir qualquer
uma dessas posições. Nâo é no lado da vagueza que os credos das igrejas
britânicas estão em falta, e os homens que se vangloriam de serem
pensadores livres mereceriam maior respeito se mostrassem sua
independência recusando-se a subscrever, em vez de solapar as doutrinas
que prometeram e são pagos para defender e ensinar. Mas o que nos preocupa aqui é o indisputável fato que
o racionalismo nesta sutilíssima fase está fermentando a sociedade. As
universidades são os seminários-chefes; o púlpito é a plataforma. Alguns
dos líderes religiosos mais famosos estão entre seus apóstolos. Nenhuma
classe está a salvo de sua influência. E, se até o presente pudesse ser
estereotipado, estaríamos bem; mas entramos em um caminho descendente e
eles precisam realmente ser cegos para não conseguirem ver aonde isso
está nos levando. Se a autoridade das Escrituras forem abaladas,
verdades vitais serão perdidas dentro de uma geração, e recuperadas na
próxima; mas se isso for tocado, o fundamento de toda a verdade é
solapado e todo o poder de recuperação estará perdido. O cético
cristianizado de hoje logo dará lugar ao incrédulo cristianizado, cujos
discípulos e sucessores, por sua vez, serão incrédulos sem qualquer
aparência externa de cristianismo à sua volta. Alguns, sem dúvida,
escaparão, mas para muitos, Roma será o único refúgio para aqueles que
temem o pavoroso objetivo para o qual a sociedade está caminhando.
Assim, as forças estão se formando para a grande luta predita no futuro
entre a apostasia de uma falsa religião e a apostasia da infidelidade
aberta. [5] É a Bíblia a revelação de Deus? Esta agora tornou-se
a maior e mais premente de todas as questões. Podemos imediatamente
desprezar o sofisma que as Escrituras admitidamente contêm uma
revelação. É o volume sagrado em nada melhor que um globo de sorteio do
qual números premiados ou não são tirados aleatoriamente, sem nenhum
poder de distingüir entre eles até o dia em que a descoberta será tarde
demais? E, na presente fase da questão, não é sofisma dizer que
passagens, e até livros, podem ter sido adicionados erradamente ao
cânon! Nós nos recusamos a entregar as Escrituras Sagradas aos cuidados
daqueles que a abordam com a ignorância dos pagãos e o ânimo dos
apóstatas. No entanto, para o propósito da presente controvérsia,
poderíamos consentir em iniciar um curso de ação em tudo sobre o que o
criticismo iluminado lançou uma sombra de dúvida. Isso, entretanto,
somente limparia o caminho para a questão real em discussão, que não é
quanto à autenticidade de uma porção ou outra, mas quanto ao caráter e
valor do que é admitidamente autêntico. Estamos agora muito além de
discutir teorias rivais de inspiração; o que nos preocupa é considerar
se os escritos sagrados são o que afirmam ser, "os oráculos de Deus".
[6] No meio do erro, da confusão e da incerteza,
aumentando em todos os lados, podem as almas prudentes e devotas
voltarem-se para uma Bíblia aberta e encontrar ali "palavras de vida
eterna"? "A atitude racional de uma mente pensante em relação ao
sobrenatural é o ceticismo." [7] A razão pode se ajoelhar diante dos chiboletes e
truques do sacerdócio - "a voz da Igreja", como é chamado; mas isso é
pura credulidade. Mas se DEUS fala, então o ceticismo dá lugar à fé.
Nem é isso uma mera evasão da questão. A prova que a voz é realmente
divina precisa ser absoluta e conclusiva. Em tais circunstâncias, o
ceticismo indica a degradação mental ou moral, e a fé não é a abnegação
da razão, mas o ato mais elevado da razão. Dizer que essa prova é
impossível é equivalente a afirmar que o Deus que nos fez não pode falar
assim para nós que a voz carregará consigo a convicção que ela é Dele; e
isso não é ceticismo de modo algum, mas descrença e ateísmo. "Aprouve a
Deus revelar Seu Filho em mim", foi o relato do apóstolo Paulo de sua
conversão. A base da sua fé era subjetiva e não podia ser mostrada. Nas
provas aos outros da realidade deles, ele podia apenas apelar para os
fatos de sua vida; embora esses fossem totalmente o resultado e em
nenhum sentido ou grau a base de sua convicção. O caso dele também não
era excepcional. Pedro foi um dos três favoritos que testemunhou todos
os milagres, incluindo a transfiguração e, apesar disso, sua fé não foi
o resultado disso tudo, mas veio de uma revelação que foi dada a ele. Em
resposta à sua confissão, "Tu és o Cristo, o Filho do
Deus vivo." O Senhor declarou: "Bem-aventurado és tu, Simão
Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que
está nos céus." [Mateus 16:17] Nem, novamente, foi esta uma graça especial concedida
somente aos apóstolos. "... aos que conosco
alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e
Salvador Jesus Cristo." [2 Pedro 1:1] Foi a palavra de Pedro aos fiéis em geral. Ele os
descreve como "nascidos de novo pela Palavra de Deus". Assim também João
diz, "Os quais não nasceram do
sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de
Deus." [João 1:13] "Segundo a sua vontade, ele
nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias
das suas criaturas." é a afirmação similar de Tiago [Tiago 1:18] Seja qual for o significado dessas palavras, elas
precisam significar alguma coisa mais do que chegar a uma sólida
conclusão a partir de premissas suficientes, ou aceitar os fatos com
base em evidências suficientes. Também não adiantará frisar que esse
nascimento foi meramente a transformação mental ou moral causada
naturalmente pela verdade assim obtida por meios naturais. A linguagem
das Escrituras é inequívoca que o poder do testemunho para produzir essa
transformação depende da presença e operação de Deus. Páginas poderiam
ser preenchidas com citações para provar isso, mas duas devem ser
suficientes. O apóstolo Pedro declara que eles pregaram o evangelho "...pelo Espírito Santo
enviado do céu..." [1 Pedro 1:12] e as palavras de Paulo são ainda mais definidas:
"Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também
em poder, e no Espírito Santo." [8] Se o novo nascimento e a fé do cristianismo foram
assim produzidos no caso de pessoas que receberam o evangelho
imediatamente dos apóstolos, nada menor servirá para nós, que estamos
separados por dezoito séculos das testemunhas e de seus testemunhos.
Deus ainda está com Seu povo e fala ao coração dos homens agora, de
forma tão real quanto fazia nos tempos antigos; realmente não por
intermédio de apóstolos inspirados, e ainda menos por sonhos e visões,
mas por meio das Escrituras Sagradas que Ele mesmo inspirou; [9]
como resultado, os crentes são "nascidos de Deus", e obtêm o
conhecimento do perdão dos pecados e a vida eterna. O fenômeno não é de
ordem natural, resultando do estudo das evidências; é totalmente
sobrenatural. As "mentes pensantes", considerando de forma objetiva,
podem, se quiserem, manter em relação a ele aquilo que é considerado
"uma atitude racional", mas que pelo menos reconheçam o fato que existem
milhares de pessoas confiáveis que podem testificar acerca da realidade
da experiência falada aqui, e além disso que eles reconheçam que ela
está totalmente de acordo com o ensino do Novo Testamento. Essas pessoas têm prova transcendental da verdade do
cristianismo. A fé delas descansa, não no fenômeno de sua própria
experiência, mas nas grandes verdades objetivas da revelação. Todavia, a
principal convicção delas que essas são verdades divinas não depende das
"evidências" que o ceticismo se delicia em criticar, mas em algo que o
ceticismo não leva em conta. [10] "Nenhum livro pode ser escrito em defesa da Bíblia
como a própria Bíblia. As defesas do homem são as palavras do homem;
elas podem ajudar a repelir os ataques, mas podem tirar alguma porção de
seu significado. A Bíblia é a palavra de Deus e, por meio dela, o
Espírito Santo, que a proferiu, fala à alma que não se fecha contra
ela." [11] Mas, mais do que isso, o crente bem-instruído
encontrará dentro dela um depósito infindável de provas que ela é de
Deus. A Bíblia é muito mais que um livro texto de teologia e de
moralidade, ou até mesmo mais do que um guia para o céu. Ela é o
registro da revelação progressiva que Deus graciosamente concedeu ao
homem e a história divina da nossa raça em conexão com essa revelação. A
ignorância pode deixar de ver nela algo mais do que a literatura
religiosa dos hebreus e a igreja nos tempos apostólicos; mas o estudante
inteligente que pode ler entre as linhas encontrará mapeado ali, algumas
vezes em negrito, algumas vezes em tons mais opacos, mas sempre
discerníveis pelo buscador paciente e dedicado, o grande esquema dos
conselhos e das operações de Deus neste e por este nosso mundo de
eternidade a eternidade. O estudo da profecia, compreendido corretamente, tem
uma abrangência não mais estreita do que esta. Seu valor principal não é
nos trazer um conhecimento "das coisas por vir", consideradas como
eventos isolados, importantes como possam ser; mas habilitar-nos a
vincular o futuro com o passado como parte do grande propósito de Deus
revelado nas Sagradas Escrituras. Os fatos da vida e morte de Cristo
foram uma prova massacrante da inspiração do Antigo Testamento. Quando,
após Sua ressurreição, Ele procurou confirmar a fé de seus discípulos,
"E, começando por Moisés, e
por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as
Escrituras." [Lucas 24:27] Mas muitas promessas foram feitas e muitas profecias
registradas, que parecem estar perdidas nas trevas da extinção nacional
de Israel e na apostasia de Judá. O cumprimento delas dependerá do
Messias; mas agora o Messias foi rejeitado, e Seu povo estava prestes a
ser lançado para fora, o que o gentios podem ter tomado por bênção.
Devemos concluir então que o passado foi apagado para sempre, e que os
grandes propósitos de Deus para a Terra desabaram por causa do pecado
humano? Com os homens agora como juízes da revelação, o cristianismo se
reduz a ser nada mais que "um plano de salvação" para os indivíduos, e
se o evangelho de João e algumas das epístolas forem deixadas eles
estarão contentes. Quão diferente era a atitude da mente e do coração
exibida por Paulo! Na visão do apóstolo, a crise que parece a catástrofe
de tudo que os antigos profetas tinham predito dos propósitos de Deus
para a Terra, abriram um propósito mais amplo e mais glorioso, que deve
incluir o cumprimento de todas elas e, arrebatado pela contemplação, ele
exclamou, "Ó profundidade das riquezas,
tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os
seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!" [Romanos
11:33] O verdadeiro estudo profético é uma investigação
nesses conselhos insondáveis, essas riquezas profundas da sabedoria e do
conhecimento divinos. Debaixo da luz que dá, as Escrituras não são mais
uma compilação heterogênea de livros religiosos, mas um todo harmonioso,
a partir do qual nenhuma parte poderia ser omitida sem destruir a
integridade da revelação. Apesar disso, o estudo é menosprezado nas
igrejas como se não fosse de relevância prática. Se as igrejas estão
fermentadas com o ceticismo neste momento, a negligência do estudo
profético nelas é o verdadeiro e mais amplo aspecto que tem feito mais
do que todo o racionalismo alemão para promover o mal. Os céticos podem
se orgulhar dos sábios Professores e Doutores em Divindade entre suas
fileiras, mas podemos desafiá-los a citar um único que tenha dado provas
que conhece qualquer coisa de qualquer um desses profundos mistérios da
revelação. Tentar reverter a onda crescente de ceticismo é impossível.
Realmente, o movimento é senão uma das muitas fases da intensa atividade
mental que caracteriza esta época. O reinado dos credos é coisa do
passado. Passou o tempo em que os homens acreditavam naquilo que seus
pais acreditaram, sem questionar. Roma, em alguma fase de seu
desenvolvimento, tem um charme estranho para as mentes de uma certa
casta e o racionalismo é fascinante para muitos; mas a ortodoxia no
senso antigo está morta e para alguém ser liberto, precisa ser por um
conhecimento mais profundo e completo das Escrituras. Estas páginas são apenas um humilde esforço para esse
fim; mas se elas ajudarem de qualquer modo a promover o estudo das
Escrituras Sagradas, o propósito principal terá sido atingido. O leitor,
portanto, pode esperar encontar a exatidão da Bíblia vindicada em pontos
que podem parecer de pouco valor. Quando Davi ascendeu ao trono de
Israel e veio a escolher seus generais, ele chamou para os postos de
comando homens que tinham demonstrado coragem e valor. Entre os três
primeiros estava um de quem os registros diziam que defendera um campo
plantado com lentilhas, e repeliu uma tropa dos filisteus. [2 Samuel
23:11,12] Para os outros isso pode parecer pouco, pelo que não vale a
pena lutar, mas aquela terra era preciosa para os israelitas como uma
porção da herança dada por Deus e, além disso, o inimigo poderia ter
usado aquele terreno como um acampamento a paritr do qual iria capturar
as fortalezas. Assim também é com a Bíblia. Ela é toda de valor
intrínseco se realmente é de Deus; além disso, a frase que é atacada e
que pode parecer sem importância alguma, pode provar ser um vínculo na
cadeia de verdade em que estamos dependendo para a vida eterna. [1] De acordo com Mill, o curso do mundo dá
provas que tanto o poder e a bondade de Deus são limitados. Seus
Essays on Religion mostram claramente que o ceticismo é uma atitude
da mente que é praticamente impossível de manter. Mesmo com um pensador
tão claro e capaz quanto Mill, isso inevitavelmente degenera para uma
forma degradante de fé. "A atitude racional de uma mente pensante
em relação ao sobrenatural", ele declara, "é a do ceticismo, tão
distinto da crença em um lado, e do ateísmo do outro"; e apesar
disso ele imediatamente avança para formular um credo. Não é que há um
Deus, por que isso é somente provável, mas que se existe um Deus, Ele
não é Todo-poderoso, e Sua bondade em relação ao homem é limitada. (Essays,
etc., pg 242, 243). Ele não prova seu credo, é claro. Sua verdade é
óbvia para uma "mente pensante". É igualmente óbvio que o sol se move em
torno da Terra. Um homem somente precisa ser tão ignorante de astronomia
quanto o infiel é do cristianismo, e encontrará a mais indisputável
prova do fato toda ver que investigar os céus! [2] A profecia não é dada para nos habilitar a
profetizar, mas como um testemunho para Deus quando o tempo chegar. -
Pusey, Daniel, pg 80. [3] Elliot, Horae Apoc. (terceira
edição), 1, 446: e veja também Cap. 3, pg 362-376. [4] Elliot, 1, 373. Hipólito predisse no ano
500. [5] Não posso deixar de mostrar o seguinte
excerto de um artigo escrito pelo professor Goldwin Smith, na
Macmillan's Magazine, em fevereiro de 1878: "A negação da existência de Deus e do futuro
estado, em uma palavra, é o destronamento da consciência; e a
sociedade acabará, para dizer o mínimo, por meio de um intervalo
perigoso antes que a ciência social possa preencher o trono vago...
Mas, enquanto isso, a humanidade, ou algumas porções dela, poderão
estar em perigo de uma anarquia de auto-interesse, comprimida, para o
propósito da ordem política, por um despotismo da força." "Essa ciência e criticismo, atuando - graças à
liberdade de opinião conquistada pelos esforços políticos - com uma
liberdade nunca conhecida antes, nos livraram de uma massa de
superstições tenebrosas e degradantes, e na firme convicção que a
remoção de falsas crenças, e das autoridade ou instituições fundadas
sobre elas, não pode provar no fim qualquer coisa senão uma bênção
para a humanidade. Mas, ao mesmo tempo, os fundamentos da moralidade
geral foram inevitavelmente abalados e uma crise deflagrada, a
gravidade da qual ninguém pode deixar de ver e ninguém, exceto um
fanático do materialismo, pode ver sem o mais sério temor. "Nunca houve nada na história da humanidade como a
presente situação. A decadência das antigas mitologias está muito
longe de oferecer um paralelo... A Reforma foi um tremendo terremoto:
ela abalou a fibra da religião medieval e, como conseqüência dos
tumultos na esfera religiosa, preencheu o mundo com revoluções e
guerras. Mas ela deixou a autoridade da Bíblia inabalada e os homens
puderam sentir que o processo destrutivo tinha seu limite e que ainda
havia firmeza debaixo de seus pés. Mas um mundo que é intelectual e
profundamente interessado no significado dessas questões, que lê com
avidez tudo o que está escrito sobre elas, encontra-se diante de uma
crise, cujo caráter qualquer um pode perceber apresentando-se
distintamente para si mesmo a idéia da existência sem um Deus." [6] ta logia tou thou [Romanos 3:2]. As
antigas Escrituras hebraicas foram assim consideradas por aqueles que
tinham sido divinamente indicados para terem a custódia delas. (ib) Não
somente pelos devotos entre os judeus, mas como Josefo testifica, por
todos, elas "eram justamente acreditadas como de origem divina", pelas
quais os homens estavam dispostos a suportar torturas de todos os tipos
em vez de falar contra elas, e até "dispostos a morrer por elas" (Josefo,
Apiom, 1, 8). Esse fato é de imensa importância em relação ao
próprio ensino do Senhor sobre o assunto. Lidando com um povo que cria
na santidade e valor de cada palavra das Escrituras, Ele nunca perdeu
uma oportunidade para confirmá-los nessa crença. O Novo Testamento
oferece abundantes provas de como Ele a impôs sobre Seus discípulos.
(Como relação aos limites e data de fechamento do cânon das Escrituras,
veja Pusey, Daniel, pg 294, etc.) [7] Mill, Essays on Religion. [8] alla kai en dunamei kai en pneumati agio
[1 Tessalonicenses 1:5] "mas também em poder, e no
Espírito Santo". Não há contraste algum objetivado entre Deus em
um lado, e poder do outro, nem ainda entre diferentes tipos de poder.
Objetar que isso referenciava os milagres que seguiram à pregação é
trair a ignorância das Escrituras. Atos 17 representa a pregação à qual
o apóstolo estava aludindo. Que poder milagroso existia nas igrejas
gentílicas é claro em 1 Coríntios 12, mas a questão é, o evangelho que
produziu essas igrejas apela aos milagres para confirmá-lo? Pode alguém
ler os primeiros quatro capítulos de 1 Coríntios e reter dúvidas com
relação à resposta? [9] Deus é onipresente; mas há um senso real
em que o Pai e o Filho não estão na Terra, mas nos céus, e que no mesmo
sentido o Espírito Santo não está nos céus, mas na Terra. [10] Tal fé está inseparavelmente conectada
com a salvação, e a salvação é o dom de Deus [Efésios 2:8]. Dai as
solenes palavras de Cristo, "Graças te dou, ó Pai,
Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e
entendidos, e as revelaste aos pequeninos." [Mateus 11:25] [11] Pusey, Daniel, pref., pg 25. Você está preparado espiritualmente? Sua família está
preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a
razão deste ministério,
fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar
estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado,
você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de
discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já
pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus
corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que
podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas. Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal,
mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus
compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a
alegria do espírito de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia. Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo
como Salvador, mas entendeu que Ele é real e que o Fim dos Tempos está
próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso
agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu
Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da
vida eterna em Seu Reino, como se já estivesse com Ele. Se quiser
saber como nascer de novo,
CLIC
AQUI AGORA!!! No entanto, se a dificuldade está nas doutrinas (de
homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico:
Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4. ...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra
vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver
estejais vós também. João 14:3 Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua
vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que
Jesus está às portas!!! Que Deus o abençoe. Clic Aqui para enviar esta Matéria para um amigo!
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