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"O que toda a Europa está procurando?" - As palavras
são de um artigo de primeira página do jornal The Times, a
respeito da recente descoberta da tumba de Agamenon. [1] "O que
toda a Europa está procurando? É o REI DOS HOMENS, o grande líder do
povo grego, aquele que comandou milhares de galés e a quem centenas de
milhares de homens se submeteram com o simples reconhecimento de suas
qualidades pessoais e obedeceram por dez longos anos... O homem que
puder desafiar por sua própria conta o escudo de Agamenon, agora
esperando pelo desafio, será o verdadeiro imperador do Oriente, e a
solução mais fácil para nossas atuais dificuldades." A realização desse sonho será o cumprimento da
profecia. Verdade é que os movimentos populares caracterizam a
época, e não o poder das mentes individuais. Esta é a época das
multidões. A democracia, não o despotismo, é o objetivo em direção ao
qual a civilização está caminhando. Mas a democracia, em seu pleno
desenvolvimento, é uma das vias mais certas para o despotismo. Primeiro,
a revolução; depois os plebiscitos; em seguida, o déspota. O César
freqüentemente deve seu cetro às massas. Além disso, um homem de
grandeza transcendente sempre deixa sua marca em sua época. E o
verdadeiro Rei dos Homens precisará ter uma combinação extraordinária de
grandes qualidades. Ele precisará ser um "erudito, um estadista, um
homem de resoluta coragem e irreprensível iniciativa*, cheio de
recursos, e pronto para olhar na cara de um rival ou de um adversário."
[2] A oportunidade também precisa estar sincronizada com seu
advento. Mas a voz da profecia é clara, que a HORA está vindo, e também
o HOMEM. Em conexão com esse sonho ou lenda do reaparecimento
de Agamenon, é notável que a linguagem da segunda visão de Daniel levou
alguns a fixarem a Grécia como o lugar de onde o Homem da profecia virá;
[3] e isso não deixa dúvida alguma que virá dos limites
territoriais do antigo império grego. Tendo predito a formação dos quatro reinos em que as
conquistas de Alexandre se dividiram após sua morte, o anjo Gabriel,
divinamente indicado para interpretar a visão, começou a falar dos
eventos que precisam ocorrer em dias por vir: "Mas, no fim do seu reinado,
quando acabarem os prevaricadores, se levantará um rei, feroz de
semblante, e será entendido em adivinhações. E se fortalecerá o seu
poder, mas não pela sua própria força; e destruirá maravilhosamente, e
prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o
povo santo. E pelo seu entendimento também fará prosperar o engano na
sua mão; e no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que
vivem em segurança; e se levantará contra o Príncipe dos príncipes,
mas sem mão será quebrado." [4] Na visão do Cap. 7, o último grande monarca dos
gentios é representado como um blasfemador e um perseguidor. "E
proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do
Altíssimo"; mas aqui ele é descrito também como sendo um general e um
diplomata. Tendo assim obtido um lugar reconhecido na profecia, ele é
referido na visão que segue como "o príncipe que há de vir" (Daniel
9:26) - um personagem bem conhecido, cujo advento já tinha sido predito;
e a menção dele na quarta e final visão de Daniel é tão explícita, que
devido à vital importância de definir a personalidade desse "rei", a
passagem é apresentada aqui por inteiro. "E este rei fará conforme a
sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e
contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero,
até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será
feito. E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao
amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se
engrandecerá. Mas em seu lugar honrará a um deus das forças; e a um
deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e
com pedras preciosas, e com coisas agradáveis. Com o auxílio de um
deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas; aos que o
reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e
repartirá a terra por preço. E, no fim do tempo, o rei do sul lutará
com ele, e o rei do norte se levantará contra ele com carros, e com
cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as
inundará, e passará. E entrará na terra gloriosa, e muitos países
cairão, mas da sua mão escaparão estes: Edom e Moabe, e os chefes dos
filhos de Amom. E estenderá a sua mão contra os países, e a terra do
Egito não escapará. E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e
de todas as coisas preciosas do Egito; e os líbios e os etíopes o
seguirão. Mas os rumores do oriente e do norte o espantarão; e sairá
com grande furor, para destruir e extirpar a muitos. E armará as
tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso;
mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra." [5]
O peso das profecias de Daniel é Judá e Jerusalém,
mas as visões apocalípticas do discípulo amado têm uma abrangência
maior. As mesmas cenas são algumas vezes apresentadas, mas são exibidas
em uma escala maior. Os mesmos atores aparecem, mas em relação a
interesses maiores e eventos de maior magnitude. Em Daniel, o Messias é
mencionado somente em relação ao povo terreal, e é na mesma conexão
também que o falso Messias entra em cena. No Apocalipse, o Cordeiro
aparece como o Salvador de uma multidão inumerável "de todas as nações,
e tribos, e povos, e línguas" (Apocalipse 7:9) e a besta é vista como o
perseguidor de todos os que invocam o nome de Cristo. Além disso, as
visões de João incluem um céu aberto, enquanto que as visões que foram
dadas a Daniel "das coisas que hão de acontecer" estão limitadas à
Terra. Tentar fixar o significado de cada detalhe dessas
visões é ignorar as lições a serem derivadas das profecias messiânicas
cumpridas no primeiro advento. [6] As antigas Escrituras
ensinaram os judeus piedosos a esperarem um Cristo pessoal - não um
sistema ou dinastia, mas uma pessoa. Além disso, elas lhes permitiam
conhecer de antemão os fatos principais do Sua vinda. Por exemplo, a
pergunta de Herodes "Onde haverá de nascer o Cristo?" admitia uma
resposta definitiva e certa, "Em Belém de Judéia" (Mateus 2:4;
confira Miquéias 5:2). Mas atribuir seu lugar e significado a cada
parte de uma visão misturada com sofrimentos e glória estava além da
capacidade até dos próprios profetas inspirados. (1 Pedro 1:10-12) Assim
também com as profecias a respeito do Anticristo. O caso é ainda mais
forte, pois enquanto "aqueles que aguardavam a redenção de Israel"
tiveram de ajuntar as profecias messiânicas das Escrituras que pareciam
ao leitor descuidado referenciar os sofrimentos dos antigos profetas
hebreus ou as glórias de seus reis, as predições do Anticristo são tão
distintas e definitivas como se as afirmações fossem históricas e não
proféticas. [7] Apesar disso, a tarefa do expositor está cercada por
reais dificuldades. Se o livro de Daniel pudesse ser lido sozinho
nenhuma questão surgiria. "O príncipe que há de vir" é ali apresentado
como o líder do império romano restaurado do futuro e um perseguidor dos
santos. Não há uma única afirmação acerca dele que apresente a menor
dificuldade. Mas algumas das afirmações de João parecem inconsistentes
com as profecias anteriores. De acordo com as visões de Daniel, a
soberania do Anticristo parece confinada aos dez reinos e sua careira
parece limitada à duração da septuagésima semana. Como então conciliar
isso com a afirmação de João que "deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e
língua, e nação"? [8] É crível, além do mais, que um homem
capacitado com poderes tão sobrenaturais e cumprindo um lugar tão
extraordinário nas profecias, estará restrito aos estreitos limites
territorias do Império Romano? Se esses pontos forem apresentados como objeções à
verdade das Escrituras é suficiente marcar que as profecias do Cristo
foram cercadas de dificuldades similares. Essas profecias são como as
peças separadas de um mosaico intrincado. Colocar cada peça em seu lugar
é uma tarefa difícil até para os gênios. Descobrir o projeto principal é
tudo o que podemos esperar; ou, se mais for exigido de nós, é suficiente
mostrar que nenhuma parte é inconsistente com o restante. E esses
resultados recompensarão o estudante das visões apocalípticas de João e
de Daniel, desde que ele faça uma abordagem livre e isenta das opiniões
que prevalecem a respeito da carreira do Anticristo. Essas visões não são uma história, mas um drama. Em
Apocalipse 12 vemos a mulher em trabalho de parto. No capítulo 21, ela
aparece em sua glória final. Os capítulos intermediários oferecem
rápidas visões dos eventos que ocorrerão no intervalo. É com os
capítulos 13 e 17 que temos especialmente de fazer conexão com o assunto
atual, e é claro que a última visão revela eventos que vêm primeiro na
ordem do tempo. A falsa igreja e a verdadeira são tipificadas sob
emblemas similares. Jerusalém, a noiva , tem sua correspondente em
Babilônia, a prostituta. No mesmo sentido em que a Nova Jerusalém é a
igreja judaica, assim da mesma forma Babilônia é a apostasia de Roma. A
cidade celestial é a mãe dos redimidos das épocas passadas (Gálatas
4:26) a cidade terreal é a mãe das prostitutas e das abominações da
Terra. (Apocalipse 17:5) As vítimas que pereceram nas perseguições da
Roma papal anticristã são estimadas em cinqüenta milhões de seres
humanos; mas até esse recorde chocante não será a medida de sua
condenação. O sangue dos "santos apóstolos e profetas" - os mortos
martirizados das épocas antes de o papado aparecer, e até mesmo dos
tempos pré-messiânicos, será requerido dela quando o dia da vingança
chegar. [9] Como é somente em seu aspecto judaico que a igreja é
expressamente simbolizada como a noiva, [10] assim também é em um
tempo quando isto, o relacionamento normal deles, tiver sido
reconquistado pelo povo da aliança, que a igreja apóstata da
cristandade, em pleno desenvolvimento de sua iniqüidade, aparece como
uma prostituta. [11] Além do mais, a visão indica claramente um
reavivamento marcado por influência dela. Ela é vista entronizada sobre
a besta de dez chifres, vestida em tons de realeza e adornada com ouro e
pedras preciosas. A infame grandeza da Roma papal em tempos passados
será superada pelo esplendor de suas glórias em dias tenebrosos ainda
por vir, quando, tendo atraído para si tudo o que usurpa o nome de
Cristo na Terra, [12] ela reivindicará como seu vassalo submisso
o último grande monarca do mundo gentílico. Com relação à duração desse período dos triunfos
finais de Roma, as Escrituras nada dizem, mas a crise que a traz a um
fim é claramente marcado. "Os dez chifres que
viste na besta são os que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e
nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo." [Apocalipse
17:16] Um ponto na descrição da besta feita pelo anjo em
relação à meretriz requer atenção especial. As sete cabeças têm um
simbolismo duplo. Quando vistas em conexão com a meretriz, são "sete
montes, sobre os quais a mulher está assentada", mas em sua relação
especial com a besta têm um significado diferente. O anjo acrescenta,
"são também sete reis", isto é, reinos, a palavra sendo usada "de acordo
com sua rígida importância profética, e à analogia daquela porção da
profecia que está aqui especialmente em vista." [13] Em Daniel 7, a besta é identificada com o Império
Romano. Em Apocalipse 13, ela também é identificada com o leão, o urso e
o leopardo, os três primeiros "reinos" na visão de Daniel. Mas aqui ela
é vista como herdeira e representante, não apenas desses, mas de todos
os grandes poderes mundiais que se colocaram em oposição a Deus e ao Seu
povo. As sete cabeças tipificam esses poderes. "Cinco já caíram, e um
existe". Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, tinham caído e Roma
mantinha então o cetro da soberania terreal, o sexto em sucessão aos
impérios já citados. [14] "E o outro ainda não é vindo." Aqui a
profecia está marcada pela mesma estranha "redução" já observada em cada
uma das visões de Daniel. Embora Roma tenha sido o sexto reino, o sétimo
é a confederação dos últimos dias, que levará ao "Príncipe que há de
vir". O príncipe vindouro, no desenvolvimento pleno e final de seu
poder, é chamado de oitavo, pertencendo assim aos sete. [15] A
importância dessas conclusões aparecerá em seguida. O assunto do Cap. 12 é o dragão, a mulher com dores
de parto, o nascimento do filho homem e seu arrebatamento para o céu; a
batalha no céu entre o arcanjo e o dragão (verso 7; compare
Daniel 12:1) o banimento do dragão na Terra; a perseguição dele à
mulher, e a fuga dela para o deserto, onde é sustentada por "um tempo, e
tempos, e metade de um tempo", ou 1.260 dias (versos 6, 14), (segunda
metade da septuagésima semana de Daniel). O capítulo termina com a
afirmação que, impedido ao tentar destruir a mulher, o dragão "foi fazer
guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de
Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo". O Cap. 13, cruzando as linhas
das visões de Daniel, representa o cumprimento do propósito do dragão
usando o homem da profecia, a quem ele energizará para esse objetivo.
Qualquer que seja o significado a ser atribuído ao nascimento e ao
arrebatamento do filho da mulher, não pode haver dúvida que o
"remanescente da sua semnete" obediente e fiel é a igreja judaica dos
últimos dias, os "santos do Altíssimo" que serão perseguidos, da
profecia de Daniel. A serpente, a mulher e o homem aparecem juntos nas
primeiras páginas das Escrituras, e reaparecem nas últimas. Mas quão
significativas e terríveis são essas mudanças! Não mais o sutil
tentador, Satanás agora é mostrado em toda a sua perversidade como o
feroz dragão, [16] que procura destruir a semente prometida da
mulher. E, em vez do humilde penitente do Eden, o homem aparece como uma
besta selvagem, [17] um monstro, tanto em poder quanto em
impiedade. A vítima da serpente tornou-se seu escravo voluntário e
aliado. Deus encontrou um homem para cumprir toda a Sua
vontadese a Ele deu Seu trono, com todo o poder no céu e na Terra. Isso
será então imitado por Satanás e o homem que há de vir receberá de
Satanás "o seu poder, e o seu trono, e grande poderio." [Apocalipse
13:2] O dragão e besta são vistos coroados com diademas reais.
[Apocalipse 12:3; 13:1) Uma vez, e somente uma vez novamente nas
Escrituras, o diadema é mencionado, e então é usado por Aquele cujo nome
é "Rei dos rei e Senhor dos senhores" (Apocalipse 19:12-16). É como
pretendentes ao Seu poder que a besta e o dragão o usam. A personalidade de Satanás e seu interesse pela raça
humana em toda a história, estão entre os mais certos embora mais
misteriosos fatos da revelação. A classificação popular da criação
inteligente em anjos, homens e demônios é enganosa. Os anjos
[18] que caíram estão "reservados na escuridão e em prisões eternas
até ao juízo daquel grande dia." [Judas 6] Os demônios são
freqüentemente mencionados nas narrativas dos evangelhos, e também têm
um lugar na doutrina das epístolas. Mas o Diabo, é um ser que, como o
arcanjo, parece, em seu próprio domínio, não tem um par. [19] Outro fato que requer observação aqui é o fascínio
que a adoração à serpente tem sobre a humanidade. Entre as nações do
mundo antigo raramente há algum sistema religioso em que ela não ocorra.
Na mitologia pagã raramente há um herói ou deus cuja história não esteja
de alguma forma conectada com uma serpente sagrada. "Em todo o lugar que
que o diabo reina, a serpente recebe uma peculiar veneração." [20] O verdadeiro significado disso depende de uma justa
apreciação da natureza da adoração aos ídolos. Pode ser questionado se a
idolatria.conforme popularmente compreendida prevaleceu exceto entre os
povos mais ignorantes e degradados. Nâo é o emblema que é adorado, mas
um poder ou ser que o emblema representa. Quando o apóstolo advertiu a
igreja de Corinto contra a participação em qualquer coisa dedicada a um
ídolo, foi cuidadoso em explicar que o ídolo em si mesmo nada é.
"As coisas que os gentios sacrificam, as
sacrificam aos demônios, e não a Deus." [1 Coríntios 10:20] Isso permitirá uma compreensão sobre o caráter da
predita adoração à serpente nos últimos dias. [21] A
mentira-mestre de Satanás será uma imitação da encarnação: ele
capacitará um homem que requererá adoração universal como sendo a
manifestação da divindade em forma humana. E não somente haverá um falso
Messias, mas outro indivíduo, igual em poderes milagrosos, porém tendo
como sua única missão obter para ele a homenagem da humanidade. O
mistério da divindade será assim parodiado pelo mistério da iniqüidade,
e o Pai, o Filho e o Espírito Santo terão seus correspondentes no
dragão, na besta e no falso profeta. [22] Um céu silencioso marca esta Época da Graça.
Ventanias, terremotos e fogo podem assombrar, porém, como nos dias do
antigo profeta hebreu, [23] Deus não está nestes, mas em uma voz
mansa e delicada, que fala de misericórdia e busca resgatar os homens
perdidos do poder das trevas e trazê-los para Si. Mas o silêncio que
indica que o trono de Deus é agora um trono de graça é usado como prova
que Deus é apenas um mito; e o truque favorito do blasfemador mais rude
é desafiar o Todo-Poderoso a declarar a Si mesmo por algum ato de
julgamento observável. Nos dias por vir, o desafio ímpio será tomado por
Satanás, e a morte tomará os homens que se recusarem a adorar a imagem
da besta. [24] O Anticristo será mais do que um profano e brutal
perseguidor como Antíoco Epifânio e alguns dos imperadores da Roma pagã;
mais do que um vulgar impostor, como Barcochab. [25] Milagres só
podem silenciar o ceticismo dos apóstatas e, no exercício de todos os
poderes delegados do dragão, a besta receberá a adoração de um mundo que
rejeitou a graça. "E adoraram-na todos os que
habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da
vida do Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo."
(Apocalipse 13:8) Se fosse possível, até os eleitos seriam enganados por
esses poderosos "sinais e prodígios" (Mateus 24:24), mas a fé, dada por
Deus, é uma certeza, pois é a única garantia contra a credulidade e a
superstição. Mas isto é no que ele se tornará no auge de sua
carreira. Em sua origem ele é descrito como "chifre pequeno" (Daniel
7:8) - como Alexandre da Macedônia, o rei de um reino pequeno.
Possivelmente ele será o líder de algum novo principado que surgirá com
o desmembramento final da Turquia; esse principado poderá estar situado
às margens do Eufrates, ou talvez na costa asiática do Mar Egeu. O nome
de Babilônia está estranhamente conectado com os eventos por vir, e
Pérgamo, o centro da adoração à serpente em suas formas mais vis, é o
único lugar na Terra que as Escrituras identificam como o trono de
Satanás. (Apocalipse 2:13) Das grandes mudanças políticas que precisam preceder
seu advento, as mais óbvias são a restauração dos judeus na Palestina e
a predita divisão do território romano. O primeiro desses eventos já foi
considerado em um capítulo anterior e, com relação ao último, há pouco a
dizer. A tentativa de enumerar os dez reinos do futuro envolveria um
investigação infrutífera. [26] A história se repete; e se houver
qualquer elemento de periodicidade nas doenças políticas pelas quais as
nações são afligidas, a Europa inevitavelmente passa por outra crise tal
como aquela que entenebreceu a última década do século dezoito. E se
outra revolução produzir outro Napoleão, é impossível prever em que
extensão os reinos poderão se tornar consolidados e as fronteiras
poderão ser modificadas. Além disso, ao prever o cumprimento dessas
profecias, estamos lidando com eventos que, embora possam ocorrer dentro
de uma geração, podem ainda ser retardados por séculos. Nossa parte não
é profetizar, mas somente interpretar; e podemos ficar descansados com a
certeza que quando as visões apocalípticas estiverem de fato cumpridas,
o cumprimento delas será claro, não meramente nas mentes educadas no
misticismo, mas para todos que são capazes de observar os fatos
públicos. Pode ser em desdobramentos graduais, de influências
até agora em operação; ou muito mais provavelmente como resultado de
alguma grande crise européia no futuro, essa confederação de nações
[27] será criada, e assim o cenário ficará preparado para o
aparecimento do ser terrível, o grande líder dos homens nos dias
agitados que encerrarão a era da supremacia dos gentios. Se quisermos compreender corretamente curso predito
da carreira do Anticristo, certos pontos conectados com ela precisam ser
claramente mantidos em vista. O primeiro é que até um certo ponto ele
será, a despeito de sua proeminência, nada mais que humano. E aqui
precisamos julgar o futuro pelo passado. Aos vinte e dois anos de idade,
Alexandre cruzou o Helesponto, como o príncipe de um pequeno estado
grego. Quatro anos mais tarde ele tinha fundado um império e dado uma
nova direção à história do mundo. Na carreira de Napoleão Bonaparte, a história moderna
permite um paralelo ainda mais impressionante e completo. Quando ele
ingressou na Escola Militar Francesa em Brienne, era um rapaz
desconhecido, sem as vantagens que a posição e a riqueza permitem. Tão
profundamente obscura era sua posição que, não somente sua admissão na
Escola foi graças à influência do governador da Córsega, mas os
caluniadores vieram a usar esse ato generoso de patrocínio para difamar
o nome de sua mãe. Se então tal homem, pela força gigantesca de suas
qualidades pessoais, combinada com o acidente das circunstâncias
favoráveis, conseguiu obter o lugar que a história atribuiu a ele, o
fato permite a mais ampla resposta a toda objeção que possa ser
levantada com relação à credibilidade da carreira predita do homem da
profecia. Também não adiantará dizer que os últimos cinqüenta
anos desenvolveram tanto a atividade mental dos povos civilizados e
produziram um espírito de independência que a sugestão de uma carreira
como a de Napoleão ser repetida em dias por vir envolve um anacronismo.
"Á medida que o padrão geral de cultura é elevado, e os homens se tornam
mais iguais uns com os outros, o poder ordinário do gênio é diminuído,
mas seu poder extraordinário é aumentado, seu alcance é aprofundado, seu
controle é tornado mais firme. À medida que os homens se tornam mais
familiarizados com as realizações e o exercício do talento, aprendem a
desprezar e desconsiderar seus exemplos diários, e a serem mais
independentes dos meros homens de habilidades; mas eles somente se
tornam mais completamente no poder de intelecto gigante, e os escravos
do talento proeminente e inalcançável." [28] Pela força bruta do gênio transcendente o homem da
profecia conquistará uma posição de indisputada preeminência no mundo;
mas para compreendermos os fatos de sua carreira posterior,
considerações de um tipo totalmente diferentes precisam ser levadas em
conta. Uma estranha crise marca o curso dele. A princípio o patrono da
religião, um verdadeiro "filho mais velho da igreja", ele se torna um
perseguidor inplacável e profano. A princípio não mais do que um rei dos
homens, recebendo a fidelidade da terra romana, ele após isso reivindica
ser divino e exige a adoração da cristandade. E vimos como essa extraordinária mudança em sua
carreira toma lugar naquela época de tremenda importância na história do
futuro, o início dos 1.260 dias da segunda metade da septuagésima semana
de Daniel. É quando aquele misterioso evento ocorre, descrito como
"guerra nos céus" entre o arcanjo e o dragão. Como resultado desse
impressionante combate, Satanás e seus anjos serão lançados na Terra, e
o revelador adverte a humanidade porque o Diabo veio até seu meio, "e
tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo." (Apocalipse 12:7,12) O próximo fato na visão é a ascensão da besta de dez
chifres (Apocalipse 13:1) Esse não é o evento descrito em Daniel 7. A
besta, sem dúvida, é a mesma em Daniel e no Apocalipse, e representa o
último grande império na Terra; mas no Apocalipse ela aparece em um
estágio posterior de seu desenvolvimento. Três períodos de sua história
são marcados em Daniel. No primeiro ela tem dez chifres. No
segundo ela tem onze, porque o pequeno chifre surge entre
os dez. No terceiro, ela tem oito, porque o décimo primeiro
cresceu em poder, e três dos dez foram arrancadas por ele. Até esse
ponto a visão de Daniel representa a besta meramente como o "quarto
reino na Terra, o império romano restaurado nos tempos futuros, e aqui a
visão se afasta da história da besta para descrever a ação do chifre
pequeno como o blasfemador e perseguidor. [29] É neste momento que o Cap. 13 de Apocalipse inicia.
Os três primeiros estágios da história do império são passados, e um
quarto se desenvolveu. Ele não é mais uma confederação de nações unidas
por tratado, com um Napoleão se levantando no meio delas e lutando pela
supremacia; mas uma confederação de reis que são os tenentes de um
grande Kaiser, um homem cuja grandeza trascendente conquistou para si
uma proeminência indisputável. Esse é o homem a quem o dragão escolherá
para lhe dar seu terrível poder na Terra em dias por vir. A partir da
hora em que ele se vender a Satanás, será capacitado por ele de tal
forma que todo o poder, sinais e prodígios caracterizarão seu curso dali
para a frente. [30] Há o perigo que para não tratarmos essas visões como
se fossem enigmas a serem solucionados, nos esqueçamos quão terríveis
são os eventos sobre os quais elas falam, e quão tremendas as forças que
estarão em exercício no tempo de seu cumprimento. Durante esta Época da
Graça, o poder de Satanás na Terra está tão restringido que os homens
até se esquecem que ele existe. Esse, de fato, será o segredo de seus
futuros triunfos. Para ver quão terrível deve ser o poder do dragão,
observe a tentação de nosso Senhor! Está escrito:
"E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo
todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este
poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem
quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu." (Lucas 4:5-7) É esse mesmo ser terrível que dará à besta seu trono,
seu poder e grande poderio. (Apocalipse 13:2) - tudo o que Cristo
recusou nos dias de sua humilhação. A mente que percebe esse fato
estupendo não será lenta em aceitar o que segue: "E foi-lhe permitido fazer
guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo,
e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra,
esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que
foi morto desde a fundação do mundo." (Apocalipse 13:7,8) Dos eventos que após isso acontecerão na Terra,
convém falar com profunda solenidade e reserva. O fenômeno das súbitas e
absolutas trevas é inconcebivelmente terrível, até mesmo quando
procurado com total inteligência das causas que as produziram. [31]
Quão indizíveis então serão seus efeitos terríveis, se não esperadas,
não explicadas, e prolongadas elas forem por vários dias. E tal será o
sinal que as Sagradas Escrituras declaram marcará o advento do último
grande tormento na Terra. [32] Os sinais e maravilhas do poder
satânico ainda receberão a adoração da humanidade, enquanto os trovôes
de um céu não mais silencioso rugirão sobre o povo apóstata. Então será
o tempo das "sete últimas pragas, porque nelas é consumada a ira de
Deus" - o tempo quando as taças da ira de Deus serão derramadas sobre a
Terra. (Apócalipse 15:1, 16:1) Se nos dias da graça a altura e
profundidade da misericórdia e da longanimidade de Deus transcedem todas
os pensamentos humanos, Sua ira não será menos divina. "O dia da
vingança do nosso Deus", "O grande e terrível dia do SENHOR" - tais são
os termos usados para descrever esse tempo de horror sem igual. Entretanto, nas trevas da meia-noite da apostasia
final, a longanimidade de Deus servirá apenas para cegar e endurecer, a
misericórdia dará as boas vindas à chegada do dia terrível da vingança,
por que a bênção estará depois dele. Outro dia ainda haverá. A história
da Terra, conforme apresentada nas Escrituras, alcança uma época
sabática de bênçãos e de paz, uma era quando o céu governará a Terra,
quando "o SENHOR se alegrará nas suas obras" (Salmos 104:31) e provará
ser o Deus de todas as criaturas que criou. (Salmos 145:9-16) Depois, o véu é levantado e uma breve visão é
concedida de uma gloriosa eternidade além, quando todos os vestígios do
pecado terão sido removidos para sempre, quando os céus se unirão com a
Terra e o "tabernáclo de Deus" - o lugar de habitação do Todo-poderoso -
estará entre os homens, "pois com eles habitará, e
eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu
Deus." [33] Foi uma calamidade para a igreja de Deus que a luz da
profecia tenha se tornado dimimuída em infrutíferas controvérsias e o
estudo dessas visões, que foram dadas por Deus com o propósito de
advertir, de guiar e de alegrar seus santos nos dias maus, foi
desprezado como profundamente inúteis. Elas estão repletas de promessas
que Deus planejou para fortalecer a fé de Seu povo e despertar o zelo
deles, e uma bênção especial repousa sobre aqueles que as lêem, ouvem e
guardam. (Apocalipse 1:3) Um dos aspectos mais esperançosos da hora
presente é o crescente interesse que as profecias despertam em toda a
parte; e se estas páginas servirem para aprofundar ou direcionar o
entusiasmo de apenas alguns poucos no estudo de um tema que é
inesgotável, o trabalho que deram estará abundamentemente recompensado. [1] The Times, segunda-feira, 18 de dezembro de 1876. [2] The Times, 18 de dezembro de 1876. [3] Que o Anticristo surgirá da parte oriental
do Império Romano e daquela parte do oriente que caiu sob o domínio dos
sucessores de Alexandre, é tornado inquestionável por este capítulo.
Mas, vendo que no Cap. 11 ele é mencionado em conflito com o rei do
norte (isto é, o rei da Síria) e também com o rei do sul (isto é, o rei
do Egito), é claro que ele não virá nem do Egito nem da Síria. Ele
precisa, portanto, vir da Grécia ou dos distritos imediatamente
contíguos à Constantinopla. É verdade que se ele se levantar do último,
ou na verdade de qualquer um dos quatro, seria considerado grego em sua
origem, porque todos os quatro foram divisões do império grego; mas
parece muito mais provável que a própria Grécia será o lugar de seu
aparecimento. Ele é descrito crescendo em direção ao sul, e para o
oriente, e para a terra formosa; isto é, em direção ao Egito, à Síria e
à Palestina - uma descrição que geograficamente favoreceria a posição de
alguém que supostamente está na Grécia. "Além disso, um 'chifre pequeno' (um emblema não
daquilo que ele é como indivíduo, mas daquilo que é como monarca) é um
símbolo que se encaixa bem com aquele que surge de um dos pequenos e
numerosos principados que existiram na Grécia, e tem ainda sua memória
no trono dos soberanos de Montenegro." - Newton, Ten Kingdoms, pg 193. [4] Daniel 8:23-25. Toda a passagem é citada. [5] Daniel 11:36-45; 12:1. Estou inclinado a
acreditar que toda a passagem do verso 5 de Daniel 11 receberá um
cumprimento futuro, e não tenho dúvida disso com relação à passagem que
inicia no verso 21. Veja especialmente o verso 31. Mas a futura
aplicação da porção citada no texto é inquestionável. Embora o capítulo
em parte refira-se a Antíoco Epifânio, "existem características que não
têm correspondência em Antíoco, e que estão até mesmo em total
contradição com o caráter de Antíoco, mas que reaparecem no relato do
apóstolo Paulo a respeito do Anticristo que virá." Cito aqui o Dr. Pusey.
Ele acrescenta (Daniel, pg 93): "A imagem do Anticristo no Velho
Testamento se dilui nas características do próprio Anticristo... Uma
característica somente do caráter anti-religioso do Anticristo também
foi verdadeiro com relação a Antíoco; "Falará
coisas maravilhosas contra o Deus dos deuses." A blasfêmia contra
Deus é um aspecto essencial de qualquer poder ou indivíduo que se opõe a
Deus. Esse aspecto existiu tanto em Voltaire quanto em Antíoco ... As
características desse rei infiel são: (1) Auto-exaltação acima de todos
os deuses - "Engrandecer-se-á sobre todo deus". (2) Desprezo por todas
as religiões; (3) Blasfêmia contra o verdadeiro Deus; (4) Apostasia do
Deus de seus pais; (5) Desconsiderar o desejo das mulheres; (6) Honrar
um deus que seus pais não conheceram. De todas essas seis
características, somente uma, no mínimo, combina com Antíoco". Toda a
passagem é valiosa e os argumentos conclusivos. Um comentário na página
96 sugere que o Dr. Pusey identifica esse rei com a segunda besta de
Apocalipse 13 e essa opinião é compartilhada por outros com base em que
uma besta na profecia tipifica o poder de um rei. Isto é geralmente
verdade, mas a segunda besta de Apocalipse 13 é expressamente chamada de
"falso profeta" em Apocalipse 19:20 e a passagem prova que ela está
imediatamente conectada com a primeira besta, e não afirma uma posição
independente dela. As dificuldades em supor que a segunda besta será um
rei são insuperáveis. [6] Um comentário similar aplica-se à recusa
de reconhecer os principais contornos do caráter e história do
Anticristo. A profecia cumprida é nosso único guia seguro para estudar o
que ainda não se cumpriu. [7] O cético religioso pode se recusar a
aceitar o cumprimento literal delas, e o cético profano, ao rejeitar as
imaginosas interpretações dos religiosos, pode desprezar as profecias
como sendo inacreditáveis, mas isso é somente uma prova adicional que a
definição delas é pronunciada demais para admitir a meia-fé colocada nas
outras profecias. [8] Apocalipse 13:7,8. Na melhor leitura do
verso 7, as mesmas quatro palavras ocorrem como em 7:9, "nações, tribos,
povos e línguas." [9] Apocalipse 18:20. Assim também em 17:6, os
santos (aqueles que foram mortos nos tempos do Velho Testamento)
estão distingüidos dos mártires de Jesus. Lucas 11:50,51 apresenta o
princípio dos julgamentos de Deus. [10] Na Escritura a igreja desta dispensação é
simbolizada como o corpo de Cristo, nunca como a noiva. A partir da
conclusão do ministério de João Batista, a noiva nunca é mencionada até
que apareça em Apocalipse (João 3:29, Apocalipse 21:2,9). A força do
"assim também" em Efésios 5:33 depende do fato que a igreja é o corpo,
não a noiva. O relacionamento terreal é reajustado por um padrão
celestial. Marido e mulher não são um corpo, mas Cristo e Sua igreja são
um corpo, portanto um homem deve amar sua mulher "como a si mesmo." [11] Isto, acredito, é o elemento de verdade
na visão de Auberlen e outros, que a mulher no Cap. 17 é a mulher no
Cap. 12, "Como se fez prostituta a cidade fiel!" (Isaías 1:21) [12] "Inclino-me a pensar que o julgamento
(Cap. 18:2) e a fornicação espiritual (Cap. 18:3), embora encontrando
sua culminação em Roma, não estão restritos a ela, mas compõe toda a
igreja apóstata, romana, grega, e até mesmo a protestante, que foi
seduzida de seu primeiro amor a Cristo, e se entregou às pompas e aos
ídolos do mundo. " Rev. A. R. Fausset, Commentary. [13] Alford, Greek Test. in loco, Compare Daniel
7:17-23. [14] Exatamente como a menção dos dez chifres
sobre a besta fez com que homens tentassem descobrir no passado uma
divisão em dez partes do território romano, assim também essas sete
cabeças sugerem a idéia de sete formas sucessivas de governo no Império
Romano. Nenhum desses conceitos seria conhecido, se não fosse pela
profecia da qual eles são considerados o cumprimento. O segundo, embora
não tão visionário quanto o primeiro, está aberto para a objeção
especial que a palavra pipto indica uma queda violenta, como a
catástrofe da antiga Babilônia, ou a da Babilônia em Apocalipse 18:2. É
totamente inadequado expressar essas mudanças como se marcassem o
governo da antiga Roma. [15] Apocalipse 17:10 diz expressamente que a
duração da septuagésima semana será breve. O comentário de Dean Alford
sobre isso não é marcado por sua usual honestidade. As palavras no verso
11 são ek ton hepta, mas isso não pode significar meramente que a
besta será o "sucessor e o resultado dos sete" (Alford), porque o verso
11 limita toda a sucessão a sete. Por causa de sua terrível proeminência
ele é descrito como o oitavo, mas na realidade ele é o supremo liíder
dos sete. [16] drakon purrhos megas, Apocalipse
12:3. "Ele é purrhos talvez, em razão das propriedades combinadas do
fogo com a vemelhidão do sangue" (Alford, Greek Test). Compare o
verso 9: "E foi precipitado o grande dragão, a
antiga serpente, chamada Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo."
O dragão, tanto das Escrituras quanto das mitologias pagãs, é uma
serpente, e ambos se referem a Satanás. Ele é descrito por Homero como
de enorme tamanho, enrolado como uma serpente, de cor vermelho-escuro,
como o sangue, e com muitas cabeças. "Ele parece usar as palavras drakon
e ophis indiferentemente para uma serpente". (Liddell e Scott). [17] O tharion, ou besta selvagem do
Apocalipse 8, etc. não deve ser confundido com o dzoon ou ser
vivente do Cap. 4, que lamentavelmente foi traduzido como besta
em algumas versões. [18] Isto é, os seres que antes da sua queda
eram anjos de Deus. A palavra anjo em seu sentido secundário significa
nada mais que um mensageiro ou atendente, e Satanás tem seus anjos
(Apocalipse 12:7). A palavra é usada com relação aos discípulos de João
Batista, em Lucas 7:24. [19] Nossos tradutores usaram a palavra
diabo como um termo genérico para seres caídos, que não o homem, mas
a palavra a partir da qual ela é derivada não tem esse escopo no grego.
Um diabolos é um difamador, e a palavra também é usada em 1
Timóteo 3:11; 2 Timóteo 3:3; Tito 2:3. Mas o diabolos é Satanás,
para quem unicamente o termo é usado no Novo Testamento, exceto em João
6:70, onde é aplicado a Judas Iscariotes. A palavra daimonion, que
ocorre cinqüenta e duas vezes nos evangelhos, e sete vezes no restante
do Novo Testamento, é invariavelmente traduzida como diabo, exceto em
Atos 17:18 (deuses). No grego clássico ela significa geralmente a
divindade, especialmente um deus inferior e, no Novo Testamnto, um
espírito maligno, um demônio. A referência final de Ezequiel 28 parecer ser a
Satanás, e na passagem que inicia, "Estiveste no Éden, jardim de Deus"
ele está com apóstrofe, como "o querubim ungido" (verso 14). Os
querubins parecem ter uma relação especial com a raça humana e com o
mundo, daí sua conexão com o tabernáculo. Teria a Terra sido no passado
o domínio deles? Teria Satanás sido em querubim? Teria ele reconhecido
em Adão uma criatura destinada a sucedê-lo na cena de sua glória e em
sua queda? [20] Bp. Stillingfleet; citado em Encyc.
Metro. artigo sobre "Adoração à Serpente". Em Ancient Mythology,
de Bryant, há um capítulo sobre Ofidiolatria (vol. 2, pg 197, terceira
edição, veja também pg 458) que confirma as afirmações gerais do texto. [21] "E toda a terra se
maravilhou após a besta. E adodaram o dragão que deu à besta o seu
poder; e adoraram a besta, dizendo: Que é semelhante à besta? Quem
poderá batalhar contra ela?" (Apocalipse 13:3,4) [22] A besta que se parece como carneiro de
Apocalipse 13:11 é chamada de Falso Profeta em Apocalipse 19:20. A
linguagem de 13:3,12 sugere que haverá uma ímpia imitação da
ressurreição de nosso Senhor. [23] "E eis que passava
o SENHOR, como também um grande e forte vento que fendia os montes e
quebrava as penhas diante do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento;
e depois do vento um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto;
e depois do terremoto um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo;
e depois do fogo uma voz mansa e delicada." (1 Reis 19:11-12) [24] Nas perseguições na Roma pagã, a morte
era freqüentemente a pena para quem se recusasse a adorar a imagem de
César; mas Apocalipse 13:15 aponta claramente para alguma morte
misteriosa que resultará na presença da imagem do futuro César. O mesmo
poder que permitirá ao Falso Profeta dar vida à imagem, destruirá a vida
daqueles que se recusarem a adorá-la. [25] Em uma das horas mais tenebrosas de sua
história, quando a perseguição continuada dos judeus ameaçou a raça com
total extinção, Barcochab proclamou-se o Messias, e liderou o povo em
uma revolta contra os romanos, que terminou em uma carnificina horrível
e até então sem precedentes (anos 130-132). O homem parece ter sido um
vil impostor que enganava o povo com truques, como soltar fogo pela
boca; porém alcançou uma tal eminência e trouxe desastres tão terríveis
que alguns procuraram encontrar em sua carreira o cumprimento das
profecias do Anticristo. [26] Veja a nota D no Apêndice 2. [27] Digo nações, não reinos, pois
embora eles serão no fim reinos; isto é, estarão sob um governo
monárquico, antes do advento do Kaiser talvez esse não seja o caso. Que
essa divisão do território romano ocorrerá antes do seu aparecimento é
expressamente dito; mas se um ano, uma década, ou um século antes, não
somos informados. [28] Alford, Greek Test., Proleg. 2
Tessalonicenses, item 36. [29] A passagem (Daniel 7:2-14) é citada na
íntegra. A distinção acima observou claramente a aparente inconsistência
entre as visões de Daniel e o Apocalipse aludido. [30] ho anomos... ou estin ha parousia kat
energeian tou Satana en pasa dunemei, kai sameiois, kai tepasi pseudos.
(2 Tessalonicenses 2:8,9) [31] O Astrônomo Real (Sir G. B. Airy) usou
estas palavras em uma conferência realizada na Instituição Real em 4 de
julho de 1853, a respeito dos eclipses solares totais de 1842 e 1851: "O
fenômeno, na verdade, é um dos mais terríveis que o homem pode
testemunhar, e nenhum grau de eclipses parciais dão qualquer idéia de
seu horror." [32] "O sol se
converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e
terrível dia do SENHOR." (Joel 2:31) [33] Apocalipse 21:3. A ordem desses eventos é
observada. Você está preparado espiritualmente? Sua família está
preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a
razão deste ministério,
fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar
estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado,
você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de
discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já
pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus
corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que
podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas. Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal,
mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus
compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a
alegria do espírito de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia. Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo
como Salvador, mas entendeu que Ele é real e que o Fim dos Tempos está
próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso
agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu
Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da
vida eterna em Seu Reino, como se já estivesse com Ele. Se quiser
saber como nascer de novo,
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homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico:
Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4. ...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra
vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver
estejais vós também. João 14:3 Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua
vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que
Jesus está às portas!!! Que Deus o abençoe. Clic Aqui para enviar esta Matéria para um amigo!
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