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Em nosso idioma pode parecer pedante falar em
"semanas" de um modo diferente da acepção familiar do termo. No entanto,
para o judeu, isso é bem diferente. O efeito de suas leis "torna a
palavra semana capaz de significar um período de sete anos quase tão
naturalmente quanto de sete dias. A generalidade da palavra teria esse
efeito de qualquer forma. Assim, seu uso para indicar o último
significado na profecia não é meramente um simbolismo arbitrário, mas o
uso de uma linguagem familiar e facilmente compreendida." [1] A oração de Daniel referencia os setenta anos já
cumpridos: a profecia que veio em resposta à oração predisse um período
de sete vezes setenta ainda por vir. Mas aqui surge uma questão que
nunca recebeu observação suficiente na consideração deste assunto.
Ninguém duvidará que a era é um período de anos; mas de que tipo de ano
ela é formada? Que o ano judaico era lunissolar parece ser razoavelmente
certo. Se podemos confiar na tradição, Abraão preservou em sua família o
ano de 360 dias, que ele tinha conhecido em seu lar caldeu. [2]
As datas dos meses do dilúvio (150 dias são especificados como o
intervalo entre o sétimo dia do segundo mês e o mesmo dia do sétimo mês)
parecem mostrar que essa forma de ano foi a primeira conhecida pela
humanidade. Sir Isaac Newton diz que, "Todas as nações, antes da duração
exata do ano solar ser conhecida, reconheciam os meses pelo curso da
lua, e os anos pelo retorno do inverno e do verão, da primavera e do
outono; e, ao criarem calendários para seus festivais, consideravam
trinta dias para um mês lunar, e doze meses lunares para um ano, tomando
os números redondos mais próximos; daí veio a divisão da eclíptica em
360 graus." Adotando essa afirmação, Sir. G. C. Lewis diz que "todo o
testemunho crível e todas as probabilidades antecedentes levam ao
resultado que um ano solar contendo doze meses lunares, determinados
dentro de certos limites de erro, foi em geral reconhecido pelas nações
próximas ao Mediterrâneo, desde uma antigüidade remota." [3] Entretanto, considerações desse tipo não vão além de
provar o quão legítima e importante é a questão aqui proposta. A
investigação permanece se existe qualquer base para reverter a suposição
em favor do ano civil comum. Agora, a era profética é claramente sete
vezes setenta anos das "desolações" que estavam diante da mente de
Daniel quando a profecia foi dada. É possível então se certificar do
caráter dos anos dessa era menor? Uma das ordenanças características da lei judaica era
que em todo sétimo ano a terra deveria repousar, e foi em relação à
negligência a essa ordenança que a era das desolações foi decretada. Ela
deveria durar "até que a terra se agradasse de
seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta
anos se cumpriram." [2 Crônicas 36:21; confira Levítico
26:34-35]. O elemento essencial no julgamento foi, não uma cidade em
ruínas, mas uma terra tornada desolada pelo terrível castigo da invasão
hostil [compare Jeremias 27:13; Ageu 2:17] os efeitos da qual foram
perpetuados pela fome e pela peste, as provas contínuas da insatisfação
divina. É óbvio, portanto, que a verdadeira data de início do
julgamento não é, como tem sido geralmente assumido, a captura de
Jerusalém, mas a invasão da Judéia. Desde o tempo em que o exército
babilônio entrou no país, todas as atividades agrícolas foram suspensas
e, portanto, o início das desolações pode ser considerado a partir do
dia em que a capital foi sitiada, isto é, o dia dez do mês dez, no ano
nono do reinado de Zedequias. Esse foi o início do período, conforme
revelado a Ezequiel, o profeta exilado junto às margens do Eufrates
[Ezequiel 24:1-2] e por vinte e quatro séculos esse dia tem sido
observado com um jejum pelos judeus de toda a parte. O encerramento da era é indicado na Escritura com
igual definição, como o "vigésimo quarto dia do mês nono, no segundo ano
de Dario" [4] "Considerai, pois, vos rogo,
desde este dia em diante; desde o vigésimo quarto dia do mês nono, desde
do dia em que se fundou o templo do SENHOR, considerai estas coisas...
mas desde este dia vos abençoarei." Agora, a partir do
décimo dia de tébete de 589 AC [5] ao vigésimo quarto dia de
quislev de 520 AC, [6] há um período de 25.202 dias; e setenta
anos de 360 dias contêm exatamente 25.200 dias. Portanto, podemos
concluir que a era das "desolações" foi um período de setenta anos de
360 dias, iniciando no dia seguinte ao cerco de Jerusalém pelo exército
babilônio e terminando no dia anterior ao lançamento dos alicerces do
segundo tempo. [7] Mas essa investigação pode ser levada ainda mais
longe. Como a era das "desolações" foi fixada em setenta anos, por causa
da negligência em cumprir os anos sabáticos [2 Crônicas 36:21; Levítico
26:34-35], podemos esperar encontrar que um período de sete vezes
setenta, contados para trás, desde o encerramento dos setenta anos da
"indignação contra Judá" nos levará ao tempo em que Israel entrou em
seus plenos privilégios como nação e, assim, incorreu em suas plenas
responsabilidades. Após investigação, esse fato pode ser verificado.
Desde o ano seguinte à dedicação do templo de Salomão, até o ano
anterior ao lançamento do alicerce do segundo templo, há um período de
490 anos de 360 dias cada. [8] Entretanto, precisa ser admitido que nenhum argumento
baseado em cálculos desse tipo é definitivo. [9] A única data que
garantiria nossa aceitação sem reservas que o ano profético consiste de
360 dias, seria encontrar alguma porção da era subdividida nos dias em
que ela é composta. Nenhuma outra prova pode ser totalmente
satisfatória, mas se ela for vindoura, precisa ser absoluta e
conclusiva. E é isso precisamente o que o livro do Apocalipse nos
oferece. Como já observado, a era profética está dividida em
dois períodos, um de 7+62 semanas, e outro de uma única semana. [10]
Conectados com essas eras, dois "príncipes" são proeminentemente
mencionados; primeiro, o Messias e, segundo, o príncipe de um povo que
destruirá Jerusalém - um personagem de tal proeminência, que em sua
vinda sua identidade será tão certa quanto a do próprio Cristo. A
primeira era encerra-se com o Messias sendo "cortado"; a data inicial da
segunda era é a assinatura de uma "aliança", ou tratado, por esse
segundo "príncipe", com o apoio de muitos, [11] que é a nação
judaica, exceto, provavelmente, uma fração de pessoas piedosas que
permanecerá distante e alheia. Na metade da semana de anos o tratado
será violado pela supressão da religião dos judeus, e um tempo de
perseguição terá início. A visão de Daniel dos quatro animais permite um
impressionante comentário sobre isso. A identidade do quarto animal com
o Império Romano não é duvidosa, e lemos que um "rei" surgirá, conectado
territorialmente com esse império, mas pertencendo historicamente a um
tempo posterior; ele será o perseguidor dos "santos dos Altíssimo" e sua
queda será seguida imediatamente pelo cumprimento das bênçãos divinas
sobre o povo escolhido - o evento preciso que marca o encerramento das
"setenta semanas". A duração dessa perseguição, além disso, é declarada
como "um tempo, e tempos, e a metade de um tempo" - uma expressão
mística, o significado da qual poderia ser duvidoso, se não fosse usada
novamente na Escritura como sinônimo de três anos e meio, ou metade de
uma semana profética. [Apocalipse 12:6,14] Agora não pode haver dúvidas
da identidade do rei de Daniel 7:25 com a primeira "besta" do capítulo
13 de Apocalipse. No Apocalipse, ele é comparado a um leopardo, um urso
e um leão - as figuras usadas para os três primeiros animais na visão de
Daniel. Em Daniel existem dez reinos, representados pelos dez chifres.
Assim também no Apocalipse. De acordo com Daniel,
"ele proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do
Altíssimo"; de acordo com o Apocalipse
"foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias"
e "foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e
vencê-los." De acordo com Daniel, "eles
serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um
tempo"; de acordo com o Apocalipse, "deu-se-lhe
poder para agir por quarenta e dois meses." Não é impossível, é claro, que a profecia possa
prever a carreira de dois homens diferentes, correspondendo à mesma
descrição, que buscarão seguir um curso similar em circunstâncias
similares por um período de tempo similar de três anos e meio, mas a
suposição mais natural e óbvia é que os dois são idênticos. Devido à
própria natureza do assunto, a identidade deles não pode ser logicamente
demonstrada, mas repousa precisamente no mesmo tipo de prova sobre a
qual os jurados em um tribunal condenam os homens de crimes, e os
prisioneiros condenados são punidos. Agora, essa septuagésima semana é admitidamente um
período de sete anos, e metade desse período é descrito três vezes como
"um tempo, e tempos e a metade de um tempo"
[Daniel 7:25; 12:7; Apocalipse 12:14] duas vezes como quarenta e dois
meses; [Apocalipse 11:2; 13:5] e duas vezes como 1.260 dias. [Apocalipse
11:3; 12:6] Mas 1.260 dias são exatamente iguais a quarenta e dois meses
de trinta dias, ou três anos e meio de 360 dias, enquanto que três anos
e meio no calendário juliano contêm 1.278 dias. Segue-se, portanto, que
o ano profético não está baseado no calendário juliano, mas no antigo
ano de 360 dias. [12] [1] Smith's Bibl. Dict. III, 1726, "Week".
Filósofos gregos e latinos também conheceram "semanas de anos" - Pusey,
Daniel, pg 167. [2] Encyc. Brit (sexta edição), título
"Chronology". Veja também Smith's Bib. Dict., título "Chronology",
pg 314. [3] Astronomy of the Ancient, cap. 1 e
7. Não tiveram os cento e oitenta dias da grande festa de Xerxes a
intenção de serem equivalentes a seis meses? [Ester 1:4] [4] Ageu 2:10,15-19. Os livros de Ageu e
Zacarias dão por completo as palavras proféticas que a narrativa de
Esdras [Esdras 4:24; 5:1-5] menciona como a sanção e incentivo para os
judeus retornarem ao trabalho de construir o templo. [5] O nono ano de Zedequias, Veja o Apêndice 1, post. [6] O segundo ano de Dario Hispastes. [7] A data da lua nova pascal, pelo qual o ano
judaico é regulado, foi a noite de 14 de março de 589 AC, e
aproximadamente meio-dia de 1 de abril de 520 AC. De acordo com as fases
de 1 de nisã no ano anterior foi provavelmente o dia 15 ou 16 de março,
e o último o dia 1 ou 2 de abril. [8] O templo foi dedicado no décimo primeiro
ano de Salomão, e o segundo templo foi fundado em 520 AC. O período
intermediário considerado exclusivamente foi de 483 anos = 490 anos
lunissolares de 360 dias. Vale a pena observar que o intervalo entre a
dedicação do templo de Salomão e a dedicação do segundo templo (515 AC)
foi de 490 anos. Um período similar transcorreu entre a entrada em Canaã
e a fundação do reino sob Saul. Esses ciclos de setenta anos, e
múltiplos de setenta, na história dos hebreus é impressionante e
interessante. Veja o Apêndice 1. [9] Embora seja evidentemente confirmado pelo
fato seguro que o ano sabático judaico era contíguo, não com o ano
solar, mas com o eclesiástico. [10] A divisão das 69 semanas em 7+62 é
explicada pelo fato que os primeiros 49 anos, durante os quais a
restauração de Jerusalém foi completada, terminaram com uma grande crise
na história judaica, o fechamento do testemunho profético. Quarenta e
nove anos a partir de 445 nos leva até a data da profecia de Malaquias. [11] "A multidão" - Tregelles, Daniel, pg 97. [12] Vale a pena observar que a profecia foi
dada em Babilônia, e o ano babilônio consistia de doze meses de trinta
dias. Que o ano profético não é o ano ordinário não é nenhuma nova
descoberta. Ele foi observado dezesseis séculos atrás por Júlio
Africano, em sua Cronografia, em que ele explica as setenta
semanas como semanas de anos judaicos (lunares), iniciando com o
vigésimo ano de Artaxerxes, o quarto ano da Octagésima Terceira
Olimpíada, e terminando no segundo ano na Duocentésima Segunda
Olimpíada; 475 anos julianos são iguais a 490 anos lunares. Você está preparado espiritualmente? Sua família está
preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a
razão deste ministério,
fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar
estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado,
você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de
discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já
pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus
corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são um tempo em que
podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas. Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal,
mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus
compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a
alegria do espírito de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia. Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo
como Salvador, mas entendeu que Ele é real e que o Fim dos Tempos está
próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso
agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu
Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da
vida eterna em Seu Reino, como se já estivesse com Ele. Se quiser
saber como nascer de novo,
CLIC
AQUI AGORA!!! No entanto, se a dificuldade está nas doutrinas (de
homens) que a sua igreja prega, siga então o último conselho bíblico:
Saia dela Povo Meu! Apoc 18:4. ...E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra
vez, e vos tomarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver
estejais vós também. João 14:3 Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua
vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam que
Jesus está às portas!!! Que Deus o abençoe. Clic Aqui para enviar esta Matéria para um amigo!
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