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"Setenta semanas estão
determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar
a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a
iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e
para ungir o Santíssimo. [1] Sabe
e entende: desde a saída da ordem [2]
para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até
ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas
semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não
para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade
e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá
guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança
[3] com muitos por uma semana; e na
metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa
das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que
está determinado será derramado sobre o assolador." [Daniel
9:24-27] Essa foi a mensagem confiada ao anjo em resposta à
oração do profeta suplicando por misericórdias sobre Judá e Jerusalém. A quem apelaremos para uma interpretação da predição?
Não aos judeus, é claro, pois embora sejam os sujeitos da profecia, e de
todos os homens os mais profundamente interessados em seu significado,
por rejeitarem o cristianismo, estão inclinados a falsificarem não
somente a história, mas suas próprias Escrituras. Não também ao teólogo
que tem teorias proféticas a vindicar, e que, ao descobrir, talvez,
alguma era de sete vezes setenta na história de Israel, conclui que
solucionou o problema, ignorando o fato que a história estranha desse
povo maravilhoso é marcada em todo seu curso por ciclos cronológicos de
setenta e múltiplos de setenta. Mas qualquer homem de mente não
preconceituosa que leia as palavras sem quaisquer comentários, exceto as
próprias Escrituras e a história da época, prontamente admitirá que em
certos pontos principais o significado delas é inequívoco. 1. Foi assim revelado que as bênçãos completas
prometidas aos judeus deveriam ser adiadas até o fechamento de um
período de tempo, descrito como "setenta semanas", após o que a cidade
e o povo de Daniel [4] seriam estabelecidos nas bênçãos do tipo
mais pleno possível. 2. Outro período composto de sete semanas mais
sessenta e duas semanas é especificado com igual certeza. 3. Essa segunda era inicia com a emissão do edito
para a reconstrução de Jerusalém - não do templo, mas da cidade;
porque, para remover todas as dúvidas, "as ruas e o muro" [5]
são enfaticamente mencionados; e um evento definido, descrito como o
corte do Messias, marca o encerramento dela. 4. O início da semana requerida (em adição às
sessenta e nove) para completar as setenta será sinalizado pela
assinatura de uma aliança, ou tratado, por um personagem descrito como
"o príncipe que há de vir"; essa aliança será violada na metade da
semana pela supressão da religião dos judeus. [6] 5. Portanto, a era completa das setenta semanas e o
período menor de sessenta e nove semanas, têm sua origem no mesmo
ponto inicial. [7] Assim, a primeira questão que surge é se a história
registra qualquer evento que marca sem erro o início da era. Certos autores, tanto cristãos quanto judeus,
assumiram que as setenta semanas começaram no ano primeiro de Dario, a
data da própria profecia; e assim caíram em um erro bem no início da
investigação e chegaram a conclusões necessariamente errôneas. As
palavras do anjo são inequívocas: "Desde a saída
da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o
Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas." Que
Jerusalém foi na verdade reconstruída como uma cidade fortificada é
absolutamente certo e inequívoco; a única questão é se a história
registra o edito para a restauração da cidade. Quando nos voltamos para o livro de Esdras, três
decretos de reis persas chamam a atenção. Os versos de abertura falam
daquele estranho edito pelo qual Ciro autorizou a construção do templo.
Mas aquela "casa do SENHOR Deus de Israel" é especificada com uma tal
definição exclusiva que não pode de modo algum satisfazer as palavras de
Daniel. Realmente, a data desse decreto permite prova conclusiva que ele
não foi o início das setenta semanas. Setenta anos foi a duração
indicada para a servidão a Babilônia. [Jeremias 27:6-7; 29:10] Mas outro
julgamento de setenta anos de "desolações" fui decretado durante
o reinado de Zedequias, [8] por causa da contínua desobediência e
rebelião. Como um intervalo de dezessete anos transcorreu entre a data
da servidão e o início das "desolações", assim por dezessete anos o
segundo período se sobrepôs ao primeiro. A servidão terminou com o
decreto de Ciro. As desolações continuaram até o segundo ano de Dario
Histapes. [9] Essa foi a era das desolações, e não a da
servidão, que Daniel tinha em vista. [10] O decreto de Ciro foi o cumprimento divino da
promessa feita a todos do cativeiro no capítulo 29 de Jeremias e, de
acordo com essa promessa, a mais plena liberdade foi concedida aos
exilados para retornarem à Palestina. Mas até que a era das desolações
tivesse completado seu curso, nem uma pedra seria colocada sobre outra
no Monte Moriá. E isso explica o aparentemente inexplicável fato que o
decreto para reconstruir o templo, emitido por Ciro no auge de seu
poder, permaneceu em suspensão até sua morte; porque alguns samaritanos
resistentes conseguiram estorvar a execução desse edito solene emitido
por um déspota oriental, um edito para o qual uma sanção divina parecia
confirmar a vontade inalterada de um rei medo-persa. [11] Quando os anos das desolações expiraram, uma ordem
divina foi promulgada para a construção do santuário e, em obediência a
ela, sem esperarem pela permissão da capital, os judeus retornaram ao
trabalho que por tanto tempo ficou interrompido. [Esdras 5:1,2,5] A onda
de agitação política que tinha levado Dario ao trono da Pérsia, foi
aumentada pelo fervor religioso contra a idolatria dos magos. [12]
O momento, portanto, era auspicioso para os israelitas, cuja adoração a
Jeová recebia a simpatia da fé dos zoroastristas; e quando as notícias
chegaram ao palácio da ação aparentemente sediciosa em Jerusalém, Dario
fez a busca nos arquivos babilônios de Ciro e, encontrando o decreto de
seu predecessor, emitiu uma ordem para colocá-lo em efeito. [Esdras 6] Esse é o segundo evento que permite um possível
início para as setenta semanas. [13] Mas embora argumentos
plausíveis possam ser apresentados para provar que, ou considerado como
um edito independente, ou como um edito que deu efeito prático ao
decreto de Ciro, o mandado de Dario foi o início do período profético, a
resposta é clara e completa, que ele deixa de satisfazer às palavras do
anjo. Por mais que seja dito, o fato permanece, que embora as
"desolações" tenham sido cumpridas, nem a abrangência do edito real, nem
a ação dos judeus na busca desse edito, foram além da construção do
templo, enquanto que a profecia predisse um decreto para a construção da
cidade; não das ruas somente, mas das fortificações de Jerusalém. Cinco anos foram suficientes para a erigir a
construção que serviria como um santuário para Judá durante os cinco
séculos que se seguiram. [14] Mas, em notável contraste com o
templo que foi erigido nos dias quando a magnificência de Salomão tornou
o ouro tão comum em Jerusalém quanto o bronze, nenhum móvel caro
adornava a segunda casa, até o sétimo ano de Artaxerxes Longimano,
quando os judeus obtiveram uma carta do rei com a permissão para "ornar
a casa do SENHOR" [Esdras 7:19,27] Essa carta também autorizou Esdras a
retornar a Jerusalém com os judeus que quisessem acompanhá-lo e
restaurar plenamente a adoração no templo e as ordenanças da religião.
Mas esse decreto não faz qualquer referência à construção e poderia ter
passado sem ser notado se não fosse pelo fato de tantos autores o terem
fixado como o início do período da profecia. O templo já tinha sido
construído muitos anos antes e a cidade ainda estava em ruinas treze
anos depois. O livro de Esdras, portanto, será pesquisado em vão por
qualquer menção de uma "ordem para restaurar e edificar a Jerusalém".
Mas somente precisamos nos voltar para o livro seguinte no cânon das
Escrituras para encontrarmos o registro que procuramos. O livro de Neemias inicia relatando que enquanto ele
estava em Susã, era o copeiro do rei, "uma honra de não pequena
importância na Pérsia". [16] Certos de seus irmãos chegaram da
Judéia e ele lhes perguntou pelos "judeus que
escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém."
Os emigrantes disseram que todos estavam "em
grande miséria e desprezo, o muro de Jerusalém fendido e as suas portas
queimadas a fogo." [Neemias 1:2] O primeiro capítulo termina com
o registro da súplica de Neemias ao Deus dos céus. O segundo capítulo
narra como "no mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes", ele
estava executando as tarefas de seu cargo e, estando diante do rei, o
aspecto de sua face revelava tristeza, o que chamou a atenção de
Artaxerxes. "Viva o rei para sempre",
respondeu Neemias, "Como não estaria triste o meu
rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e
tendo sido consumidas as suas portas a fogo?" "Que me pedes agora?",
perguntou o rei. Então Neemias respondeu assim:
"Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença,
peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para
que eu a reedifique." [Neemias 2:5] Artaxerxes atendeu à petição
e emitiu as ordens necessárias para efetivá-la. Quatro meses mais tarde,
mãos pressurosas estavam ocupadas trabalhando nas ruínas do muro de
Jerusalém e, antes da Festa dos Tabernáculos, a cidade estava novamente
cercada por um muro e portas. [Neemias 6:15] Mas, tem sido dito, "O decreto do ano vigésimo de
Artaxerxes é apenas uma expansão e renovação de seu primeiro decreto,
como o decreto de Dario confirmou o de Ciro." [17] Se essa
afirmação não tivesse a sanção de um grande nome, não mereceria nem
mesmo uma observação rápida. Se fosse dito que o decreto de ano sétimo
de Artaxerxes foi apenas um "expansão e renovação" dos editos de seus
predecessores, a afirmação seria estritamente correta. Esse decreto foi
principalmente uma autorização para "ornar a casa do SENHOR, que está em
Jerusalém" [Esdras 7:27] estendendo os decretos pelos quais Ciro e Dario
permitiram que os judeus reedificassem. O resultado seria criar um belo
santuário no meio de uma cidade em ruínas. O movimento no sétimo ano de
Artaxerxes foi principalmente um reavivamento religioso, [Esdras 7:10]
sancionado e subsidiado pelo favor do rei; mas o evento desse vigésimo
ano foi nada menos que a restauração da autonomia de Judá. A execução do
trabalho que Ciro autorizou foi obstruída pela falsa acusação que os
inimigos dos judeus levaram ao palácio, que o objetivo deles era
reconstruir não apenas o templo, mas a cidade.
"Uma cidade rebelde e danosa aos reis e províncias, e que nela houve
rebelião em tempos antigos; por isso foi aquela cidade destruída."
- eles disseram em verdade. "Nós, pois, fazemos
notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os seus muros se
restaurarem, sucederá que não terás porção alguma deste lado do rio."
[18] Permitir a construção do templo era meramente conceder a um
povo conquistado o direito de adorar de acordo com a lei do seu Deus,
pois a religião dos judeus não conhece adoração longe dos montes de Sião.
Foi um evento vastamente diferente quando aquele povo recebeu a
permissão de erguer novamente as fortificações de sua cidade e,
protegidos atrás daqueles muros, restaurarem, sob a liderança de Neemias,
a antiga política de governo dos juízes. [19] Essa foi uma
restauração da existência nacional de Judá e, portanto, é adequadamente
escolhida como a data inicial do período profético das setentas semanas. A dúvida que tem surgido sobre o ponto pode servir
como uma ilustração do extraordinário viés que parece governar a
interpretação das Escrituras, em conseqüência da qual o significado
simples das palavras é criado para dar lugar ao remoto e menos provável.
E para a mesma causa precisa ser atribuída a dúvida que alguns têm
sugerido com relação à identidade do rei aqui citado como Artaxerxes
Longimano. [20] A questão permanece, se a data desse edito pode ser
confirmada com exatidão. Aqui, um fato notável requer atenção. Na
narrativa sagrada, a data do evento que marcou o início das setenta
semanas é fixado somente por referência à era do reinado de um rei
persa. Portanto, precisamos recorrer à história secular para nos
certificarmos da data, e a história registra as datas a partir deste
exato período. Heródoto, "o pai da história", foi um contemporâneo
de Artaxerxes e visitou a corte persa. [21] Tucídides, "o
príncipe dos historiadores" também foi seu contemporâneo. Nas grandes
batalhas de Maratona e Salamina, a história da Pérsia tinha se tornado
interligada com os eventos na Grécia, pelos quais sua cronologia pode
ser confirmada e testada; e as principais eras cronológicas da
antigüidade eram correntes naquele tempo. [22] Portanto, nenhum
elemento está em falta para nos permitir fixar com exatidão e certeza a
data do edito de Neemias. Verdade é que na história, a menção do "ano vigésimo
de Artaxerxes" deixaria em dúvida se a era do seu reinado foi
reconhecida desde sua ascensão ao trono, ou a partir da morte de seu
pai; [23] mas a narrativa de Neemias remove toda a ambigüidade
que possa existir. O assassinato de Xerxes e o início do reinado de sete
meses de usurpador Artabano foi em julho de 465; a ascensão de
Artaxerxes foi em fevereiro de 464 AC; [24] Uma ou outra dessas
datas, portanto, precisa ser o início do reinado de Artaxerxes. Mas,
como Neemias menciona o mês de quislev (novembro) do ano, e o seguinte
nisã (março) como sendo no mesmo ano do reinado do monarca, é óbvio que,
como poderia ser esperado de um oficial da corte, ele considerou o tempo
da ascensão de direito do rei, isto é, de julho de 465 AC. O vigésimo
ano de Artaxerxes, portanto, começou em julho de 446 AC e a ordem para
reconstruir Jerusalém foi dada no mês de nisã seguinte. O início do
ciclo profético é assim definitivamente fixado como no mês nisã do
calendário judaico, no ano 445 AC. [1] "A expressão em nem um único caso se
aplica a qualquer pessoa." - Tregelles, Daniel, pg 98.
"Essas palavras são aplicadas ao Nazareno, embora essa expressão nunca
seja aplicada a uma pessoa em toda a Bíblia, mas invariavelmente indica
parte do templo, o santo dos santos." - Dr. Herman Adler, Sermons
(Trubner, 1869) [2] "A partir da emissão do decreto." -
Tregelles, Daniel, pg 96. [3] Não o concerto (como na A. V.: veja
margem). Essa palavra é traduzida aliança quando coisas divinas estão em
questão; e acordo quando, como aqui, um tratado ordinário está em vista
(Confira Josué 9:6,7,11,15,16). [4] Se as palavras dos versos 24 e 25 não
convencem que Judá e Jerusalém são os sujeitos da profecia, o leitor tem
apenas de compará-las com os versos precedentes, especialmente 2, 7, 12,
16,18 e 19. [5] Literalmente "as circunvalações" ou
"escarpas dos muros" - Tregelles, Daniel, pg 90. [6] O personagem referido no verso 27 não é o
Messias, mas o segundo príncipe citado no verso 26. A teoria que ganhou
aceitação, que o Senhor fez um pacto de sete anos com os judeus no
início de seu ministério, mereceria um lugar proeminente em uma
enciclopédia de extravagâncias do pensamento religioso. Sabemos da velha
aliança, que foi ab-rogada, e da nova aliança, que é para sempre; mas a
extraordinária idéia de um pacto de sete anos entre Deus e os homens não
tem uma sombra de fundamento nas Escrituras e é profundamente oposta ao
seu espírito. [7] "Todo o período de setenta semanas está
dividido em três períodos sucessivos - sete, sessenta e dois, uma, e a
última semana está dividida em duas metades. É evidente que como essas
partes, sete, sessenta e duas, e uma, são iguais ao todo, elas deveriam
ser setenta." - Pusey, Daniel, pg 170. [8] Foi previsto no quarto ano de Jeoiaquim,
isto é, o ano após o início da servidão (Jeremias 25:1,11). [9] As Escrituras assim distinguem três eras
diferentes, todas em parte concorrentes, que vieram a ser chamadas de "o
cativeiro". Primeiro, a servidão; segundo, o cativeiro de Jeoiaquim; e
terceiro, as desolações. "A servidão" começou no terceiro ano de
Jeoiaquim, isto é, em 606 AC, ou antes de primeiro de nisã (abril) de
605 AC, e foi trazida ao fim por um decreto de Ciro setenta anos mais
tarde. "O cativeiro" começou no oitavo ano de Nabucodonosor, de acordo
com a era de seu reinado nas Escrituras, isto é, é 598 AC; e as
desolações começaram em seu sétimo ano, em 589 AC, e terminaram no
segundo ano de Dario Histaspes - novamente um período de setenta anos.
Veja no Apêndice 1 as questões cronológicas aqui envolvidas. [10] Daniel 9:2 é explícito neste ponto:
"... eu, Daniel, entendi pelos livros que o número
dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de
cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos." [11] "A lei dos medos e
dos persas, que não se pode revogar." [Daniel 6:12]. O cônego
Rawlinson assume que o templo estava há quinze ou dezesseis anos em
construção, antes de a obra ser paralizada pelo decreto de Artaxerxes,
mencionado em Esdras 4. (Five Great Mon., vol 4, pg 389). Mas
isso é inteiramente contrário às Escrituras. O alicerce do templo foi
lançado no segundo ano de Ciro (Esdras 3:8-11), mas nenhum progresso foi
feito até o segundo ano de Dario, quando o alicerce foi lançado
novamente, por que nenhuma pedra da casa tinha ainda sido colocada.
[Ageu 2:10,15,18]. A construção, uma vez iniciada, foi completada em
cinco anos (Esdras 6:15). Precisa ser lembrado que o altar foi erguido e
o sacrifício foi renovado imediatamente após o retorno dos exilados
(Esdras 3:3,6). [12] Five Great Mon., vol. 4, pg 405.
Mas o cônego Rawlinson está totalmente enganado ao inferir que o zelo
religioso conhecido de Dario foi o motivo que o levou à ação dos judeus.
Veja Esdras 5. [13] Essa é a época fixada por Bosanquet em
Messiah the Prince. [14] O templo foi iniciado no segundo e
completado no sexto ano do reinado de Dario (Esdras 4:24; 6:15). [15] Para uma descrição das ruínas do grande
palácio em Susã, veja Travels and Research in Chaldea and Susiana,
de Wm. Kenneth Loftus, cap. 28. [16] Heródoto, 3, 34. [17] Pusey, Daniel, pg 11. O Dr. Pusey
acrescenta, "A pequena colônia que Esdras tomou com ele de 1.683 homens
(com mulheres e crianças, cerca de 8.400 almas) foi uma adição
considerável àqueles que tinham retornado anteriormente e envolveu
uma reconstrução de Jerusalém. Essa reconstrução da cidade e a
reorganização política, iniciada por Esdras, e continuada e aperfeiçoada
por Neemias, corresponde com as palavras de Daniel. "Desde a saída da
ordem para restaurar e edificar a Jerusalém" (pg 172) Esse argumento é o
mais fraco imaginável, e realmente essa referência ao decreto do sétimo
ano de Artaxerxes é uma grande mancha no livro do Dr. Pusey. Se uma
imigração de 8.400 almas envolveu a reconstrução da cidade, e portanto,
marcou o início das setenta semanas, o que se pode dizer da imigração de
49.697 almas setenta e oito anos antes? (Esdras 2:64,65). Isso não
envolveu uma reconstrução? Mas, o Dr. Pusey diz, "O termo também
corresponde", isto é, os 483 anos, até o tempo de Cristo. Aqui é
obviamente a base real para ele fixar a data 457 AC, ou mais
corretamente, 458, conforme dada por Prideaux, a quem infelizmente o Dr.
Pusey seguiu neste ponto. Com mais ingenuidade o autor de The
Connection argumenta que os anos não batem se qualquer outra data
for atribuída e, portanto, o decreto do ano sétimo de Artaxerxes precisa
estar correto! (Prid. Con, 1, 5, 458 AC.) Tal sistema de
interpretação tem feito muito para desacreditar o estudo das profecias. [18] Isto é, do Eufrates, Esdras 4:16. [19] "Este último é o único decreto que
encontramos registrado nas Escrituras que relata a restauração e
construção da cidade. Precisa ser trazido à lembrança que a própria
existência de um lugar como uma cidade dependia de tal decreto; porque
antes, qualquer que retornasse da terra do cativeiro ia somente na
condição de viajante; era o decreto que lhes dava uma existência
política distinta e reconhecida." - Trigelles, Daniel, pg 90. "Subitamente, entretanto, no ano vigésimo de
Artaxerxes, Neemias, um homem de ascendência judaica, copeiro do rei,
recebeu a incumbência de reconstruir a cidade com toda a presteza
possível. A causa dessa mudança na política persa é para ser
investigada, não tanto na influência pessoal do copeiro judeu, como na
história exterior daquele tempo. O poder da Pérsia tinha recebido um
golpe fatal na vitória obtida por Conon, o almirante ateniense, em
Cnidos. O grande rei foi obrigado a se submeter a uma paz humilhante,
em que uma das imposições era o abandono das cidades marítimas e a
estipulação que o exército persa não deveria se aproximar a menos de
três dias de jornada do mar. Jerusalém, estando aproximadamente a essa
distância da costa, e tão perto da linha de comunicação com o Egito,
tornou-se um posto da mais alta importãncia." - Milman, Hist. Jews,
(terceira edição), 1, 435. [20] Artaxerxes I, reinou por quarenta anos,
de 465 e 425 AC. Ele é mencionado por Heródoto uma vez (6. 98), e por
Tucídides freqüentemente. Ambos os autores foram seus contemporâneos.
Existe razão de sobra para acreditar que ele foi o rei que enviou Esdras
e Neemias a Jerusalém, e sancionou a restauração das fortificações" -
Rawlinson, Herodotus, vol. 4, pg 217. [21] O ano em que se diz que recitou seus
escritos nos Jogos Olímpicos, foi o mesmo ano da missão de Neemias. [22] A era das Olimpíadas começou em 776 AC; a
era de Roma em 753 AC; e a era de Nabonassar, 747 AC. [23] "Os sete meses de Artabano foram por
alguns adicionados ao último ano de Xerxes, e por outros foram incluídos
no reinado de Artaxerxes" - Clinton, Fasti Hellenici, vol. 2, pg
42. [24] Já foi mostrado que a ascensão de Xerxes
ao trono é determinada ao início de 485 AC. Seu vigésimo ano foi
completado no início de 465, e sua morte teria acontecido no início do
arcontado de Liseteu. Os sete meses de Artabano, completando os vinte e
um ano, trariam a ascensão de Artaxerxes (após a remoção de Artabano) ao
início de 464, no ano de Nabonassar 284, onde ele é colocado pelo
cônego. Nota B. "Podemos colocar a morte de Xerxes no primeiro
mês daquele arconato (isto é, de Lisiteus), julho de 465 AC e a sucessão
de Artaxerxes no oitavo mês, em fevereiro de 464." - Clinton, Fasti
Hellenici, vol. 2, pg 380. [25] Veja no Apêndice 2, a Nota A, sobre a
cronologia do reinado de Artaxerxes Longimano. Você está preparado espiritualmente? Sua família está
preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a
razão deste ministério,
fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar
estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado,
você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de
discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já
pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus
corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que
podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas. Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal,
mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus
compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a
alegria do espírito de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia. Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo
como Salvador, mas entendeu que Ele é real e que o Fim dos Tempos está
próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso
agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu
Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da
vida eterna em Seu Reino, como se já estivesse com Ele. Se quiser
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homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico:
Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4. ...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra
vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver
estejais vós também. João 14:3 Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua
vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que
Jesus está às portas!!! Que Deus o abençoe. Clic Aqui para enviar esta Matéria para um amigo!
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