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"Acautelai-vos, que ninguém vos
engane". Essas foram as primeiras palavras do Senhor em resposta
à pergunta, "Que sinal haverá da tua vinda?" E a advertência ainda é
necessária. "Não vos pertence saber os tempos ou
as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder", foi
uma de suas últimas palavras antes de Sua ascensão aos céus. Se esse
conhecimento foi negado aos Seus santos apóstolos e profetas, podemos
ter certeza que não foi revelado a nós hoje. Nem pode um segredo que,
como o Senhor declarou, "o Pai estabeleceu pelo
seu próprio poder" (Atos 1:7) ser descoberto por pesquisa
astronômica ou investigações da matemática mais avançada. Mas, por outro lado, nenhum cristão que use a cabeça
pode ignorar os sinais e portentos que marcam os dias em que vivemos.
Quando escrevi o capítulo introdutório deste livro, não imaginei que o
avanço da infidelidade ocorreria de forma tão rápida. Nos primeiros anos
que se passaram desde então, o crescimento do ceticismo dentro das
igrejas excedeu até as mais pessimistas previsões. Lado a lado com isso,
a expansão do espiritismo e da adoração aos demônios causa consternação.
Os círculos de pessoas que se dedicam às essas práticas estão sendo
formados às dezenas de milhares e nos EUA a prática já foi sistematizada
em uma religião, com um credo e um culto reconhecido. Mas esses aspectos tenebrosos dos nossos tempos,
embora notáveis e solenes, não são os mais significativos. Embora a
apostasia predita dos últimos dias pareça estar se aproximando, ficamos
alegres pelos notáveis triunfos da cruz. Nâo é apenas que interna e
externamente o evangelho está sendo pregado com uma liberdade nunca
antes conhecida, mas que, de um modo sem precedentes desde os dias dos
apóstolos, os judeus estão vindo para a fé em Jesus Cristo. É um fato
pouco conhecido que durante os últimos anos mais de 250.000 cópias do
Novo Testamento em hebraico foram distribuídas entre os judeus na Europa
Oriental e o resultado tem sido a conversão ao cristianismo, não de um
ou dois, como no passado, mas em números grandes e crescentes. Em alguns
lugares, comunidades inteiras, por meio da leitura da Palavra de Deus,
aceitaram o desprezado nazareno como o verdadeiro Messias. Isso é
totalmente sem paralelos desde os tempos do Pentecostes. Então novamente, o retorno dos judeus à Palestina é
um dos fatos mais estranhos dos dias atuais. Dificilmente há um país no
mundo que não ofereça mais atrações para um colono, seja ele um
agricultor ou um negociante; todavia, desde que O Príncipe Que Há de
Vir foi escrito, mais judeus emigraram para a terra de seus pais do
que retornaram com Esdras quando o decreto de Ciro trouxe a servidão ao
fim. Mas ontem, a profecia que Jerusalém seria habitada "como cidades
sem muros" parecia pertencer a um futuro muito remoto. As casas além das
portas da cidade eram poucas em número, e ninguém se aventurava a sair
para fora delas após o cair da noite. Hoje, a existência de uma grande e
crescente cidade judaica fora dos muros é um fato conhecido por qualquer
turista e, ano a ano, a emigração e a construção continuam aumentando. Se eu me aventurar a tocar na política internacional
da Europa, será apenas brevemente, e em conexão com a profecia do
capítulo 7 de Daniel. Já dei em detalhes minhas razões para sugerir que
a interpretação "histórica" dessa visão não esgota seu significado
[1] e admito com profunda convicção que toda parte dela espera seu
cumprimento. Ali, como em outras partes nas Escrituras, "o grande mar"
precisa certamente significar o Mediterrâneo; e uma luta terrível por
supremacia no Levante parece ser o peso da porção inicial da visão. A
proximidade dessa luta está agora sendo discutida em todas as capitais
da Europa, e em parte alguma com maior ansiedade do que aqui neste país.
Nunca realmente, desde os dias de Pitt, houve causa para essa ansiedade
nacional; e a questão do equilíbrio de poder no Mediterrâneo ganhou
recentemente uma proeminência e interesse maiores e mais agudos que
nunca antes associados com ela. Não observarei tópicos de um caráter mais duvidoso,
mas me restringirei a estes; nem tentarei, floreando as palavras,
exagerar o significado deles. Mas aqui estamos face a face com grandes
fatos públicos. Por um lado, existe uma expansão da infidelidade e da
adoração aos demônios, preparando o caminho para a maior apostasia
inspirada por demônios dos últimos dias; e, por outro lado, existem
esses movimentos espirituais e nacionais entre os judeus, que são
totalmente sem precedentes durante os dezoito séculos que transcorreram
desde a Diáspora. Finalmente, os gabinetes dos governos europeus estão
observando ansiosamente o início de uma luta como a que a profecia nos
adverte que no fim anunciará a ascensão do último grande monarca da
cristandade. Tudo isso deve ser ignorado? Não há aqui o suficiente para
basear, não direi a crença, mas uma profunda esperança, que o fim pode
estar se aproximando? Se sua proximidade for apresentada como uma
esperança, eu me alegro e regozijo nela; se for apresentada como um
dogma, ou um artigo de fé, eu a repudio e a condeno profundamente. À medida que estudamos isso, uma dupla cautela será
oportuna. Esses eventos e movimentos não são em si mesmos o cumprimento
das profecias, mas meras indicações em que podemos encontrar a esperança
que o tempo para o cumprimento delas está se aproximando. Qualquer um
que tenha pesquisado sua Bíblia entre os estranhos, surpreendentes e
solenes eventos de um século atrás precisa certamente ter concluído que
a crise estava então às portas; e pode ser que uma vez mais a maré que
agora parece avançar tão rapidamente venha novamente a retroceder e
gerações de cristãos ainda nascerão, viverão e aguardarão na Terra. Quem
se atreverá a definir um limite para a longanimidade de Deus? Esta é Sua
própria explicação para o fato de aparentemente ser "tardio" em cumprir
Suas promessas. (2 Pedro 3:9) Precisamos também estar advertidos contra o erro em
que os cristãos de Tessalônica caíram. A conversão deles foi descrita
como uma conversão dos ídolos para servir o Deus verdadeiro e "esperar
dos céus a seu Filho". A vinda do Senhor foi apresentada a eles como uma
esperança prática e presente, para confortá-los e alegrá-los enquanto
choraram por seus mortos. (1 Tessalonicenses 1:9,10 e 4:13-18) Mas
quando o apóstolo passou a falar "acerca dos tempos e das estações" e do
"dia do Senhor" (1 Tessalonicenses 5:1-3), eles interpretaram mal o
ensino e, supondo que a vinda do Senhor estaria imediatamente conectada
com o dia de Jeová, concluíram que aquele terrível dia estava chegando.
Em ambos os pontos eles estavam totalmente enganados. Na segunda
epístola o apóstolo escreveu: "Ora, irmãos,
rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa
reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento,
nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por
epístola, {referindo-se, é claro, à primeira epístola}
como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já
perto." [2] "Os tempos e as estações" estão conectados com a
esperança de Israel e os eventos que precederão a realização dela. (Atos
1:6-7). A esperança da igreja é inteiramente independente. Se os
cristãos dos primeiros dias foram instruídos a viverem aguardando aquela
bendita esperança", quanto mais nós deveríamos! Nem uma linha da
profecia precisa ser cumprida primeiro, e nem um único evento precisa
ocorrer antes. Destarte, qualquer sistema de interpretação ou de
doutrina que se choque com isso e assim negue o ensino dos apóstolos do
nosso Senhor, fica condenado. [3] Vamos então nos acautelar para não cairmos no erro
comum de exagerar a importância dos movimentos e eventos contemporâneos,
por maiores e mais solenes que sejam, e que o cristão dê ouvidos para
que a contemplação dessas coisas não o leve a esquecer sua cidadania e
sua esperança celestiais. A realização dessa esperança irá apenas limpar
o cenário para a exibição do último grande drama da história da Terra,
conforme predito na profecia. Com o perdão da digressão, pode ser bom amplificar
isso e explicar melhor o que quero dizer. Que Israel será restaurado
novamente ao lugar de privilégio e de bênçãos na Terra não é uma questão
de opinião, mas de fé; e ninguém que aceite as Escrituras como divinas
pode questionar isso. Aqui, a linguagem dos profetas hebreus é bem
explícita. Ainda mais enfático, por razão do tempo em que foi dado, é o
testemunho da epístola de Paulo aos Romanos. A própria posição dessa
epístola no cânon sagrado dá proeminência ao fato que os judeus tinham
então sido colocados de lado. O Novo Testamento inicia relatando o
nascimento de Jesus como filho de Abraão e filho de Davi, (Mateus 1:1) a
semente para quem as promessas foram feitas e o herdeiro legítimo do
cetro que foi confiado a Judá; e os evangelhos registram Sua morte nas
mãos do Seu povo favorecido. Após os evangelhos, vem a narrativa da
oferta renovada de misericórdia para aquele povo, e da rejeição da
mensagem. "Primeiro para os judeus" está estampado em cada página dos
Atos dos Apóstolos; e caracterizou a dispensação Pentecostal de
transição, da qual esse livro é o registro. A igreja fundada em
Pentecostes era essencialmente judaica. Nâo somente eram os gentios uma
minoria, mas a posição deles era de relativa tutelagem, como mostra o
registro do Concílio de Jerusalém (Atos 15; veja também 11:19) O
apóstolo dos gentios, durante todo seu ministério, levou o evangelho
primeiro aos judeus. "Era mister que a vós se vos
pregasse primeiro a palavra de Deus", ele disse aos judeus em
Antioquia (Atos 13:46; confira 17:2, 18:4)
"Seja-vos, pois, notório que esta salvação de Deus é enviada aos
gentios, e eles a ouvirão", foi sua palavra final a eles em Roma,
quando rejeitaram seu testemunho e partiram. (Atos 28:29) O livro seguinte no cânon é endereçado aos gentios
crentes. Mas nessa mesma epístola os gentios são advertidos que
"Deus não rejeitou o seu povo". Por causa
da descrença os ramos foram quebrados, mas a raiz permanece, e "porque
poderoso é Deus para os tornar a enxertar". "E
assim todo o Israel será salvo." [4] Naquele dia o julgamento se
misturará com a misericórdia, pois aquele "que tem a pá na sua mão
limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a
palha com fogo que nunca se apaga." O verdadeiro remanescente do povo da
aliança se tornará o "todo Israel" dos dias das bênçãos futuras. Esse remanescente foi tipificado pelos "homens da
Galiléia" que estiveram em torno de Jesus Cristo no Monte das Oliveiras
quando "ele foi elevado às alturas, e uma nuvem o
recebeu, ocultando-o a seus olhos". E estando com os olhos fitos
no céu, enquanto ele subia, dois mensageiros angelicais apareceram para
renovar a promessa feita por Deus séculos antes por meio do profeta
Zacarias: "Esse Jesus, que dentre vós
foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes
ir." (Atos 1:1-19) "E naquele dia estarão os
seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém
para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o
oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do
monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul."
(Zacarias 14:4) Uma rápida olhada na profecia será suficiente para
mostrar que o evento do qual ela fala é inteiramente diferente da vinda
em 1 Tessalonicenses. É o mesmo Senhor Jesus, que está vindo para Sua
igreja desta dispensação e vindo para seu povo terreno reunido em
Jerusalém em uma dispensação por vir; mas de outra maneira essas
"vindas" não têm absolutamente nada em comum. A última manifestação -
Seu retorno ao Monte das Oliveiras - é um evento tão definitivamente
localizado quando foi Sua ascensão daquele mesmo Monte das Oliveiras; e
seu propósito declarado é para trazer libertação ao Seu povo na hora de
extremo perigo. Sua vinda anterior não terá nenhuma relação com
localidade. Por todo o mundo, onde quer que Seus mortos tenham sido
colocados para dormir, "a trombeta de Deus" os chamará de volta à vida,
em "corpos espirituais" como o Seu próprio; e onde quer que "santos"
vivos forem encontrados, eles serão "transformados em um momento, em um
piscar de olhos", e todos seremos pegos juntamente nas nuvens para
encontrá-lo nos ares. Embora os céticos profanos ridicularizem tudo
isto, e os céticos religiosos o ignorem, o crente lembra que seu Senhor
foi assim levado aos céus; e quando considera a promessa, maravilhado, é
levado à adoração, é não à descrença. E este evento, que é a esperança apropriada para a
igreja, é tão independente da cronologia, quanto da geografia. É com o
cumprimento da esperança de Israel que os "tempos e estações" têm a ver,
e os sinais e portentos que pertencem a eles. A manifestação pública do
Senhor ao mundo é ainda outro evento distinto de ambos. Nosso Deus Jeová
virá com todos os Seus santos (Zacarias 14:5) o Senhor Jesus será
revelado como labareda de fogo, tomando vingança. [5] Que
intervalo de tempo separará esses estágios sucessivos do "segundo
advento" não podemos saber. É um segredo não revelado. Tudo o que nos
interessa é "manejar corretamente a palavra da verdade" para marcar que
eles são em todos os respeitos distintos. [6] Uso a expressão "segundo advento" meramente como uma
concessão à teologia popular, pois ela não tem garantia nas Escrituas.
Seria melhor descartá-la totalmente, pois é causa de muita confusão do
pensamento e não um pequeno erro positivo. É um termo puramente
teológico, e pertence adequadamente à grande e final vinda para julgar o
mundo. Mas enquanto muitos se recusam a acreditar que haverá qualquer
revelação de Cristo para Seu povo sobre a Terra até a data inicial da
grande crise, o estudante mais cuidadoso das Escrituras encontra ali a
mais clara prova que haverá uma "vinda" antes da era popularmente
chamada de "milênio". Aqui novamente existem aqueles que, embora
claramente reconhecendo um "avento pré-milenista" deixam de observar a
diferença, tão claramente marcada nas Escrituras, entre a vinda para a
igreja da atual dispensação, a vinda para o povo terreal em Jerusalém, e
a vinda para destruir o iníquo e estabelecer o reino. Mas, pode ser dito, não é a expressão justificada
pelo verso de encerramento do capítulo 9 de Hebreus? Respondo que é
apenas o leitor superficial da passagem que pode usá-la assim.
"Aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o
esperam para salvação." E as palavras são tomadas como se fossem
equivalentes ao "Seu segundo aparecimento", "o aparecimento" sendo o
sinônimo reconhecido para "a vinda". Mas isso é simplesmente
aproveitar-se da linguagem da nossa tradução. A palavra realmente
empregada é totalmente diferente. É uma palavra geral, e é a mesma usada
com referência à Sua manifestação para Seus discípulos após a
ressurreição. [7] Além disso, o artigo definido precisa ser
omitido: "E, como aos homens está ordenado morrerem
uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo,
oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá
segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação."
(Hebreus 9:27-28) A afirmação não é profética, mas doutrinária; e a
doutrina em questão não é o Advento, mas o sacerdócio. Não é a predição
de um evento a ser realizado por aqueles que estarão vivos no tempo do
fim, mas a declaração de uma verdade e de um fato a serem realizados
para todo crente, independente da dispensação em que ele viva. Portanto, não se pode apelar para a passagem em
suporte ao dogma que nunca novamente, exceto uma vez, Cristo aparecerá
para Seu povo na Terra. E, como a expressão "segundo advento" está tão
intimamente conectada com esse dogma, seria bom que todos os estudantes
inteligentes das Escrituras se unissem para descartá-la. A vinda de
Cristo é a esperança de Seu povo em todas as épocas. O única crítica adversa que vi ao Príncipe Que Há
de Vir apareceu nas edições finais de The Approaching End of the
Age. Sentimentos de estima e de amizade pelo autor influenciaram
minha observação dessa obra, mas nenhuma consideração desse tipo o
restringiram de responder às minhas críticas; e o fato que um autor tão
capaz e tão amargamente hostil não tenha se aventurado a questionar
em um único ponto as conclusões principais aqui estabelecidas é uma
prova notável de que elas são irrefutáveis. O Dr. Grattan Guinness reclama que não fiz nenhuma
tentativa de "responder" ao seu livro. Minha única referência a ele foi
feita incidentalmente em uma nota no Apêndice; e quando ele lida com a
"realização primária e parcial das profecias" tomei a liberdade de
elogiá-lo. Por que então deveria eu "responder" a um tratado que
valorizo e adoto? Estas páginas dão prova do quão completamente aceito a
interpretação histórica das profecias; [8] e se alguém perguntar
por que então não lhe dei maior proeminência, lembro da resposta de
Tiago quando os apóstolos foram acusados de negligenciarem em seu
ensinos os escritos de Moisés. "Moisés tem em cada
cidade quem o pregue." O que era necessário, portanto, para o
equilíbrio da doutrina ser mantido, era que eles ensinassem a graça. Em
uma base similar, a tarefa que aqui me propus a tratar é o cumprimento
das profecias. Mas não tenho controvérsia alguma com aqueles que usam
todos seus talentos para desenvolver a interpretação "histórica" delas.
Minha discussão é somente com os homens que praticamente negam a autoria
divina da palavra sagrada, afirmando que a compreensão que têm dela é o
limite de sua abrangência, e esgota seu significado. O Príncipe Que
Há de Vir é uma resposta esmagadora para o sistema que se a atreve a
escrever "Cumprido" na página profética. "A questão real em discussão
aqui", repito, "é o caráter e o valor da Bíblia". O Dr. Guinness afirma
que as visões do Apocalipse já se cumpriram nos eventos da era
cristã. Eu testo isso fazendo uma referência à visão do capítulo 6. Já
foi cumprido, como na verdade ele se atreve a dizer que sim? A questão é
vital, pois se essa visão ainda está esperando seu cumprimento, assim
também todas as profecias que a seguem. Que o próprio leitor decida essa
questão depois de estudar os versos de encerramento do capítulo,
terminando com estas palavras "Porque É VINDO O
GRANDE DIA DA SUA IRA; e quem poderá subsistir?" Os antigos profetas hebreus foram inspirados por Deus
para descreverem os terrores do "grande dia da Sua ira", o Espírito
Santo aqui reproduz as mesmas palavras (confira Isaías 13:9-10 e Joel
2:31; 3:15; veja também Sofonias 1:14-15) A Bíblia não contém
advertências mais terríveis com a mesma solenidade e clareza. Mas,
exatamente como um advogado escreve "Expirado" em um estatuto cujo
propósito já foi satisfeito, assim esses homens querem nos ensinar a
escrever "Cumprido" nas páginas sagradas. Eles nos dizem que, na
verdade, a visão não significava nada mais que prever a vitória de
Constantino sobre as hordas pagãs. [9] Falar assim é vir
perigosamente perto da advertência a respeito do pecado de "tirar as
palavras do livro desta profecia". Mas quando nossos pensamentos se
voltam para esses mestres, somos restritos lembrando de sua piedade e
zelo pois "o louvor deles está em todas as igrejas". Vamos então banir
de nossas mentes todas as idéias dos homens e adotar o sistema que eles
advogam e suportam. Não se deve apelar a nomes famosos aqui. Nomes tão
honrados, e cem vezes mais numerosos, podem ser citados em defesa de
alguns dos erros mais crassos que corrompem a fé da cristandade. Qual
será então nosso julgamento para um sistema de interpretação que
blasfema assim do Deus da verdade, representando as mais horríveis
advertências das Escrituras como exageros e pouco longes da falsidade? Se for dito que os eventos de quinze séculos atrás,
ou de alguma outra época na dispensação cristã, estiveram dentro da
abrangência da profecia, podemos considerar a sugestão com base em seus
méritos, mas quando ouvimos eles dizerem que a profecia foi assim
cumprida, não podermos manter nenhum diálogo com esse ensino. Seria
tratar as Escrituras com pouca seriedade. Mais do que isso, ele se choca
com a grande carta de verdade do cristianismo. Se o dia da ira chegou, o
dia da graça já está no passado, e o evangelho da graça não é mais uma
mensagem de Deus à humanidade. Supor que o dia da ira possa ser um
episódio na dispensação da graça é revelar ignorância da graça e zombar
da ira divina. A graça de Deus neste dia de graça supera a imaginação
humana; Sua ira no dia da ira não será menos divina. A abertura do sexto
selo anuncia a chegada desse dia terrível; as visões do sétimo selo
revelam seus terrores indizíveis. Mas, ficamos sabemos, o derramamento
das taças, "as sete últimas pragas, porque nelas é
consumada a ira de Deus" (Apocalipse 15:1) está agora sendo
cumprido. O pecador, portanto, pode se confortar com o conhecimento que
a ira divina é apenas um trovão de palco que, em um mundo pragmático e
com tanta coisa para fazer, pode ser seguramente ignorada! [10] Chamei a atenção para a afirmação do Dr. Guinness que
"Desde a então próxima ordem para restaurar e reedificar Jerusalém até a
vinda do Messias, o Príncipe haveria setenta semanas"; e acrescentei:
"Este é um típico exemplo da falta de firmeza da escola histórica em
lidar com as Escrituras." Desse, e de alguns outros erros que observei,
a única defesa que ele oferece é que "expressões não estritamente
corretas, porém perfeitamente legítimas, na forma de elipses, são
empregadas por questões de brevidade." Como se obtém brevidade
escrevendo "setenta" em vez de sessenta e nove" eu não posso imaginar. A
afirmação é pura perversão das Escrituras, feita de forma inconsciente,
sem dúvida, para se adequar ás exigências de um falso sistema de
interpretação. A profecia declara claramente o período "até o Messias, o
Príncipe", como sessenta e nove semanas, deixando uma septuagésima
semana para ser contada após o período especificado; mas o sistema do
Dr. Guinness não pode explicar de forma sensata a septuagésima semana,
de modo que, inconscientemente, repito, ele evita a dificuldade fazendo
uma leitura errada da passagem. Insistir que a interpretação dele está
correta e explica os últimos sete anos do período profético e sua
interpretação da visão é algo que já está refutado e exposto. Quando a linguagem das Escrituras é tratada de forma
tão livre por esse autor, ninguém precisa se surpreender se minhas
palavras são maltratadas em suas mãos. Ele é incapaz de agir de forma
deliberadamente desonesta, porém seu hábito inveterado de imprecisão o
levou a fazer uma leitura errada de O Príncipe Que Há de Vir em
quase todos os pontos aos quais ele se refere. [11] O fato é, ele conhece somente duas escolas da
interpretação profética, a futurista e a sua própria e, portanto, parece
incapaz de compreender um livro que é todo ele um protesto contra a
estreiteza do primeiro e a mistura de estreiteza com loucura do outro.
Mas suas referências pessoais são indignas do autor e do assunto. Passo
a lidar com os únicos pontos em que suas críticas são de qualquer
interresse ou importância geral; isto é, a predita divisão do território
romano e as relações entre o Anticristo e a igreja apóstata. Minha afirmação foi: "A divisão do território romano
em dez reinos ainda não ocorreu. Que ele foi particionado é uma questão
simples da história e de fato; que ele já foi dividido em dez é um mero
conceito dos autores dessa escola." "Uma afirmação extraordinariamente descuidada", diz o
Dr. Guinness; porém temos apenas de virar a página para obtermos a
partir de sua própria pena a clara admissão da verdade dessa afirmação.
Precisa ser trazido à mente, ele diz, que os dez reinos devem ser
procurados "somente no território a oeste da Grécia". E, se
estamos preparados para aceitar essa teoria, encontraremos, após fazer
grandes concessões às fronteiras, que nesta, que é profeticamente a
porção menos importante do território romano, "o número dos reinos da
comunidade européia tem, como regra, sido na média de dez." O Dr.
Guinness apresenta uma dúzia de listas - e nos diz que tem cem mais em
reserva - para provar que, com instabilidade e vagueza ou, para citar
suas palavras, "entre crescentes e quase incontáveis flutuações, os
reinos da Europa moderna têm desde seu nascimento até o dia presente
sido sempre aproximadamente dez em média." "Aproximadamente dez em
média", marca, embora a profecia especifique dez com uma definição
que se torna absoluta por sua menção de um décimo primeiro surgindo e
subjugando três reinos. E "Europa moderna" também! O zelo pela causa
protestante parece cegar esses homens para os ensinos mais claros das
Escrituras. Jerusalém, e não Roma, é o centro das profecias divinas e
dos acertos de Deus com Seu povo; e a tentativa de explicar as visões de
Daniel com base em um sistema que ignora a cidade e o povo de Daniel
viola os próprios rudimentos do ensino profético. Esse extravagante
cânon de interpretação, que lê "Europa moderna" em vez de a terra
profética é, repito, "um mero conceito dos autores dessa escola".
Primeiro eles minimizam e mexem com a linguagem da profecia, e então
exageram e distorcem os fatos da história para se adequarem à sua
leitura distorcida dela. "Podem eles", o Dr. Guinness exige de nós,
"alterar ou acrescentar nessa lista de dez dos grandes reinos que agora
ocupam a esfera da antiga Roma? - Itália, Áustria, Suiça, França,
Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Espanha, Portugal. Dez, e não
mais! Dez, e não menos!" Respondo, Sim, podemos alterá-la e fazer-lhe
acréscimos. A lista inclui territórios que nunca estiveram na "esfera da
antiga Roma", e omite totalmente quase a metade do território romano. Isto é bastante ruim, mas não é tudo. Se aceitarmos
suas afirmações e buscarmos interpretar o capítulo 13 do Apocalipse de
acordo com elas, ele muda imediatamente sua base e protesta contra nossa
numeração de "nações protestantes" entre os dez chifres. Elas estão
"cronologicamente fora da questão", ele nos diz. Aqui está a linguagem
dessa visão sobre o Anticristo. "E foi-lhe
permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre
toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam
sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do
Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." (Apocalipse
13:7-8) O que significam essas claras e solenes palavras? Nada, ele nos
diz, mas que "em toda a Idade das Trevas" e "antes da ascensão do
Protestantismo", a religião católica romana prevalecia na porção
ocidental do território romano. Isso, ele declara, "é o cumprimento da
predição". Ele chama isso de "explicar" as Escrituras! Chego agora ao último ponto. "Nossos críticos
afirmam", escreve o Dr. Guinness, "que a Babilônia segue sua carreira e
é destruída pelos dez chifres, que então concordam em dar seu poder ao
Anticristo, a besta. Isto é, eles ensinam que o reinado do Anticristo
seguirá a destruição de Babilônia pelos dez chifres." A base dessa afirmação precisa ser buscada pelas
próprias lucubrações do autor, pois nada que a explique pode ser
encontrada nas páginas que ele critica; e um comentário similar
aplica-se às suas referências ao Príncipe Que Há de Vir nos
parágrafos que seguem. Não farei alusão a elas em detalhe, mas em
algumas frases destruo a posição que ele está procurando defender. Chegamos agora ao capítulo 17 do Apocalipse. O
argumento dele é este. A oitava cabeça da besta precisa ser uma
dinastia; a besta carrega a mulher; a mulher é a Igreja de Roma.
Portanto, a dinastia simbolizada pela oitava cabeça precisa ter durado
tanto quanto a Igreja de Roma; e assim a interpretação protestante está
definida "em uma base que não deve ser removida." Realmente não vale muito a pena fazer uma pausa para
mostrar a falta de base de algumas das suposições aqui implícitas. Para
facilitar o argumento, vamos aceitá-las todas, e o que vêm delas? Em
primeiro lugar, o Dr. Guinness está incorrivelmente envolvido na falácia
transparente da qual eu o adverti neste livro. A mulher é destruída pela
ação da besta. Como então ele vai separar o papa da igreja apóstata da
qual ele é a cabeça e que, de acordo como a "interpretação protestante",
cessaria de ser a igreja apóstata se ele não fosse mais considerado como
a cabeça? O historicista precisa aqui fazer uma escolha entre a
mulher e a besta. Elas são distintas em toda a visão, e estão em direto
antagonismo no fim. Se a prostituta representa a Igreja de Roma, o
sistema dele não explica nada da besta; ele ignora completamente a
figura mais importante na profecia, e o orgulhoso "fundamento" da
assim-chamada "interpretação protestante" desaparece no ar. Ou, se ele
buscar refúgio no outro chifre do dilema, e afirmar que a besta
simboliiza a igreja apóstata, a prostituta ainda precisa ser explicada.
Além disso, ele se esquece que a besta aparece nas visões de Daniel em
relação a Jerusalém e a Judá. Portanto, suponha que admitamos tudo o que
ele diz. Qual seria o resultado? A mera argumentação que "as profecias
divinas florescem e germinam realizações ao longo de muitas épocas "
(cito novamente as palavras de Lord Bacon) é mais completa, e mais clara
do que seus críticos podem admitir, ou os fatos da história garantirão.
A verdade ainda se destaca claramente que "a altura ou plenitude delas"
pertence a uma época por vir, quando Judá será mais uma vez reunido na
Terra Prometida, e a luz da profecia, que agora está tênue sobre Roma,
será novamente enfocada sobre Jerusalém. A popularidade do sistema histórico reside, sem
dúvida, no apelo que faz ao "espírito protestante". Mas certamente
podemos permitir sermos sensatos e justos em nossa acusação à Igreja de
Roma. Quem pode deixar de perceber o crescimento de um movimento
anticristão que pode em breve nos levar a saudar o romanista devoto como
um aliado? Com esses, a Bíblia, embora negligenciada, ainda é
considerada sagrada como a palavra inspirada de Deus; e nosso Senhor
divino é reverenciado e adorado, apesar de a verdade de Sua divindade
ser obscurecida pelo erro e pela superstição. Apelo aqui para a Carta de
Encíclica do papa, de 18 de novembro de 1893, sobre o estudo das
Escrituras Sagradas. O seguinte é um excerto: "Desejamos fervorosamente que um maior número de
fiéis passe a defender os escritos sagrados, e se dedique a eles com
constância; acima de tudo, desejamos que aqueles que foram admitidos
nas Ordens Sagradas pela graça de Deus apliquem-se todos os dias a
zelosamente ler, meditar, e explicar as Escrituras. Nada pode ser mais
adequado para o bem deles. Além da excelência desse conhecimento e a
obediência devida à palavra de Deus, outro motivo nos impele a
acreditar que o estudo das Escrituras deve ser recomendado. Esse
motivo é a abundância de vantagens que vêm com ele, e dos quais temos
a garantia nas palavras dos Escritos Sagrados: 'Toda
a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para
redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem
de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.'
É com esse plano que Deus deu ao homem as Escrituras, os exemplos de
nosso Senhor Jesus Cristo e de Seus apóstolos o mostra. O próprio
Jesus estava habituado a recorrer aos Escritos Sagrados em testemunho
de Sua missão divina." Certamente há aqui, pelo menos em algum sentido, a
base para uma fé comum, que poderá, com relação aos cristãos
individuais, ser reconhecida como um laço de irmandade, mas um abismo
intransponível nos separa do crescente número de assim-chamados
protestantes que negam a divindade de Cristo e a inspiração das
Escrituras. Estes têm seu verdadeiro lugar no grande exéricito da
infidelidade que irá no fim se agrupar em torno do estandarte do
Anticristo. Meu protesto é feito não em defesa do papado, mas da
Bíblia. Se alguém puder apontar para uma única passagem das Escrituras
que se relacione com o Anticristo, seja no Velho ou no Novo Testamento,
que possa, sem reduzir o significado das palavras, encontrar seu
cumprimento no papado, farei uma retratação pública e reconhecerei
meu erro. Considere 2 Tessalonicenses 2:3-4 como um exemplo do restante.
"O homem do pecado, o filho da perdição, o qual se
opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de
sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer
Deus." Isto significa meramente que em certas ocasiões o assento
do papa na Basílica de São Pedro está elevado acima do nível do altar em
que "a hóstia consagrada" é colocada! Essas afirmações - Não me preocupo
com os nomes que podem ser citados em suporte a elas - são um insulto à
nossa inteligência e um absurdo contra palavra de Deus. [12] Então, novamente, é dito no verso 9, que a vinda do
"iníquo" será "segundo a eficácia de Satanás, com
todo o poder, e sinais e prodígios de mentira." Essas palavras
são explicadas pela visão da besta no capítulo 13 do Apocalipse, que
diz: "o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono,
e grande poderio." E temos da boca de nosso próprio Senhor a
advertência, que os "grandes sinais e prodígios" que serão realizados
por poder satânico, serão tais que "se possível
fora, enganariam até os escolhidos" (Mateus 24:24). Em outras
palavras, o terrível e misterioso poder de Satanás será derramado sobre
a cristandade com um efeito tão terrível, que a cabeça das pessoas
ficará profundamente confusa. O agnosticismo e a infidelidade
capitularão na presença da prova massacrante que poderes sobrenaturais
estão em operação. Se a fé, dada por Deus, vai resistir ao teste, é
somente por que é impossível que Deus permita que seus próprios eleitos
pereçam. Quando exigimos o significado de tudo isso, recebemos
a resposta: "Papado". Mas onde, perguntamos, estão os grandes sinais e
prodígios do sistema papal? E, em resposta, ouvimos a respeito dos
chapéus, dos paramentos e todos os artifícios bem-conhecidos do
sacerdócio católico, que constituem seus especiais recursos de trabalho.
Como se houvesse alguma coisa nestes para enganar os eleitos de Deus!
Para tomar o terreno baixo do mero protestantismo, é notório que aqui na
Inglaterra ninguém se deixa envolver pelos laços de Roma, exceto aqueles
que já se tornaram enfraquecidos e corrompidos pelo sacerdotalismo e
pela superstição dentro da comunhão que eles abandonam. E não é menos
notório que, nos países católico romanos, a maioria dos homens mantém em
relação a ele uma benevolência ou uma indiferença e desdém. Lembrando,
ainda mais, que os seguidores da besta estarão condenados
irremediavelmente à destruição eterna, prosseguimos para perguntar se
esse deve ser o destino de todo católico romano. De modo algum, temos
certeza, pois, a despeito dos erros da Igreja Romanista, alguns dentro
de seu aprisco estão reconhecidamente entre o número dos "eleitos de
Deus". A que conclusão, então, devemos chegar? Devemos
aceitar como um cânon de interpretação que as Escrituras nunca
significam aquilo que dizem? Devemos aceitar que a linguagem é muito
livre e não confiável para ser praticamente falsa? Repudiamos a sugestão
profana e, adotando a única alternativa possível, afirmamos
enfaticamente que todas essas solenes palavras ainda aguardam
cumprimento. Em outras palavras, estamos presos à conclusão que O
ANTICRISTO AINDA ESTÁ POR VIR. [1] Estivesse eu escrevendo agora esta nota à
luz dos eventos atuais, deveria especificar a França em lugar da
Alemanha, e deveria aludir aos esforços feitos pela Rússia para obter
uma base naval no Mediterrâneo. [2] 2 Tessalonicenses 2:1-2, "O dia de Cristo"
na Versão Autorizada é uma tradução errônea. [3] Veja 1 Coríntios 11:26:
"Porque todas as vezes que comerdes este pão e
beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha."
Nenhum passado, exceto a cruz; nenhum futuro, exceto a vinda. Separar o
crente da Vinda é um absurdo tão grande sobre o cristianismo quanto
separá-lo da cruz. [4] Romanos 11; veja os versos 1,2,9,12,15-26.
Observe que "todo o Israel" não é igual a "todos os israelitas", pois no
grego não há essa ambigüidade que há no inglês ou no português; e as
aparentes contradições no capítulo são explicadas pelo fato que
"rejeitou" dos versos 1 e 2 é uma palavra totalmente diferente de
"rejeição" do verso 15 e a "queda" do verso 11 da "queda" do verso 12. [5] 2 Tessalonicenses 1:7,8. Os "anjos do seu
poder" da profecia são, presumo, os "santos" de Zacarias 14:5 [6] Entre o primeiro destes e o segundo, não
há dúvida que haverá um período intermediário pelo menos tão longo
quanto aquele que transcorreu entre Sua vinda a Belém e Sua manifestação
a Israel em Seu primeiro advento, e provavelmente um período muito mais
prolongado. Se o intervalo entre o segundo e o terceiro será medido em
dias ou anos, não temos a menor condição de saber. A única indicação
certa de sua duração é que o Anticristo, cujo poder será quebrado por
um, será na verdade destruído pelo outro. Estou aqui assumindo que todos os eventos que ainda
serão cumpridos ocorrerão em um período de tempo relativamente curto.
Mas desejo me guardar da idéia que afirmo isso. Rejeito da forma mais
enfática a idéia, agora tão comum, que estudantes de astronomia e
matemáticos solucionaram o mistério que Deus manteve expressamente em
Seu próprio poder. Poderia um estudante do Antigo Testamento ter sonhado
que aproximadamente dois mil anos transcorreriam entre os sofrimentos de
Cristo e Seu retorno em glória? Teriam os cristãos primitivos tolerado
essa sugestão? E, se outros mil anos ainda tiverem de transcorrer antes
de a igreja ser tirada deste mundo, ou se mil anos devam transcorrer
entre esse evento e a vinda ao Monte das Oliveiras, nem uma única
palavra da Escrituras estaria sendo quebrada. Como já disse, "é somente
enquanto a profecia se enquadra dentro das setenta semanas que ela
aparece dentro do intervalo da cronologia humana." Muito é feito das
supostas eras de 1.260 e 2.520 anos. Mas mesmo se pudéssemos certamente
fixar a data inicial de qualquer era, a questão permaneceria se elas não
podem ser períodos místicos, como os 480 anos de 1 Reis 6:1. [7] Ela ocorre quatro vezes em 1 Coríntios
15:5-8. [8] Veja, por exemplo, o Cap. 9 e o Apêndice
1, Nota C. [9] Veja especialmente a citação de Dean
Alford. [10] É somente em razão de sua quase
inconcebível tolice que esse ensino pode escapar da acusação de ser
vulgar. [11] Por exemplo, ele se torna veemente em
denunciar minha afirmação que "todos os intérpretes cristãos concordam"
em reconhecer um parêntesis na visão profética das bestas de Daniel. Sem
dúvida, ele lê a passagem como se eu tivesse ali falado da queda do
Império Romano, e não da sua "ascensão"; pois a afirmação é
indisputavelmente verdadeira, e ele mesmo está entre os "intérpretes
cristãos" que a endossam. Aqui está outro exemplo. Com referência à
questão dos dez reinos, ele diz, "O Dr. Anderson e outros autores
futuristas.... ensinam - (1) que os dez chifres ainda não apareceram;
(2) que quando aparecerem, cinco serão encontrados no território grego,
e somente cinco no romano, e isso quando finalmente desenvolvidos; (3)
após um intervalo de 1.400 anos dos quais a profecia não toma qualquer
conhecimento, (4) eles durarão por três anos e meio." (pg 737) Numerei essas frases para me permitir lembrar
rapidamente ao leitor inteligente que, exceto o ponto 1, tudo aqui
atribuído a mim está em total oposição a algumas das afirmações mais
claras em meu livro. Da mesma forma, ele atribui a mim a invenção que a
carreira do Anticristo será limitada a três anos e meio. Algumas vezes
fico imaginando se ele realmente leu O Príncipe Que Há de Vir!
Uma palavra sobre seus comentários negativos sobre o título do meu
livro. Estou ciente, é claro, que no hebraico de Daniel 9:26, não há o
artigo, mas não estou enganado pela inferência que ele tira dessa
omissão. Tivesse o artigo sido usado, o príncipe referenciado teria
claramente sido "Messias, o Príncipe", do verso 25. No inglês/português
o artigo não tem essa forma e, portanto, é inserido corretamente, como
os tradutores e revisores reconheceram. O Dr. Tregelles aqui comenta: "É
dito aqui que essa destruição será provocada por um certo povo, não pelo
príncipe que virá, mas pelo seu povo; isso nos remete, acredito, aos
romanos, pois foram os últimos possuidores do poder gentio não dividido;
eles fizeram a destruição muitas épocas atrás. O príncipe que virá é o
último líder do poder romano, a pessoa a respeito de quem Daniel tinha
recebido tantas instruções anteriores." Tal é a proeminência desse
grande líder que aqui é citado junto com nosso próprio Senhor nessa
profecia, e o povo do império romano é descrito como sendo "o povo
dele". No entanto, o Dr. Guinness acredita que a referência é a Tito!
Realmente já passou o tempo de discutir esse tipo de sugestão. Posso aqui comentar que a tradução de Daniel 9:27 na
Versão Revisada descarta a idéia fantasiosa que é o Messias quem fez a
aliança de sete anos com os judeus. Fazer cessar o sacrifício não é um
incidente no meio da "semana", mas uma violação ao tratado "na metade da
semana". [12] A referência ao templo é explicada por
Daniel 9:27, 12:11 e Mateus 24:15. Esses mestres nos pedem para
acreditar que embora a Igreja de Roma seja a besta e a prostitua e tudo
o que é corrupto e infame no cristianismo apóstata, o grande santuário
central dessa apostasia, a Basílica de São Pedro, é reconhecida por Deus
como sendo o Templo de Deus. O sacrifício da missa eles denunciam como
idólatra e blasfemo, mas mesmo assim devemos supor que as Escrituras
Sagradas refiram-se a ela como representando tudo o que é divino sobre a
Terra! As palavras sagradas admitem somente um significado, isto é, que
o Anticristo, afirmando ser ele mesmo divino, suprimirá toda a adoração
a qualquer outro deus. Tais são as extravagâncias e puerilidades de
interpretação e de previsão que estragam os escritos desses intérpretes,
que homens tenham vindo a considerar essas visões, que devem inspirar
reverência e temor, como "assuntos principais de ridículo" - a
especialidade dos místicos e dos modistas. Quão grande é a necessidade,
então, de um esforço unido e sustentado para resgatar o estudo do
desprezo em que caiu! Cada uma das escolas de interpretação reconhecidas
tem verdades que as escolas rivais negam. Um novo tempo iniciaria se os
cristãos se voltassem de todas essas escolas - a Preterista, a Histórica
e a Futurista - e aprendessem a ler as profecias como lêem qualquer
outra parte das Escrituras: como sendo a palavra Daquele que é, que era,
e que há de vir, nosso Deus Jeová, para quem o presente, o passado e o
futuro são apenas um "eterno presente". Fim de "O Príncipe Que Há de Vir" Traduzido por Jeremias R D P dos Santos
a partir do original em
http://philologos.org/online.htm Você está preparado espiritualmente? Sua família está
preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a
razão deste ministério,
fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar
estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado,
você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de
discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já
pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus
corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que
podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas. Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal,
mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus
compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a
alegria do espírito de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia. Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo
como Salvador, mas entendeu que Ele é real e que o Fim dos Tempos está
próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso
agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu
Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da
vida eterna em Seu Reino, como se já estivesse com Ele. Se quiser
saber como nascer de novo,
CLIC
AQUI AGORA!!! No entanto, se a dificuldade está nas doutrinas (de
homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico:
Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4. ...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra
vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver
estejais vós também. João 14:3 Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua
vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que
Jesus está às portas!!! Que Deus o abençoe. Clic Aqui para enviar esta Matéria para um amigo!
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