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O rio principal da profecia corre no canal da
história hebraica. Isto é realmente verdadeiro com relação à toda a
revelação. Onze capítulos da Bíblia são suficientes para cobrir os dois
mil anos antes da chamada de Abraão e o restante do Velho Testamento
relaciona-se com o povo hebreu. Se por um tempo a luz da revelação
esteve em Babilônia ou em Susã, foi por que Jerusalém estava desolada e
Judá no exílio. Por um certo tempo o gentios ganharam agora o lugar
principal nas bênçãos sobre a Terra, mas isso é inteiramente anômalo e a
ordem normal do modo de Deus lidar com o homem está novamente para ser
restaurada. "O endurecimento veio em parte sobre
Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o
Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e
desviará de Jacó as impiedades." [1] As Escrituras estão repletas de promessas e profecias
para essa nação e nem ainda a décima parte delas já foi cumprida. Apesar
de a linguagem poética apaixonada de tantas das antigas profecias ser um
pretexto para tratá-las como descrições hiperbólicas das bênçãos do
evangelho, esse tipo de apelação não pode ser feito com relação à
epístola aos Romanos. Escrevendo aos gentios, o apóstolo dos gentios
desenvolve ali a matéria na presença dos fatos da dispensação dos
gentios. Os ramos naturais de Israel foram quebrados da oliveira dos
privilégios e bênçãos terreais e, "contra a natureza", os ramos do
zambujeiro do sangue gentio foram enxertados, substituindo-os. Mas, a
despeito das advertências do apóstolo, nós, gentios nos tornamos sábios
em nossos próprios conselhos, esquecendo-nos que a oliveira, de cuja
raiz e seiva participamos, é essencialmente hebraica,
"porque os dons e a vocação de Deus são sem
arrependimento." A mente da maioria dos homens está em servidão aos
fatos de lugar-comum de sua experiência. As profecias de um Israel
restaurado parecem tão incríveis quanto as predições dos triunfos
presentes da eletricidade e do vapor pareceriam aos nossos antepassados
de cem anos atrás. Embora afetando a independência em julgar assim, a
mente somente está dando provas de sua própria impotência ou ignorância.
Além do mais, a posição que os judeus mantiveram por dezoito séculos é
um fenômeno que em si mesmo elimina qualquer aparente suposição contra o
cumprimento dessas profecias. Não é uma questão de como uma falsa religião como a
de Maomé pode manter uma fronte altiva na presença de uma verdadeira fé;
o problema é muito diferente. Não somente em uma época anterior, mas nos
primeiros dias da atual dispensação, os judeus desfrutaram de uma
preferência nas bênçãos, que praticamente correspondeu a um monopólio do
favor divino. Em sua infância, a igreja cristã foi essencialmente
judaica. Os judeus dentro da igreja eram contados aos milhares, os
gentios às dezenas. Apesar disso, esse mesmo povo mais tarde se tornou,
e por dezoito séculos continua a ser, o mais morto à influência do
evangelho do que qualquer outra classe de pessoas no mundo. Como pode
"esse mistério", como o apóstolo o chama, ser explicado, senão como as
Escrituras o explica, isto é, que a época da graça especial a Israel foi
encerrada com o período historicamente dentro dos Atos dos Apóstolos, e
que desde essa crise em sua história, "o endurecimento veio em parte
sobre Israel"? Mas essa mesma palavra, a verdade da qual é tão
claramente provada pelos fatos públicos, declara que esse endurecimento
judicial continuará somente "até que a plenitude dos gentios haja
entrado", e o inspirado apóstolo acrescenta: "E
assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o
Libertador, e desviará de Jacó as impiedades." [2] Mas, pode com razão ser perguntado, isso não implica
meramente que Israel será trazido para dentro das bênçãos do evangelho,
não que os judeus serão abençoados com base em um princípio que é
totalmente inconsistente com o evangelho? O cristianismo, como um
sistema, assume o fato que em uma época passada os judeus desfrutaram de
um lugar peculiar nas bênçãos: "Digo, pois, que Jesus
Cristo foi ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus,
para que confirmasse as promessas feitas aos pais; e para que os
gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia, como está escrito:
Portanto eu te louvarei entre os gentios, E cantarei ao teu nome."
[Romanos 15:8-9; ênfase adicionada] Mas os judeus perderam sua posição de vantagem por
causa do pecado e agora estão no mesmo nível comum da humanidade
arruinada. A cruz derribou "a parede de separação", que os distanciava
dos gentios. Ela nivelou a todos sem distinções. Com relação à culpa
"não há diferença, porque todos pecaram";
com relação à misericórdia "não há diferença,
porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o
invocam." Como, então, se não há diferença, pode Deus conceder
bênçãos com base em um princípio que implica que há uma diferença? Em
uma palavra, o cumprimento das promessas para Judá é absolutamente
incoerente com as distintivas verdades da atual dispensação. A questão é de imensa importância e requer a mais
séria consideração. Não é suficiente dizer que o capítulo 11 de Romanos
supõe que nesta época os gentios têm uma vantagem, embora não uma
prioridade e, portanto, Israel poderá desfrutar o mesmo privilégio em
seguida. É parte da mesma revelação, que embora a graça tenha vindo
sobre os gentios exatamente onde eles estão, ela não os confirma nesta
posição como gentios, mas os eleva de sua posição e os desnacionaliza;
porque na igreja desta dispensação, "não há nem
judeu nem grego". [3] As promessas a Judá, ao contrário,
implicam que as bênçãos chegarão aos judeus como judeus, não somente
reconhecendo sua posição nacional, mas confirmando-os nessa posição. A conclusão, portanto, é inevitável, que antes de
Deus poder agir assim, a proclamação oficial da graça na presente
dispensação precisa cessar e um novo princípio de lidar com a humanidade
precisa ser inaugurado. Mas aqui as dificuldades somente parecem se
multiplicar e crescer. Alguém poderia perguntar: "A dispensação não
corre seu curso até o retorno de Cristo à Terra?" Como então podem os
judeus serem encontrados na segunda vinda de Cristo em um lugar de
bênçãos nacionalmente, semelhante ao que tiveram em uma época passada?
Todos admitirão que as Escrituras parecem ensinar que esse será o caso.
[4] A questão ainda permanece se essa é ou não realmente a
intenção. As Escrituras falam de qualquer crise em relação à Terra, que
requererá intervenção antes do dia em que o Homem do Pecado será
revelado? Ninguém que diligentemente busque a resposta a essa
investigação poderá deixar de ficar impressionado pelo fato que, à
primeira vista, alguma confusão parece marcar as afirmações das
Escrituras com relação a isso. Certas passagens testificam que Cristo
retornará à Terra, e estará em pé mais uma vez naquele mesmo Monte das
Oliveiras que seus pés pisaram antes de Ele ascender ao Seu Pai
(Zacarias 14:4; Atos 1:11-12), e outros dizem simplesmente que Ele virá,
não à Terra, mas ao ar acima de nós, e chamará Seu povo para encontrá-Lo
e estar com Ele. (1 Tessalonicenses 4:16-17). Essas Escrituras novamente
provam de forma claríssima que é Seu povo fiel que será "arrebatado" (1
Tessalonicenses 4:16-17; 1 Coríntios 15:51-52) deixando o mundo correr
seu curso até sua condenação; enquanto outras Escrituras de forma também
inequívoca ensinam que não é Seu povo, mas os ímpios que serão
removidos, deixando os justos "resplandecerem como
o sol, no reino de seu Pai." [Mateus 13:40-43] E a confusão
aparentemente aumenta quando observamos que os Escritos Sagrados parecem
algumas vezes representar os justos que serão assim abençoados como
judeus, e algumas vezes como cristãos de uma dispensação na qual os
judeus foram colocados de lado por Deus. Essas dificuldades admitem somente uma solução, uma
solução tão satisfatória quanto simples, isto é, que aquilo que chamamos
de segundo advento de Cristo não é um evento único, mas inclui várias
manifestações distintas. Na primeira dessas, Ele chamará para Si mesmo
os mortos que morreram em Cristo, junto com Seu próprio povo que estará
vivendo na Terra naquele momento. Com esse evento este "dia da graça"
especial cessará, e Deus novamente reverterá para as alianças e
promessas, e aquele povo para quem elas pertencem (Romanos 9:4) mais uma
vez se tornará o centro da ação divina com relação à humanidade. Tudo o que Deus prometeu está dentro da abrangência
da esperança do crente; [5] mas esse é seu horizonte próximo.
Todas as coisas aguardam seu cumprimento. Antes do retorno de Cristo à
Terra, muitas páginas de profecia ainda precisam ser cumpridas, mas nem
uma linha das Escrituras barra a realização desta esperança especial da
igreja de Sua vinda para levar Seu povo para Si mesmo. Aqui, então, está
a grande crise que colocará um termo no reinado da graça e iniciará os
sofrimentos da mais feroz provação que já ocorreu da Terra -
"Porque dias de vingança são estes, para que se
cumpram todas as coisas que estão escritas." (Lucas 21:22) A objeção que uma verdade dessa magnitude teria sido
declarada com clareza mais dogmática esquece a distinção entre ensino
doutrinário e palavra profética. A verdade do segundo advento pertence à
profecia, e as afirmações das Escrituras com relação a ele são marcadas
precisamente pelas mesmas características que as profecias do Velho
Testamento sobre o Messias. [6] "Os sofrimentos que a Cristo
haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir" foram
preditas de tal forma que um leitor superficial das antigas Escrituras
teria deixado de descobrir que haveria dois adventos do Messias. E até o
estudante mais cuidadoso, se não fosse versado no esquema geral da
profecia, poderia supor que os dois adventos, embora moralmente
distintos, deveriam estar intimamente conectados no tempo. Assim é com o
futuro. Alguns consideram o segundo advento como um único evento; por
outros, seu verdadeiro caráter é reconhecido, mas eles deixam de marcar
o intervalo que precisa separar sua primeira forma de seu estágio final.
Uma compreensão inteligente da verdade com relação a ele é essencial
para a correta compreensão das profecias ainda não cumpridas. Mas tendo assim esses marcos principais claramente
fixados para nos guiar no estudo, não podemos deixar de deplorar a
tentativa de preencher o intervalo com maior exatidão que as Escrituras
garantem. Existem eventos definidos a serem cumpridos, mas ninguém pode
ser dogmático com relação ao tempo ou ao modo como eles serão cumpridos.
Nenhum cristão que estima corretamente o terrível peso do sofrimento e
do pecado que a cada dia é acrescentado à soma terrível dos sofrimentos
e culpa deste mundo pode deixar de desejar que o fim esteja próximo, mas
que ele não se esqueça do grande princípio: "E
tende por salvação a longanimidade do nosso Senhor" (2 Pedro
3:15) e nem da linguagem dos Salmos: "Porque mil
anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília
da noite." (Salmo 90:4) Há muito nas Escrituras que parece
justificar a esperança que a consumação não será retardada por muito
tempo; mas, por outro lado, não há pouco para sugerir a idéia que antes
de essas cenas finais acontecerem, a civilização retornará ao seu antigo
lar no oriente e, possivelmente, uma Babilônia restaurada se tornará o
centro do progresso humano e da religião apóstata. [7] Afirmar que longas eras ainda têm de correr seu curso
é tão indenfensável quanto as predições feitas tão confiantemente que
todas as coisas serão cumpridas no século atual. É somente enquanto a
profecia estiver dentro das setenta semanas de Daniel que ela ocorre
dentro do intervalo da cronologia e a visão de Daniel relaciona-se
principalmente com Judá e Jerusalém. [8] [1] Romanos 11:25-26; A entrada da plenitude
dos gentios não deve ser confundida com o cumprimento do tempos dos
gentios (Lucas 21:24). A primeira refere-se às bênçãos espirituais, a
outra ao poder terreal. Jerusalém não será a capital de uma nação livre,
independente do poder gentio, até que o verdadeiro Filho de Davi venha
para reivindicar o cetro. [2] Romanos 11:25-26. Nem todo israelita, mas
Israel como uma nação. (Alford, Gr. Test., in loco). [3] Gálatas 3:28. Contraste isto com as
palavras do Senhor em João 4:22, "A salvação vem
dos judeus." [4] Em prova disto, pode-se apelar para estas
mesmas profecias de Daniel; e as profecias posteriores testificam de
forma ainda mais clara, notavelmente o livro de Zacarias. [5] "Mas nós, segundo a
sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a
justiça." (2 Pedro 3:13) Longas eras de tempo e inúmeros eventos
precisam ocorrer antes da realização desta esperança, mas mesmo assim o
crente anela por ela. [6] Para um tratado admirável sobre essas
características da profecia, veja Christology, de Hengstenber,
Kregel Publications. [7] Isaías 13 parece conectar a queda final de
Babilônia com o grande dia que está se aproximando (compare versos 1, 9.
10, 19); e, em Jeremias 50, o mesmo evento está conectado com a
restauração e união futura das duas casas de Israel (verso 4).
Entretanto, faço a sugestão meramente como uma precaução contra a
idéia que certamente já chegamos aos últimos dias da dispensação. Se
mais mil anos tiverem de passar na história do cristianismo, o retardo
não desacreditará a verdade de uma única afirmação nos Escritos
Sagrados. [8] De fato, nenhuma das visões de Daniel tem
uma abrangência mais ampla. Isaías, Jeremias e Ezequiel tratam de Israel
(ou das dez tribos); mas Daniel lida unicamente com Judá. Você está preparado espiritualmente? Sua família está
preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a
razão deste ministério,
fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar
estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado,
você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de
discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já
pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus
corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que
podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas. Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal,
mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus
compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a
alegria do espírito de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia. Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo
como Salvador, mas entendeu que Ele é real e que o Fim dos Tempos está
próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso
agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu
Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da
vida eterna em Seu Reino, como se já estivesse com Ele. Se quiser
saber como nascer de novo,
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homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico:
Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4. ...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra
vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver
estejais vós também. João 14:3 Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua
vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que
Jesus está às portas!!! Que Deus o abençoe. Clic Aqui para enviar esta Matéria para um amigo!
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