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A estreiteza de interpretação é o que mais prejudica
o estudo do Apocalipse. "As palavras desta profecia", "As coisas que
brevemente devem acontecer" - essas são as descrições divinas do livro
do Apocalipse e de seu conteúdo. Portanto, ninguém está justificado em
negar a qualquer porção dele uma aplicação futura. O livro em sua
totalidade é profético. Até mesmo as sete epístolas, embora tenham sido
indubitavelmente endereçadas às igrejas então existentes e embora a
referência intermediária delas à história da cristandade também seja
clara, poderão bem ter um significado especial em dias por vir para
aqueles que passarão pelas ferozes provações que precederão o fim.
[1] No capítulo 4 o trono está colocado nos céus. O
julgamento atualmente aguarda o fim da época da graça; mas quando a
época da graça passar, o julgamento precisará ocorrer antes que as
promessas e alianças, com todo seu rico estoque de bênçãos, possam ser
cumpridas. Mas quem pode abrir o livro que está na destra daquele que se
assenta no trono? (Apocalipse 5:2) Nenhuma criatura no universo [2]
pode se atrever a olhar para o livro, e o próprio Deus não abrirá um
único selo dele, porque o Pai abriu mão da prerrogativa de julgamento. O
ministério da graça pode ser compartilhado por todos que foram
abençoados pela graça, mas o Filho do homem é o único ser no universo
que pode tomar a iniciativa no julgamento; (João 5:22-27) e, em meio aos
hinos entoados pelos seres celestiais em volta do trono e do coro das
miríades de anjos, ecoados por toda a criação de Deus, o crucificado no
Calvário, "um cordeiro como havendo sido morto", toma o livro e
prepara-se para abrir os selos. (Apocalipse 5:5-14) É no quinto selo que a visão cruza as linhas da
cronologia da profecia. [3] Dos selos anteriores, portanto,
não é necessário falar em detalhes. Eles são evidentemente descritivos
dos eventos aos quais o Senhor se referiu no capítulo 24 de Mateus, que
precedem a grande perseguição final - guerras e ameaças incessantes de
guerras, reinos atacando uns aos outros até a destruição e grande fome,
a serem seguidos novamente por pestes, fomes e espada, que ainda
ceifarão mais vidas, enquanto outros serão tomados por novas e estranhas
doenças nos horrores cada vez mais crescentes das aflições cumulativas.
(Apocalipse 6:2-8) De acordo com o capítulo 24 de Mateus, a tribulação
será seguida imediatamente pelos sinais e portentos que os antigos
profetas declararam e anunciará "o grande e terrível dia do Senhor".
Assim, no Apocalipse, os mártires da tribulação são vistos no quinto
selo, (Apocalipse 6) e no sexto, o advento do grande dia da ira é
proclamado, e os eventos precisos que o Senhor mencionou no Monte das
Oliveiras e que Joel e Isaías profetizaram muitos séculos antes são
nomeados. [4] Como a nublada e opressiva calma que precede as mais
fortes tempestades, houve silêncio no céu quando o último selo foi
aberto, (Apocalipse 8:1) pois é chegado o dia da vingança. Os eventos
dos selos anteriores foram julgamentos divinos, sem dúvida, mas de um
caráter providencial e que os homens podem explicar por causas
secundárias. Mas Deus tem por um tempo considerável se dado a declarar
e, como foi no passado, assim também agora, a ocasião é uma afronta
cometida contra Seu povo. O clamor dos mártires é vindo à lembrança
diante de Deus, (Apocalipse 3) e é o sinal para os toques das trombetas
que anunciam o derramamento da Sua ira longamente reprimida. (Apocalipse
6) Escrever um comentário sobre o Apocalipse dentro dos
limites de um capítulo seria impossível e a tentativa envolveria um
afastamento do propósito especial e do assunto destas páginas. Mas é
essencial observar e ter em vista o caráter e o método das visões do
Apocalipse. O apóstolo João, seja lembrado, não teve o privilégio de ler
uma única linha daquilo que estava escrito "por dentro e por fora" do
livro selado do capítulo 5, mas à medida que cada selo foi aberto,
alguma característica proeminente de uma porção de seu conteúdo foi
comunicada a ele em uma visão. Portanto, a principal série de visões
representa os eventos em sua seqüência cronológica. Mas o curso deles é
ocasionalmente interrompido por visões episódicas, ou de parêntesis;
algumas vezes, como entre o sexto e o sétimo selos, alcançando até o
tempo do fim e, mais freqüentemente, como entre a sexta e a sétima
trombetas, representando detalhes cronologicamente dentro das visões
anteriores. Portanto, o primeiro e mais importante passo para uma
compreensão correta do Apocalipse é distingüir entre as visões seriais e
episódicas do livro e a seguinte análise é oferecida para promover e
ajudar a investigação do assunto. [5] Cap. 6 - As visões do sexto selo, que representam os
eventos em sua ordem cronológica. [Cap. 7. - Parêntesis; a primeira visão
relacionada ou com o remanescente fiel do quinto selo, ou a uma eleição
em vista dos julgamentos do sétimo selo; a segunda chegando até o
livramento final.] Cap. 8, 9 - A abertura do sétimo selo. As visões das
seis primeiras trombetas; julgamentos consecutivos, em sua ordem
cronológica. [Cap. 10, 11, 13 - Parêntesis, contêm o
mistério oculto dos sete trovões (10:3,4) e o testemunho das testemunhas
(provavelmente dentro da era do quinto selo.)] Cap. 11:15-19 - A sétima trombeta; o terceiro e
último ai (compare 8:13; 9:12; 11:14), que precedem o estabelecimento do
reino (compare 10:7; 11:15). [Cap. 12 e 18. - Parêntesis.] Cap. 13. - A ascensão e carreira dos dois grandes
blasfemadores e perseguidores dos últimos dias. Cap. 14. - O remanescente do Cap. 7 é visto em um
estado de beatitude.** O evangelho eterno (versos 6, 7). A queda de
Babilônia (verso 8). A condenação dos adoradores da besta (versos 9-11).
A revelação de Cristo e os julgamentos finais (versos 14-20). Cap. 15. - A visão dos eventos cronologicamente
dentro do Cap. 8, a abertura do sétimo selo. (Isso aparece a partir do
fato que os fiéis do quinto selo são aqui mostrados louvando a Deus em
vista dos julgamentos prestes a acontecer - veja os versos 2-4; esses
julgamentos estão dentro do sétimo selo.) Cap. 16. - As sete taças; uma segunda série de visões
dos eventos das sete trombetas. Isto aparece, Primeiro, porque a sétima trombeta e a sétima taça
relacionam-se com a catástrofe final. Durante a sétima trombeta, o
segredo de Deus é cumprido (10:7) e o templo de Deus é aberto; e ocorrem
relâmpagos, vozes, trovões e um terremoto (11:19) Durante a sétima taça,
a frase "Está feito!" é ouvida de dentro do templo, e ocorrem vozes,
trovões, relâmpagos e um terremoto (16:17,18). Segundo, porque a esfera dos julgamentos é a mesma
nas visões correlativas de ambas as séries: [Cap. 17 e 18. - Visões detalhadas do desenvolvimento
e da condenação de Babilônia, "a prostituta", cuja queda ocorre durante
a sétima trombeta e a sétima taça ; as últimas séries de julgamentos do
sétimo selo (11:18; 16:19).] Cap. 19. - Após a condenação da prostituta (verso 2),
vem a glória da noiva (verso 7); a gloriosa revelação de Cristo e a
destruição em seguida da besta e do falso profeta (verso 20). Cap. 20. - Satanás é preso. O reino milenar dos
santos (versos 1-4). Após o reino milenar, Satanás é solto e mais uma
vez engana as nações. Satanás é lançado no lago de fogo. O julgamento
diante do Grande Trono Branco. Cap. 21, 22:1-5 - O novo céu e a nova Terra. Cap. 22:6-21 - Conclusão. [6] Como a última trombeta e a última taça envolvem os
julgamentos finais do dia da vingança, que precedem o advento do reino
glorioso, necessariamente incluem a condenação dos dois grandes poderes
anticristãos dos últimos dias - o imperial, representado pela besta de
dez chifres, e o eclesiástico, tipificado pela mulher vestida de
escarlate. As visões do capítulos 13 e 14, portanto, estão interpostos,
descritivos da ascensão e desenvolvimento desses poderes. Elas
apropriadamente nos dão detalhes que se relacionam com os eventos dentro
dos selos anteriores, porque os mártires do quinto selo são as vítimas
do grande perseguidor do capítulo 13. Se o esquema precedente estiver correto no principal,
as eras incluídas no Apocalipse podem ser divididas assim: As sete igrejas; o período de transição que segue o
encerramento da dispensação da Igreja Cristã." [7] Os sete selos; o período durante o qual tudo o que
a profecia predisse que precederá o reino será cumprido. O reino; a ser seguido, após um intervalo final de
apostasia, pelo - O estado eterno; o novo céu e a nova terra. É manifestamente dentro do período dos selos que as
profecias de Daniel têm seu cumprimento, e a próxima investigação deve
ser dirigida para descobrir com certeza os pontos de contato entre as
visões de João e as profecias anteriores. Como já observado, é somente enquanto a profecia se
enquadra dentro do período das setenta semanas que ela ocorre dentro do
intervalo da cronologia humana. Além disso, a septuagésima semana será
um período definido, do qual a data inicial do meio e do fim são
definitivamente marcadas. A data inicial da primeira semana, isto é, do
período profético como um todo, não foi o retorno dos judeus da
Babilônia, nem a reconstrução do templo, mas a assinatura do decreto
persa que restaurou a posição nacional deles. Assim também o início da
última semana datará, não da restauração deles à Judéia, nem ainda da
reconstrução futura de seu santuário, mas da assinatura do tratado pelo
"princípe que há de vir", que provavelmente uma vez mais os reconhecerá
como nação. [8] Mas é óbvio que esse personagem precisará ter chegado
ao poder antes da data desse evento; e é expressamente declarado (Daniel
7:24) que sua ascensão será após a dos dez reinos que em um tempo futuro
dividirão o território romano. Segue-se, portanto, que a formação desses
reinos e a ascensão do grande Kaiser que portará o cetro imperial nos
últimos dias precisará ocorrer antes do início da septuagésima semana.
[9] Dentro de certos limites, podemos também fixar a
ordem dos eventos subseqüentes. A violação do tratado pela profanação do
Lugar Santo ocorrerá "na metade da semana" (Daniel 9:27). Esse evento,
novamente, será o início da grande perseguição pelo Anticristo (Mateus
24:15-21) que durará precisamente três anos e meio; porque seu poder
para perseguir os judeus estará limitado a esse período definido de
tempo. (Daniel 7:25; Apocalipse 13:5). "E, logo
depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a
sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão
abaladas." (Mateus 24:29) Essa é a afirmação do capítulo 24 de
Mateus; e o capítulo 6 do Apocalipse coincide exatamente com ele, porque
a visão do quinto selo incluiu o período da "tribulação"; e quando o
sexto selo foi aberto, "eis que houve um grande
tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua
tornou-se como sangue." (Apocalipse 6:12, 17). Em sintonia com
isso, novamente, está a profecia de Joel. "O sol
se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e
terrível dia do SENHOR." (Joel 2:31) Os eventos desse dia da
vingança são o peso da visão do sétimo selo, incluindo o julgamento de
Babilônia, a mulher vestida de escarlate - ou a apostasia religiosa -
por meio do poder imperial (Apocalipse 17:16-17) da besta, cujo pavoroso
fim é trazer o drama terrível a um encerramento. (Apocalipse 19:20).
Portanto, temos base suficiente para atribuir a seguinte ordem aos
eventos dos últimos dias: A formação dos dez reinos. O aparecimento, dentro dos limites territoriais
desses reinos, de um décimo primeiro rei, que subjugará três dos dez
outros reis, e no fim será aceito como suserano por todos os demais. A criação de um tratado por esse rei com, ou em
favor dos judeus. O início da septuagésima semana. A violação do tratado por esse rei após três anos e
meio. "A grande tribulação" das Escrituras, a terrível
perseguição dos últimos dias, que continuará por três anos e meio. O livramento dos judeus de seu maior inimigo, a ser
seguido pelo estabelecimento final deles nas bênçãos. O
encerramento da septuagésima semana. O grande e terrível dia do Senhor, "o período do
sétimo selo, que inicia com uma revelação de Cristo para Seu povo em
Jerusalém, acompanhado por tremendas manifestações do poder divino e
terminando com Seu último e glorioso advento." Que a septuagésima semana será os últimos sete anos
da dispensação e o período do reinado do Anticristo é uma crença tão
antiga quanto os escritos dos Pais que viveram antes do Concílio de
Nicéia. Mas um cuidadoso exame das afirmações das Escrituras levará a
alguma modificação dessa visão. O cumprimento para Judá das bênçãos
especificadas em Daniel 9:24 é tudo o que as Escrituras dizem
expressamente que marcará o fim da septuagésima semana. O Anticristo
será então forçado a sair da Judéia; mas não há razão para supor que ele
perderá seu poder. Como já mostrado, a septuagésima semana termina com o
período do quinto selo, enquanto que a queda de Babilônia está dentro da
era da sétima taça. Ninguém pode afirmar que essa era será de longa
duração, e ela provavelmente será breve; mas a única indicação certa de
sua extensão é que estará dentro de uma única geração, pois no seu
encerramento o Anticristo será tomado vivo e lançado em sua terrível
condenação (Apocalipse 19:20). A analogia do passado nos leva a esperar que os
eventos preditos que devem ocorrer no fim da septuagésima semana
seguirão imediatamente seu encerramento. Mas o livro de Daniel ensina
expressamente que havará um intervalo. Qualquer que seja a visão tomada
da porção inicial do capítulo 11 de Daniel, é claro que "o rei" do verso
36 e seguintes é o grande inimigo dos últimos dias. Suas guerras e
conquistas são preditas, [10] e o capítulo 12 inicia com a menção
do tempo predito de aflições, "a grande tribulação" de Mateus e do
Apocalipse. O verso 7 especifica a duração do "tempo de angústia" como
"um tempo, e tempos e metade de um tempo", que, como já mostrado, é a
metade da semana, ou 1.260 dias. Mas o verso 11 declara expressamente
que desde a data do evento que dividirá a semana, e que, de acordo com
Mateus 24, será o sinal da perseguição, haverá 1.290 dias, e o verso 12
adia as bênções para 1.335 dias, ou setenta e cinco dias além do
encerramento das semanas proféticas. Se, portanto, o "dia do Senhor" segue imediatamento o
encerramento da septuagésima semana, parece que o livramento total de
Judá não ocorrerá até que esse período final tenha iniciado. E isso é
expressamente confirmado pelo capítulo 14 de Zacarias. É uma profecia
muito definitiva, mais do que qualquer outra, e as dificuldades que
envolvem sua interpretação não são em grau algum superadas recusando-se
a lê-la literalmente. Ela parece ensinar que naquele tempo Jerusalém
será tomada pelos exércitos aliados das nações e que, no momento em que
um grupo de prisioneiros estiver sendo levado para fora, Deus intervirá
de alguma forma milagrosa, como quando destruiu o exército de Faraó no
Êxodo. [11] A comparação com a profecia do capítulo 24 de Mateus
é o teste mais certo e rígido que pode ser aplicado a essas conclusões.
Após fixar a data inicial e descrever o caráter da grande perseguição
dos últimos dias, o Senhor assim enumera os eventos que deverão seguir
em seu encerramento - Primeiro o grande fenômeno natural é predito;
depois o aparecimento do sinal do Filho do homem no céu; em seguida a
lamentação das tribos da terra; [12] e finalmente o glorioso
advento. Que não haverá intervalo entre a perseguição e os
"grandes sinais no céu" (Lucas 21:11) que deverão se seguir, é
expressamente afirmado; eles deverão ocorrer "imediatamente após
a tribulação". Que um intervalo separará os outros eventos da série é
igualmente claro. Desde a contaminação do Lugar Santo, até o dia em que
a Tribulação terminará, e as "pavorosas vistas" e os "grandes sinais" do
céu lançarem terror no coração dos homens, haverá um período definido de
1.260 dias; [13] e quando começa a falar sobre o advento, o
Senhor declara que esse dia é conhecido somente pelo Pai; a parte de Seu
povo deve ser vigiar e aguardar. Ele já os tinha advertido sobre o
engano de esperar Seu advento antes do cumprimento de tudo o que precisa
acontecer (Mateus 24:4-28). Agora Ele os adverte acerca da apostasia
após o cumprimento de todas as coisas, por causa do retardo que mesmo
então ainda marcará Sua vinda. [14] As palavras de Cristo são inequivocamente
verdadeiras, e Ele não obtém satisfação em ver Seu povo viver na
expectativa de Sua vinda, exceto em um tempo em que nada se interpõe
para barrar o cumprimento da esperança. O fatalismo é tão popular entre
os cristãos quanto com os adoradores de Maomé; e as pessoas esquecem
que, embora a dispensação tenha corrido seu curso nestes dezoito
séculos, ela poderia ter sido trazida a um encerramento a qualquer
momento. Por esse motivo, o cristão é exortado a viver "aguardando a
bem-aventurada esperança" (Tito 2:12-13). Será de forma contrária em
dias por vir, quando a presente dispensação terá se encerrado com o
primeiro estágio do advento. Então a palavra não será
"Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de
vir o vosso Senhor." (Mateus 24:42) - isso pertence ao tempo
quando tudo terá sido cumprido - mas "Olhai, não
vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o
fim." (Mateus 24:6) [1] A Bíblia não se destina apenas à presente
dispensação, mas ao povo de Deus em todas as épocas; e é incrível que
aqueles que serão tão severamente provados deixarão de encontrar nela
palavras especialmente adequadas para aconselhá-los e confortá-los em
vista daquilo que eles deverão suportar. "Esta profecia" é a descrição
divina do Apocalipse como um todo (Apocalipse 1:3). Compare o "devem
brevemente acontecer" de Apocalipse 1:1 com o "em breve hão de acontecer
" de Apocalipse 22:6. A saudação (1:4-5) parece fixar a posição
dispensacional do livro como futuro. Não é o Pai, mas Jeová; não o
Senhor Jesus Cristo, mas "Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o
príncipe dos reis da terra"; e o livro fala de um tempo em que o Espírto
Santo, como uma pessoa, novamente estará no céu, para juntar-se na
saudação, o que Ele nunca faz nas epístolas do Novo Testamento.
Apocalipse 1:19 é freqüentemente citado para provar que o livro está
dividido e que somente a última parte é profética. Em refutação a isso,
apelo para o mais cândido dos comentaristas do Apocalipse, Dean Alford,
que assim traduz o verso: "Escreve, portanto, as coisas que vistes, e o
que significam, e as coisas que devem acontecer depois dessas." Ele
explica "as coisas que viste" como "a visão que agora foi entregue a
ti." e as palavras de encerramento como "as coisas que acontecerão
depois dessas, isto é, uma visão futura." (Greek Test., in loco). No capítulo 4:1, Alford inclina-se a dar ao segundo
meta tauta o significado geral de "depois disto". Mas a
pressuposição é, que as palavras são usadas no fim do verso no mesmo
sentido que no início, isto é, "depois destas coisas". As palavras
implicam que o cumprimento das visões subseqüentes devem estar no
futuro, relativamente ao cumprimento da visão precedente, e não com
relação meramente ao tempo em que a visão foi recebida, que foi uma
questão de curso. [2] Apocalipse 3. Nâo é, como na Versão
Inglesa, "nenhum homem", mas oudeis. A Versão Revisada traduz
corretamente "ninguém". [3] O quinto selo relaciona-se com a grande
perseguição no fut uro, que, como observado, está dentro da septuagésima
semana. Os quatro primeiros selos relacionam-se com os eventos que
precedem no tempo o cumprimento do verso 15 do capítulo 24 de Mateus.
Compare os versos 6 e 7 desse capítulo com Apocalipse 6:1-8. [4] "O dia do SENHOR
vem, já está perto... O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue,
antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR." (Joel
2:1,31). "Eis que vem o dia do SENHOR..."
(Isaías 13:9-10). "E, logo depois da aflição
daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as
estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas."
(Mateus 24:29) "E haverá sinais no sol e na lua e
nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo
bramido do mar e das ondas." (Lucas 21:25).
"E o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como
sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a
figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte."
(Apocalipse 6:12-13) - compare com Joel 2:31. Concordo plenamente com a seguinte nota de Dean
Alford (Greek Test., Mateus 24:29): "Essas profecias devem ser
compreendidas literalmente e, de fato, sem essa compreensão
perderiam sua verdade e significado. Os sinais físicos acontecerão como
acompanhamentos e intensificação do terrível estado de coisas que a
descrição tipifica." Não que a lua realmente se transformará em sangue,
ou que as estrelas cairão. As palavras descrevem fenômenos que os
homens testemunharão e que encherão seus corações de terror. [5] As passagens que contêm as visões de
parêntesis estão marcadas por colchetes. [6] Pulo de propósito o Cap. 12 por causa das
excepcionais dificuldades que estão presentes em sua interpretação. "Qualquer coisa dentro de consideração razoável
para as analogias e simbolismo do texto parece melhor que a agora
comum interpretação histórica comumente recebida, com suas imaginações
e atribuições arbitrárias de palavras e figuras." (Alford, Greek
Test., Revelation 12:15-16). A única interpretação razoável que já vi é aquela que
considera o "filho homem que há de reger todas as nações com vara de
ferro", e que "foi arrebatado para Deus, e para o seu trono" como sendo
o Senhor Jesus Cristo, e a mulher como aquele povo de quem Cristo veio,
segundo a carne" (Romanos 9:5) Mas as objeções a isso são consideráveis.
Primeiro, os fatos históricos passados são assim introduzidos em uma
visão que se relaciona com o futuro. Não conheço qualquer outro exemplo
disso nas Escrituras. Segundo, os principais aspectos da visão após o
verso 5 não são explicados pelos fatos. Os comentários a seguir são oferecidos simplesmente
para ajudar a investigação e não como expressão de uma opinião formada
sobre o assunto. Os 1.260 dias durante os quais a mulher é perseguida é
precisamente o período da "grande tribulação". O verso 7 declara que
durante a fuga da mulher, Miguel, o arcanjo, lutará em defesa dela.
Daniel 12:1, referindo-se ao tempo do poder o Anticristo, diz: "Naquele
tempo se levantará Miguel ..." , etc., descrevendo a "grande
tribulação", que deverá continuar por 1.260 dias. Novamente, as Antigas Escrituras apontam claramente
para a carreira de um futuro Davi, um libertador dos judeus, que se
tornará seu líder terreal naquele tempo e reinará sobre eles em
Jerusalém depois disso. Veja, por exemplo, Ezequiel 22-25, sobre Davi, o
príncipe, que certamente não é Cristo, vendo que ele terá um palácio em
Jerusalém e uma herança definida na terra, e que, além do mais,
oferecerá ofertas queimadas, etc. (Ezequiel 45:17). Suponho que esse é o
grande conquistador militar de Isaías 43:1-.3. Não pode Apocalipse 12
referir-se a esse personagem, que será o vice-regente de Cristo na
terra, e que irá, na verdade, governar sobre todas as nações? [7] Isto é, assumindo que essa porção do livro
tem um aspecto profético. [8] Não afirmo que teremos chegado ao auge de
seu poder antes desta data. Pelo contrário, parece extremamente provável
que o tratado com os judeus será um dos passos pelos quai ele se elevará
ao posto que está destinado a ocupar, e que assim que atingir esse
objetivo, tirará a máscara e se declarará um perseguidor. Assim Irineu
ensinou e ele possivelmente repetiu aquilo que era o ensino tradicional
na época apostólica. [9] Ele não é nem o rei do norte nem o rei do
sul, pois ambos esses reis invadirão seu território (verso 40), isto é,
os poderes que então respectivamente dominarão a Síria e o Egito. [10] "O dia da batalha" (Zacarias 14:3). O
profeta acrescenta, "E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das
Oliveiras." Não posso imaginar como pode alguém supor que este será o
grande e final advento em glória como descrito em Mateus 24:30 e outras
Escrituras. A profecia (Zacarias 14) parece literal. Se o Anticristo
será o líder das nações, parece inconsistente com a afirmação que ele
estará neste tempo sentado no templo, como Deus, em Jerusalém; assim o
Anticristo de fora estaria cercando o Anticristo dentro da cidade. Mas
as dificuldades não anulam as revelações; o evento esclarecerá as
aparentes dificuldades." (Commentary, Fausset, in loco). É
inútil especular tal questão, mas presumo que a cidade terá se revoltado
contra o grande inimigo durante sua ausência na chefia dos exércitos do
império, e que ele, portanto, voltará para reconquistá-la. A história se
repete. Além disso, não há razão para acreditar que ele residirá em
Jerusalém, embora presumivelmente terá um palácio ali, e como parte de
uma cerimônia blasfema, se assentará entronizado no templo. Que
Jerusalém será capturada por um exército hostil naquele tempo parecerá
menos estranho se for lembrado primeiro que o verdadeiro povo de Deus
tem para esse tempo a advertência de deixar a cidade no início dessas
aflições (Mateus 24:15-16) e, em segundo lugar, que o livramento da
capital será o último ato no livramento de Judá (veja Zacarias 12:7). [11] "E, logo depois da
aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e
as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então
aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra
se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu,
com poder e grande glória." (Mateus 24:29-30) [12] kopsontai pasai ai phulai tas gas.
Compare Zacarias 12:12 (LXX), kopsetai ha ga kata phulas phulas. [13] Portanto, se o advento estará
sincronizado com esses eventos, qualquer um que estiver vivendo naquele
tempo poderá fixar a data dele, uma vez que a data inicial da tribulação
for conhecida; enquanto que o capítulo mostra claramente que um
intervalo seguirá após tudo tiver sido cumprido, longo o suficiente para
remover os meros professos, que, cansados de esperar, apostatarão
(Mateus 24:48), e para fazer adormecer até os verdadeiros discípulos em
um sono do qual o retorno do Senhor os despertará. (Ibidem, 25:5) [14] Mateus 24:42-51 e 25:1-13:
"Então o reino dos céus será semelhante a dez
virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo."
resumindo, "no período citado no fim do último capítulo, isto é, a vinda
no Senhor para seu reino pessoal" (Alford, Gr. Test., in loco)
Embora aplicável a toda época em que há um povo aguardando na Terra, a
parábola terá sua plena e especial aplicação nos últimos dias para
aqueles que estiverem olhando para a página completa da profecia
cumprida. Toda a passagem do Cap. 24:31 até 25:30 é um parêntesis,
relacionando-se especialmente com aquele tempo. Você está preparado espiritualmente? Sua família está
preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a
razão deste ministério,
fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar
estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado,
você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de
discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já
pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus
corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que
podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas. Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal,
mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus
compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a
alegria do espírito de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia. Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo
como Salvador, mas entendeu que Ele é real e que o Fim dos Tempos está
próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso
agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu
Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da
vida eterna em Seu Reino, como se já estivesse com Ele. Se quiser
saber como nascer de novo,
CLIC
AQUI AGORA!!! No entanto, se a dificuldade está nas doutrinas (de
homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico:
Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4. ...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra
vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver
estejais vós também. João 14:3 Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua
vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que
Jesus está às portas!!! Que Deus o abençoe. Clic Aqui para enviar esta Matéria para um amigo!
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