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"O tempo dos gentios"; foi assim que o próprio Cristo
descreveu a era da supremacia dos gentios. Os homens vieram a considerar
a Terra como seu próprio domínio e a rejeitar a idéia da interferência
divina em seus negócios. Mas, embora os monarcas pareçam dever seus
tronos às reivindicações dinásticas, a espada ou às urnas -, e em sua
capacidade individual o título possa depender unicamente destas, - o
poder que eles detêm é delegado divinamente, pois o
"Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e
o dá a quem quiser." [Daniel 4:25] No exercício dessa alta prerrogativa, Deus tomou o
cetro que tinha confiado à casa de Davi e o transferiu às mãos dos
gentios; a história desse cetro durante todo o período, desde o início
até o encerramento dos tempos dos gentios, é o assunto das primeiras
visões do profeta. A visão do Capítulo 8 de Daniel tem uma abrangência
mais estreita. Ela trata somente dos dois reinos que estavam
representados pela porção do meio, os braços e o peito, da estátua do
segundo capítulo. O Império Medo-Persa, e a relativa superioridade da
nação mais jovem, estão representados por um carneiro com dois chifres,
um dos quais era mais alto que o outro, embora tenha crescido por
último. A ascensão do Império Grego sob a liderança de Alexandre,
seguida por sua divisão entre seus quatro sucessores, é tipificada pelo
bode com um único chifre entre os olhos; esse chifre quebrou e deu lugar
a quatro chifres que surgiram a partir dele. A partir de um desses
chifres surgiu um chifre pequeno, representando um rei que se tornaria
famoso como blasfemador de Deus e perseguidor do Seu povo. Que a carreira de Antíoco Epifânio esteve de uma
forma especial dentro da abrangência e significado dessa profecia é algo
inquestionável. Que o cumprimento final dela pertence a um tempo futuro,
embora não tão geralmente admitido, é mesmo assim suficientemente claro.
A prova disso é dupla: Primeiro, não pode deixar de ser reconhecido que
seus mais chocantes detalhes ainda permanecem totalmente sem
cumprimento. [1] Segundo, os eventos descritos são expressamente
definidos como do "último tempo da ira", [Daniel 8:19] que é "a grande
tribulação" dos últimos dias, [Mateus 24:21] "o tempo de angústia" que
precederá imediatamente a completa libertação de Judá. [2] Entretanto, é desnecessário embaraçar ainda mais o
assunto especial destas páginas com qualquer uma dessas discussões. No
que interessa à presente investigação, essa visão do carneiro e do bode
é importante principalmente como explicação das visões que a precedem.
[3] Um ponto de contraste com a profecia do quarto reino
gentio exige uma observação muito enfática. A visão do reinado de
Alexandre, seguida pela divisão de seu império em quatro partes, sugere
uma rápida seqüência de eventos, e a história dos trinta e três anos
entre as batalhas de Isso e Ipso. [4] compõem a total realização
da profecia. Mas o aparecimento dos dez chifres no quarto animal na
visão do Capítulo 7, parece estar dentro de um período tão breve quanto
foi o surgimento dos quatro chifres no bode no Capítulo 8; ao mesmo
tempo que está claro nas páginas da história que essa divisão em dez
partes do Império Romano nunca ocorreu. Uma data definitiva pode ser
atribuída ao advento dos três primeiros reinos da profecia; e se a data
da batalha de Actium for tomada como a época inicial do monstro híbrido
que preencheu as cenas finais da visão do profeta - e nenhuma data
posterior será atribuída a ela - segue-se que ao interpretar a
profecia, podemos eliminar a história do mundo desde o tempo de Augusto
até a hora presente, sem perder a seqüência da visão. [5] Ou, em
outras palavras, a visão do profeta no futuro desconsiderou totalmente
estes dezenove séculos da nossa era. Como quando os picos das montanhas
se destacam juntos no horizonte, parecendo quase se tocar, apesar de uma
ampla expansão de rio, campos e colinas que possam existir no meio,
assim apareciam na visão do profeta esses eventos de tempos agora
distantes no passado, e tempos ainda futuros. E, com o Novo Testamento em nossas mãos, revelaríamos
estranha e obstinada ignorância se duvidássemos do projeto deliberado
que deixou esse longo intervalo da nossa era cristã como um branco nas
profecias de Daniel. A revelação mais explícita do Capítulo 9 permite o
cálculo dos anos até o primeiro advento do Messias. Mas se esses
dezenove séculos tivessem sido acrescentados à cronologia do período
para ficar antes de o reino prometido pudesse ser iniciado, como poderia
o Senhor ter tomado o testemunho ao cumprimento próximo dessas mesmas
profecias e ter proclamado que o reino estava próximo? [6] Aquele
que conhece todos os corações, conhece bem a questão; mas o pensamento é
ímpio que a proclamação não foi genuína e verdadeira no sentido mais
estrito possível; e teria sido enganosa e falsa tivesse a profecia
predito um longo intervalo da rejeição de Israel antes que a promessa
pudesse ser realizada. Portanto, é assim que os dois adventos de Cristo são
trazidos aparentemente juntos nas Escrituras do Velho Testamento. As
correntes de superfície da responsabilidade humana e da culpa humana não
são afetadas pela maré imutável e profunda do conhecimento prévio e da
soberania de Deus. A responsabilidade dos judeus era real, e a culpa
deles estava sem desculpas, pois rejeitaram seu Rei e Salvador, que
tinha sido prometido há tanto tempo. Eles não foram as vítimas de um
destino inexorável que os arrastou para sua condenação, mas agentes
livres que usaram sua liberdade para crucificar o Senhor da Glória. "O
seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos", foi seu terrível e
ímpio grito diante do tribunal de Pilatos e, por dezoito séculos o
julgamento tem sido dado a eles, para alcançar seu clímax no advento do
"tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele
tempo." [7] Essas visões estavam cheias de mistério para Daniel e
ocuparam a mente do velho profeta com pensamentos perturbadores. [Daniel
7:28; 8:27] Uma longa vista dos eventos parecia assim estar diante da
realização das bênçãos prometidas à sua nação e, apesar disso, essas
mesmas revelações tornavam essas bênçãos ainda mais certas. Antes disso,
ele tinha testemunhado a destruição do poder babilônio e vira um rei
estranho ser entronizado dentro da cidade das muralhas largas. Mas a
mudança não trouxe esperança a Judá. Daniel foi restaurado à posição de
poder e dignidade que tinha mantido durante tanto tempo no reinado de
Nabucodonosor, [Daniel 2:48; 6:2] mas mesmo assim continuava sendo um
exilado; seu povo estava em cativeiro, sua cidade em ruínas, e sua terra
transformada em um deserto. E o mistério foi somente aprofundado quando
ele se voltou para as profecias de Jeremias, que fixaram em setenta anos
o tempo destinado das "desolações de Jerusalém" [Daniel 9:2]. Assim, com
orações e súplicas, com jejum, e saco e cinzas, ele se lançou diante da
presença de Deus; como um príncipe entre seu povo, confessando a
apostasia nacional, e implorando por restauração e perdão. E, quem pode
ler essa oração sem se sensibilizar? "Ó Senhor, segundo todas as
tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de
Jerusalém, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e
por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu
povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. Agora, pois,
ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre
o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do
Senhor. Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus
olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada
pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua
face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó
Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar;
por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são
chamados pelo teu nome." [Daniel 9:16-19] Enquanto Daniel estava assim "falando em oração", o
anjo Gabriel mais uma vez apareceu a ele, [Daniel 9:21; veja
8:16] aquele mesmo mensageiro angelical que anunciou tempos mais tarde o
nascimento do Salvador em Belém - e, em resposta às suas súplicas,
entregou ao profeta a grande predição das setenta semanas. [1] Faço alusão aos 2.300 dias do verso 14, e
à afirmação do verso 25, "E se levantará contra o
Príncipe dos príncipes, mas sem mão será quebrado." [2] "... e haverá um
tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele
tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for
achado escrito no livro." - isto é, os judeus [Daniel 12:1] [3] O seguinte é a visão do Capítulo 8: "No ano terceiro do reinado
do rei Belsazar apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela
que me apareceu no princípio. E vi na visão; e sucedeu que, quando vi,
eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; vi, pois, na
visão, que eu estava junto ao rio Ulai. E levantei os meus olhos, e
vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha dois
chifres; e os dois chifres eram altos, mas um era mais alto do que o
outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas
para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe
podia resistir; nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele
fazia conforme a sua vontade, e se engrandecia. E, estando eu
considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra,
mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre insigne entre os
olhos. E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu
tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no ímpeto da sua
força. E vi-o chegar perto do carneiro, enfurecido contra ele, e
ferindo-o quebrou-lhe os dois chifres, pois não havia força no
carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos
pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão. E o bode se
engrandeceu sobremaneira; mas, estando na sua maior força, aquele
grande chifre foi quebrado; e no seu lugar subiram outros quatro
também insignes, para os quatro ventos do céu. E de um deles saiu um
chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o
oriente, e para a terra formosa. E se engrandeceu até contra o
exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por
terra, e os pisou. E se engrandeceu até contra o príncipe do exército;
e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário
foi lançado por terra. E um exército foi dado contra o sacrifício
contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o
fez, e prosperou. Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo
àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e
da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o
exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e
trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. E aconteceu
que, havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei o significado, e eis
que se apresentou diante de mim como que uma semelhança de homem. E
ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e
disse: Gabriel, dá a entender a este a visão. E veio perto de onde eu
estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele
me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim
do tempo. E, estando ele falando comigo, caí adormecido com o rosto em
terra; ele, porém, me tocou, e me fez estar em pé. E disse: Eis que te
farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso
pertence ao tempo determinado do fim. Aquele carneiro que viste com
dois chifres são os reis da Média e da Pérsia, mas o bode peludo é o
rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro
rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele,
significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com
a força dele. Mas, no fim do seu reinado, quando acabarem os
prevaricadores, se levantará um rei, feroz de semblante, e será
entendido em adivinhações. E se fortalecerá o seu poder, mas não pela
sua própria força; e destruirá maravilhosamente, e prosperará, e fará
o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo. E pelo
seu entendimento também fará prosperar o engano na sua mão; e no seu
coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança;
e se levantará contra o Príncipe dos príncipes, mas sem mão será
quebrado. E a visão da tarde e da manhã que foi falada, é verdadeira.
Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias muito distantes. E
eu, Daniel, enfraqueci, e estive enfermo alguns dias; então
levantei-me e tratei do negócio do rei. E espantei-me acerca da visão,
e não havia quem a entendesse." [4] Foi a batalha de Isso, em 333 AC, não a
vitória de Granico no ano precedente, que fez de Alexandre o senhor da
Palestina. A batalha decisiva que trouxe o império persa a um fim, foi
em Arbela, em 331 AC. Alexandre morreu em 323 AC, e a distribuição
definitiva de seus territórios entre seus quatro principais generais,
seguiu a batalha de Ipso, em 301 AC. Nessa divisão, a parte de Seleuco
incluiu a Síria ("o rei do norte"), e Ptolomeu ficou com a Terra Santa e
com o Egito ("o rei do sul"); mas a Palestina depois disso foi
conquistada e mantida pelos selêucidas. Cassandro ficou com a Macedônia
e a Grécia; e Lisímaco recebeu a Trácia, parte da Bitínia e os
territórios entre elas e o rio Meandro. [5] [6] Isto é, o reino conforme Daniel tinha
profetizado acerca dele. Sobre isso, veja Pusey, Daniel, pg 84. [7] Daniel 12:1; Mateus 24:21. Discutir qual
teria sido o curso dos eventos tivessem os judeus aceitado a Cristo é
mera frivolidade. Mas é legítimo investigar como os judeus que creram,
inteligentes nas profecias, puderam ter esperado o reino, vendo que a
divisão em dez partes do Império Romano e a ascensão do "chifre pequeno"
tinham de ocorrer primeiro. A dificuldade desaparecerá se observarmos
quão subitamente o Império Grego foi desmembrado com a morte de
Alexandre. De maneira similar, a morte de Tibério poderia ter levado à
divisão imediata dos territórios de Roma e a ascensão do perseguidor
predito. Em uma palavra, tudo o que restava não cumprido das profecias
de Daniel poderia ter sido cumprido nos anos que ainda tinham de
transcorrer das setenta semanas. Você está preparado espiritualmente? Sua família está
preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a
razão deste ministério,
fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar
estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado,
você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de
discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já
pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus
corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que
podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas. Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal,
mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus
compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a
alegria do espírito de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia. Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo
como Salvador, mas entendeu que Ele é real e que o Fim dos Tempos está
próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso
agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu
Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da
vida eterna em Seu Reino, como se já estivesse com Ele. Se quiser
saber como nascer de novo,
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homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico:
Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4. ...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra
vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver
estejais vós também. João 14:3 Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua
vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que
Jesus está às portas!!! Que Deus o abençoe. Clic Aqui para enviar esta Matéria para um amigo!
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